Neurorrealidade: a nova “bíblia dos ateus”

Agência Pavanews, com informações de Christian Today e Examiner

Neurologista afirma ter criado a primeira religião do mundo com base científica, mostrando que fazer a ponte entre cérebro e mente, ciência e religião, pode realmente inspirar as pessoas.

Bruce Morton

Bruce E. Morton, neurocientista e filósofo formado em Harvard, e atualmente  professor da Universidade do Havaí, acaba de lançar seu novo livro Neuroreality: A Scientific Religion to Restore Meaning, or How 7 Brain Elements Create 7 Minds and 7 Realities. [Neurorrealidade: Uma religião científica para restaurar o Sentido da Vida, ou como os 7 elementos do cérebro criam 7 mentalidades e 7 realidades”. Líderes religiosos estão chamando obra de simplesmente de ciência experimental, enquanto outros dizem que é uma nova “bíblia de ateus”. Morton promete uma transformação na vida dos que lerem sua obra.

Ele afirma que trata-se de um “upgrade de 4000 anos na religião, baseada em um método científico que esclarece as múltiplas naturezas da consciência e da realidade.” Afirma ainda que sua pesquisa empírica demonstra que suas ideias farão os seguidores “felizes e realizados.

No entanto, críticos dizem que o autor está tentando criar algo novo para que os ateus e os não-cristãos possam se agarrar, uma espécie de sistema de crenças para validar a sua própria busca.

Talvez o significado mais preciso de ateísmo para muitas pessoas é a ausência ou rejeição de uma crença em Deus.

Porém, Michael Martin, um proeminente filósofo ateu, define o ateísmo inteiramente em termos de crenças. Para ele, o ateísmo negativo é simplesmente a falta de crença teísta, o ateísmo positivo é a descrença específica em Deus, e o agnosticismo não crê nem deixa de crer em Deus.

Morton afirma que seu novo livro não contém crenças ou experimentos sobrenaturais, e vai orientar os leitores na sua caminhada religiosa, fornecendo uma visão ampliada sobre o propósito da vida, usando um método científico.

Alguns de seus colegas pesquisadores elogiam Morton por descobrir um novo conjunto de crenças religiosas e também estão dizendo que este poderia ser uma “nova bíblia nova para os ateus.”

“O Dr. Morton deveria ser nomeado para o Prêmio Nobel da Paz pelo seu trabalho brilhante e instigante”, disse o Dr. E A Hankins III da Faculdade de Medicina da UCLA e fundador do Museu Mundial de História Natural, na Califórnia. Que complementa: “Desde Darwin não vemos tamanha riqueza de novas ideias, capazes de mudar o mundo, e que vêm para desafiar nosso conhecimento do universo, da vida e do funcionamento da mente humana.”

Morton escreveu o livro depois de passar por um período de depressão. Ele fez várias tentativas de auto-medicação para se curar, incluindo o uso de produtos químicos. Após tomar mais de 40 compostos psicoativos, até passar por uma experiência “de transcendência”, quando “descobriu a fonte de elemento social do cérebro, que lhe deu uma visão mais precisa sobre a vida, o universo e a realidade.”

Ao longo do livro, o autor discute quatro maneiras diferentes, mas inter-relacionadas de produzir uma transformação de vida, além de listar 21 soluções para a vida, com base científica – que não dependem de fé.

Vários pensadores cristãos reagiram a essas afirmações. Howard Storm, autor de livros teológicos e professor da Northern Kentucky University, disse que o Evangelho de Cristo é muito mais simples que a maioria das pessoas acredita. Para ele, “há muitas pessoas tentando complicar a fé em Deus ou procurando oferecer uma resposta que transforme a vida de tudo o que não entendemos. A mensagem simples de Jesus não necessita de qualquer interpretação, nem todas as regras e tradições que dizemos vir junto com ela. Jesus tinha uma mensagem simples: amar incondicionalmente. Ele disse que tudo se baseia no amor ao próximo e a Deus. A mensagem do Evangelho é tão simples e tão profundo quanto o amor.”

Comentários

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1 Comentário

  1. Anizio Gomes disse:

    Howard Storm, respondeu perfeitamente a questão… Ao invés de perderem seu tempo justificando algo para os seus próprios deleites, dentre os  quais se destacam a sua insana vontade de “declararem independência do Divino”, os grandes estudiosos deveriam reverter seus conhecimentos de fina estirpe, no caso específico dos neurólogos, para desvendar o porque de mentes tão sãs não serem capazes de amarem seus semelhantes e desfrutarem de toda portunidade de estarem como mandantes em todas as situações possíveis para acrescentarem só pra si sempre, não pensando sequer, que pelo que nos mostra a PARÁBOLA DOS TALENTOS, “aquele que não cultiva seus talentos fazendo-os mutiplicarem e darem frutos, contudo, os esconde, até o talento que lhe é dado será tirado!” Talvez relativisar a existência de DEUS, seja assunto de maior necessidade na esfera dos estudos neurológicos, do que a criação de teses hábeis a contribuirem para a extinção da fome, pobreza e de todas as espécies de preconceito, que disseminam ódio entre seres da mesma espécie e causam morte!

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