“Partido Anti-PowerPoint” é criado querendo ser nova força política

Fundador do partido, Matthias Poehm, defende que o uso de cartazes em apresentações é mais efetivo que o PowerPoint

Agência Pavanews, com informações de JB e AEIOU

Foi criado na Suíça um novo partido político com um objetivo fora do comum: defender os “cerca de 250 milhões de cidadãos em todo o mundo que, todos os meses, são obrigados a assistir a apresentações chatas em PowerPoint nas empresas”.

Trata-se do Anti-Power-Point-Party [Partido Anti-PowerPoint], que já tem um site disponível em 12 línguas, inclusive o português. Não é brincadeira. Ele se opõe ao popular software da Microsoft e prefere que as apresentações sejam feitas em quadro [flip-chart]. O PAPP acredita que o PowerPoint é “parte do problema” que gerou a crise econômica mundial.

Eles conseguiram mais que o dobro das assinaturas exigidas pela legislação eleitoral da Suíça para participar das eleições de outubro. “Se 3% do eleitorado votar no partido, pela primeira vez na história um deputado do Partido Anti-PowerPoint vai estar sentado em um Parlamento nacional europeu”, diz nota publicada pela organização.

PAPP quer ser força política

O partido foi fundado por Matthias Poehm (foto), empresário habituado a fazer apresentações públicas. O criador do partido espera ser eleito já em outubro, nas próximas eleições para o Parlamento suíço.

“Em alguns países, estudantes e alunos são punidos com notas baixas se fizerem uma apresentação sem usar PowerPoint. Os chefes obrigam os seus colegas a usar PowerPoint”, diz o site do movimento. Ele afirma que o uso de um simples quadro com folhas de papel em uma apresentação “triplica a eficiência de uma apresentação em 95% dos casos”.

Mas o APPP quer ir mais longe e a curto prazo alcançar 33 mil membros, tornando-se assim o quarto maior partido da Suíça, o que lhe permitiria levar a sua luta além fronteiras.

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