Um fantasma chamado Amor

Carol Celico

Imagine se quando você acordasse, não tivesse que abrir as janelas, não tivesse que escovar os dentes, não  tivesse que se vestir, arrumar a sua cama, ou fazer qualquer esforço para chegar até o seu trabalho? Imagine se cada vez que você pensasse em fazer alguma coisa, ela já aparecesse pronta e preparada na sua frente?

Agora imagine se depois de receber todos esses favores, ou até mesmo somente um deles, você não soubesse ou não pudesse agradecer a pessoa que os fez. Ou por achar desculpas para não agradecer como se fosse mesmo a obrigação de alguém fazer tudo por você, “afinal, já está feito mesmo”, ou então por achar que foi você mesmo que fez mas não se lembrou, ou o pior de tudo, achar que se alguém fez, é porque você mereceu.

Aqueles que não conhecem o amor de Deus devem se sentir assim: sem saber e sem poder agradecer ao Único que desde quando nascemos e todos os dias da nossa existência merece uma simples palavra de amor e gratidão.

Tantas vezes nos levantamos pensando em quem temos que dar uma bronca, em quem nos machucou, ou algo que nos entristeceu vindo da boca de quem você ouviu um absurdo. Outras horas do dia, passamos pensando nas pessoas a quem tanto damos mas pouco recebemos, que não souberam devolver a nossa atenção com gratidão. Mandamos mensagens desejando o bem, mas na verdade querendo que aprendam com seus próprios erros.

O amor não é pesado, o amor não acusa, o amor não cobra. O amor não tem culpa, nem procura culpados. O amor não pode se transformar em dívida, ele não é uma moeda. Quem acusa não ama, pois no amor há respeito, há perdão, há o exemplo de Deus que mesmo antes de nascermos transformou o seu grande amor em nossa salvação.

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