“CQC” terá dois desfalques de uma só vez: Danilo Gentili também vai deixar o programa

Texto de Keila Jimenez publicado originalmente em Outro canal

O “CQC” (Band) corre o risco de ser desfalcado duas vezes em uma tacada só. Depois de Rafinha Bastos, que deve mesmo ser afastado do programa por tempo indeterminado, Danilo Gentili é o próximo a deixar a trupe liderada por Marcelo Tas.

Gentili deixará a atração para comandar o seu talk show, o “Agora É Tarde” cinco vezes por semana na Band. O programa atualmente  é exibido três vezes por semana e vem alcançando audiência na faixa dos cinco pontos, o que é bom para a emissora no horário. Cada ponto equivale a 58 mil domicílios na Grande SP.

Enquanto a saída de Rafinha é mais para dar um tempo na imagem do humorista, desgastada com recentes polêmicas provocadas por suas piadas, a saída de Gentili não deve ter volta. A idéia é que uma vez fora do “CQC”, Gentili faça apenas participações especiais na atração.

Dois novos integrantes já estão sendo testados para o programa e devem estrear ainda este ano, no lugar de Gentili e Rafinha.

Twitteiro compulsivo, Rafinha Bastos está desde sábado (1) sem postar nadinha. Não escreveu nada sobre seu possível afastamento do “CQC”

Procurada, a Band não confirma a saída dos humoristas.

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1 Comentário

  1. “O que a mídia de massa oferece não é arte popular, mas
    entretenimento que é destinado a ser consumido como comida, esquecido, e
    substituído por um novo prato”
     
    Poeta inglês. W. H. Auden
     
     
    O
    entretenimento da TV está em declínio. Não pelo formato do programa,
    que abrange o estilo Zorra Total a CQC. Na verdade, não reprovo nem o
    BBB. O que me afasta desses programas é a apelação. De Silvio Santos a
    Marcelo Tas; de Carlos Alberto de Nóbrega a Gentili; de Fazenda a BBB.
     
    A
    rede social, por exemplo, é um grande BBB. Todos acompanham a vida de
    todos e por causa do poder de definirmos nossa “grade de amigos”, não
    necessariamente a apelação está presente.
     
    Se
    for para entreter, prefiro buscar pela internet. Dos mais toscos aos
    mais criativos; tudo isso sem exigência; contanto que eu fique livre de
    apelação, sensacionalismo e não vire vítima ou cobaia de gente que quer
    se promover à custa das desgraças alheias.
     
    Prefiro
    me divertir com inconseqüentes como @pecesiqueira ou @ronaldrios, a
    ter de me entreter por alguns minutos com gente que apela sem limites.
     
    Pelo menos suas incoerências e generalizações se limitam dentro de suas originalidades e o mínimo de apelação.
     
    Gente que repete estratégias medíocres como âncora de seu sucesso, torna-se, descartavelmente, insignificante.
     
    Por fim, não tenho desfavores à humorista que faz piadas de negros, gays, judeus, portugueses e etecéteras.
    Quem não tem capacidade de rir de si e de suas diferenças, torna-se o hipócrita velado.
     
    Apenas,
    como já dito, não me alinho com gente que, por causa de sua
    irreverência, vê o limite, que como uma linha do horizonte, nunca se
    chega num fim; num limite – em nome da apelação que trás fama.

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