Primeiro livro de Sérgio Pavarini sai em novembro

Marília César

Os amantes do rock e da internet terão, a partir de novembro, a oportunidade de conhecer o primeiro registro de um jornalista que domina as duas linguagens: Sérgio Pavarini está estreando no mercado editorial impresso. A minha alma está a(r)mada Lições de vida que o rock nacional me ensinou sai no próximo mês pela Thomas Nelson Brasil.

Conhecido como editor do Pavablog, um dos grandes canais nacionais de informação sobre entretenimento, política, cultura e, sobretudo, o universo cristão, Pavarini resolveu topar o desafio de escrever para um público jovem, habitualmente leitor de seus posts, a fim de exorcizar alguns fantasmas que guardava há tempos em seu baú afetivo.

Em meio a dicas sobre escolha profissional e de leitura, ele relata experiências e crises pessoais vividas em igrejas evangélicas, que renderam muitos questionamentos às posturas convencionais  e jargões. Em linguagem informal e fluída, as histórias são intercaladas com citações de músicas de seus roqueiros preferidos, de Raul Seixas a NX Zero.  “Uso o rock nacional ao longo de toda a obra. Em especial profetas que curto muito, como Cazuza e Renato Russo. Só não consegui achar lições legais no Restart”, ironiza.

O livro é uma fusão entre rock e espiritualidade e pretende alcançar jovens de todas as idades, independentemente da religião. “Tenho um montão de leitores sem qualquer tipo de crença e o livro segue a mesma vibe do que posto nas redes sociais, sem nenhum tipo de proselitismo”, afirma.

A seguir, trechos de uma rápida entrevista feita com o autor:

Por que demorou tanto para escrever um livro se tem um público jovem tão fiel há tanto tempo o seguindo pela rede?

Na internet você escreve hoje e amanhã seu texto é jurássico, ao contrário do que acontece nos livros. Topei o desafio justamente para perenizar algumas discussões, ampliando o papo com os leitores. No texto, apenas forneço pistas (certamente muitas das quais falsas).

Como tem feito para conciliar as atividades de blogueiro, palestrante e escritor? Qual sua rotina atual?

A mesma doideira de sempre. Mais de 30 abas abertas no computador e pelo menos mil mensagens diárias na caixa postal + redes sociais. Deve ser legal para o Philip Yancey ouvir música clássica e olhar as montanhas pela janela para se inspirar, mas minha pegada é outra.

Quais as maiores dificuldades que encontrou para escrever?

A “gravidez” é interessante porque torna você ainda mais sensível. No meu caso, isso significa quase virar emo. (rs). Algo legal que escuto ou uma frase no papo com amigos já se transforma num capítulo nas horas seguintes. Embora seja uma obra curta, requer fôlego longo na preparação. Falando sério, careço muuuito da oração, reza e torcida de todos nesta etapa final.

É muito diferente a linguagem da internet da linguagem que está exercitando no seu livro?

Há tempos optei por simplesmente conversar com os leitores, uma forma legal de tocar coração e mente ao mesmo tempo. Tentei recriar nas páginas a mesma leveza e o humor de um papo descontraído na mesa de um bar.

Qual a sua expectativa com essa obra?

Um do lances legais que combinei com a editora é que o livro mensalmente vai ganhar um capitulo inédito no hotsite. A ideia é promover a total interação com os leitores. Como sempre brinco, só tenho seguidores no Twitter. A proposta é colocar alguns temas em pauta e o papo vai continuar no site depois da leitura. O projeto gráfico ficou bem legal e espero que as pessoas curtam bastante.

Por que a escolha do título “A minha alma está a(r)mada”?

Além da brincadeira com a músida do Rappa, penso que o amor que o Criador tem por nós é a nossa maior arma para enfrentar os desafios do dia a dia. Em tempos de intolerância e de brigas de todos os tipos, enfatizar novamente o maior atributo divino é algo essencial. O caminho da relevância cristã passa pelo serviço como consequência do amor.

Trecho:

Vivemos tempos brochantes. Sério mesmo. Recebemos em apenas um dia a mesma quantidade de informação que um homem levaria a vida inteira para obter na Idade Média. Um clique no Mickey mouse é suficiente para abrir as janelas do mundo e o resultado pode ser ilustrado por uma das palavras que aparece com maior frequência na Twittosfera: tédio.

A profusão de informações (e de opiniões) ocasionou um efeito colateral bem estranho. Delegamos aos nossos articulistas favoritos a capacidade de pensar por nós. Temos nosso rol de escritores e emprestamos deles algumas ideias prontas. Em vez de correr os riscos inerentes à conquista, nos contentamos ao ver nossos ícones em ação, numa espécie de voyeurismo (oi?) preguiçoso cujo prazer é literalmente virtual.

Como é gratificante ajudar os outros a descobrir que o sexo entre os neurônios é sempre seguro. Além disso, proporciona sensações deliciosas e (re)produz ninhadas de sinapses. Juntos, vamos desfrutar de alguns momentos de prazer (ou não) e gerar alguns filhotes. Mães à obra!

Tem gente enganando a gente
Veja a nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende

Quem acredita sempre alcança
(Renato Russo, em Mais uma vez)

foto: Bruna Franco

Comentários

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7 Comentários

  1. Anízio Gomes disse:

    Ansioso!!! Desejo sucesso a sua obra Pavarini, e lembre-se: 1Coríntios – 1;27 – “Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias.”
    Mas
    Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e
    Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes;
    1 Coríntios 1:27
    Mas
    Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e
    Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes;
    1 Coríntios 1:27Mas
    Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e
    Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes;
    1 Coríntios 1:27

  2. Sucesso Pava, seulindo (em Cristo) kkkk

  3. Meirybezerra disse:

    Diliiiiiiiiiiiiça Pava!
     

  4. Tercio Ribas Torres disse:

    Vamos aguardar com ansiedade. Mas desde já, parabéns!

  5. Quero comprar e autografado. Agora ao ler, posso concordar ou discordar. Pelo que li acima … Vamos ver!

  6. Carlin disse:

    Já quero um exemplar. O bom e não tão velho rock and roll como inspiração reflexiva é show de bola. Agora, por o Cazuza e o Renato Russo na ordem dos profetas foi sensacional ( Faço coro contigo amigo). A algumas semanas ensaiaram me apedrejar aqui mesmo no Pavablog porque disse em um de meus comentários que considerava o Raul Seixas como profeta. Meu telhado é de vidro, assumo, mas não tenho medo de quebrar.
    Sucesso Pava!
    Carlos Alberto – Pr

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