Dorgas: Estudantes irão manter ocupação na USP durante o final de semana

Publicado no UOL

Os estudantes que ocuparam o prédio da administração da FFLCH (Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas) na noite de ontem (27) vão permanecer no local durante o final de semana, segundo informaram os integrantes da comissão de comunicação da ocupação. Ao longo do dia, os estudantes se dedicaram a organizar-se.

À noite, os estudantes se reuniram em assembleia para definir quais serão as reivindicações do movimento e se incorporam a pauta de descriminalização das drogas.

As três exigências principais dos estudantes são a saída imediata da Polícia Militar da universidade, a revogação do convênio entre o Conselho Gestor da USP e a PM que permite os policiais no campus e o fim dos processos administrativos contra servidores e estudantes que participaram de atos e ocupações em anos anteriores.

A tendência é que a ocupação permaneça durante a semana que vem, mas uma nova assembleia deve ocorrer no domingo (30) para decidir o futuro do movimento.

nunca entendi direito esse lance de os estudantes acharem que têm direito a uma espécie de “maconhódromo”, território vedado à polícia e sob as leis de – sei lá –  talvez bob marley.

o “trabaliadores” do cartaz parece sinalizar que tb há gente de fora interessado em tumultuar o bagulho (com trocadilho). last but not least, a foto abaixo mostra o que os estudantes reivindicaram após o assassinato de um aluno em maio deste ano. mudaram de ideia por causa de 3 baseados?

Estudante pede presença de PM no campus da USP, onde foi morto um aluno na noite de quarta. Foto: Ivan Pacheco/Terra

Comentários

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7 Comentários

  1. Salerno Neto disse:

    Fui estudante da USP, estudante da FFCLH, nos anos 80, período em que a universidade recobrava suas prerrogativas e liberdades ainda nos tempos do governandor Franco Montoro. Era tempo de reorganização e já, naquela época, havia os grupelhos que mais estavam interessados em sexo, drogas e rocknroll e em tumultuar tudo. Cansei de ver eclodirem greves, de torrar a paciência.

    Para mim, mesmo assim, valeu a pena porque aproveitei (e como!) para assistir apresentações da Orquestra Sinfônica da USP conduzida pelo Maestro Camargo Guarnieri… 

    Todavia, era um perigo e tanto andar pelas ruas ermas da Cidade Universitária e de seus entornos após a saída, lá pelas 22:30 horas. Muito perigoso.

    Naquela época, os estudantes nem pensariam em colocar a PM dentro da USP, seria sinal de retroagir aos tempos da luta da Rua Maria Antonia…

    Mas os tempos mudaram… favelas foram se instalando ao redor, virou território de ninguém, o número de estupros foi aumentando, a violência também, até que houve assassinatos. Era preciso que a USP (seu corpo docente e discente) tomassem uma atitude, até mesmo em favor da preservação de vidas. Já não se tratava mais de questão política, mas sim de questão de segurança, segurança pública.

    Tomara a direção da universidade não volte atrás e se mantenha firme no sentido de manter a PM dentro da USP.

    Já passou da hora para se dar um basta à bandidagem que rola crassa, e isso não só dentro da USP.

    O Brasil já devia ter amadurecido o suficiente para não tolerar essas tentativas de manobra de massa que visam apenas tumultuar.

  2. Salerno Neto disse:

    Fui estudante da USP, estudante da FFCLH, nos anos 80, período em que a universidade recobrava suas prerrogativas e liberdades ainda nos tempos do governandor Franco Montoro. Era tempo de reorganização e já, naquela época, havia os grupelhos que mais estavam interessados em sexo, drogas e rocknroll e em tumultuar tudo. Cansei de ver eclodirem greves, de torrar a paciência.

    Para mim, mesmo assim, valeu a pena porque aproveitei (e como!) para assistir apresentações da Orquestra Sinfônica da USP conduzida pelo Maestro Camargo Guarnieri… 

    Todavia, era um perigo e tanto andar pelas ruas ermas da Cidade Universitária e de seus entornos após a saída, lá pelas 22:30 horas. Muito perigoso.

    Naquela época, os estudantes nem pensariam em colocar a PM dentro da USP, seria sinal de retroagir aos tempos da luta da Rua Maria Antonia…

    Mas os tempos mudaram… favelas foram se instalando ao redor, virou território de ninguém, o número de estupros foi aumentando, a violência também, até que houve assassinatos. Era preciso que a USP (seu corpo docente e discente) tomassem uma atitude, até mesmo em favor da preservação de vidas. Já não se tratava mais de questão política, mas sim de questão de segurança, segurança pública.

    Tomara a direção da universidade não volte atrás e se mantenha firme no sentido de manter a PM dentro da USP.

    Já passou da hora para se dar um basta à bandidagem que rola crassa, e isso não só dentro da USP.

    O Brasil já devia ter amadurecido o suficiente para não tolerar essas tentativas de manobra de massa que visam apenas tumultuar.

  3. Bando de retardados, filhinhos de papai que nunca trabalharam na vida. Já estudei numa universidade estadual e numa federal e o perfil da imensa maioria é sempre o mesmo: riquinhos maconheiros e promíscuos que se acham com todo o direito do mundo para fazer tudo aquilo que é vedado ao restante da população!

  4. Incrível ver como os jornais divulgam “alunos querem PM fora do campus”. Baseiam (que termo apropriado) sua informação na opinião da meia dúzia que faz parte da esquadrilha da fumaça e colocam como se fosse opinião geral. 
    Sou aluno, e assim como a grande maioria dos meus colegas, quero a PM no campus

  5. Incrível ver como os jornais divulgam “alunos querem PM fora do campus”. Baseiam (que termo apropriado) sua informação na opinião da meia dúzia que faz parte da esquadrilha da fumaça e colocam como se fosse opinião geral. 
    Sou aluno, e assim como a grande maioria dos meus colegas, quero a PM no campus

  6. Incrível ver como os jornais divulgam “alunos querem PM fora do campus”. Baseiam (que termo apropriado) sua informação na opinião da meia dúzia que faz parte da esquadrilha da fumaça e colocam como se fosse opinião geral. 
    Sou aluno, e assim como a grande maioria dos meus colegas, quero a PM no campus

  7. Acho mais interessante os comentários que criticam a ocupação com argumentos sólidos, ao contrário daqueles que querem denegrir o movimento estudantil (abrangente ou não) com ataques ideológicos. Se querem o direito de fumar maconha no campus está ligado aos fatos, mas não é a pauta em questão. O ponto central a ser discutido é se a PM tem lugar dentro de uma universidade pública ou não. O Salerno argumentou muito bem a favor da permanência da PM no campus. Por outro lado, eu gostaria de saber o quão democrático foi o passo de institui-los na USP. Não podemos negar que há estudantes em ambos bandos, mas qual é a vontade geral do corpo discente? Onde há um estudo que comprove um ou outro argumento?

    Em defesa dos favoráveis à permanência da PM, qual é a proposta dos ocupantes quanto à reivindicação de maior e melhor segurança pública.
    E, por outro lado, se puseram a PM no campus para diminuir incidentes de estupro e violência, por que estão concentrando seus esforços para reprimir atos não violentos? Acabaram as incidências de estupro e demais violências? 

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