Edir Macedo e seu passaporte diplomático

Lauro Jardim, no Radar Online, para a Veja

O Itamaraty acaba de conceder um passaporte diplomático para Edir Macedo, chefe da Igreja Universal. Na verdade, é uma renovação do seu passaporte.

Os portadores de passaporte diplomático têm tratamento diferenciado nos aeroportos e alfândegas. Além de não pagar pelo documento, a vantagem mais evidente é a dispensa da revista aqui e em vário países. Também não enfrentam filas.

Qual a lógica disso?  Tradicionalmente, os cardeais católicos sempre tiveram essa regalia. Nada mais natural que, de uns tempos para cá, com o fortalecimento dos evangélicos no Brasil, os bispos das dezenas de denominações protestantes exigissem o mesmo. E assim o fizeram. Macedo é um deles. O telepastor R.R. Soares é outro.

Goste-se ou não, não há como conceder esse privilégio a um dignitário católico e não fazer o mesmo para os outros. Isso vale para pai-de -santo também. O mais correto, porém, seria não conceder esse privilégio a nenhum religioso. Não faz sentido.

Comentários

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1 Comentário

  1. Victor Kroeger disse:

    É um absurdo! Nenhum religioso, exceto os que tem função diplimática oficial pelos seus países, aí incluído o Vaticano, deveria ter passaporte desta natureza. Enquanto isto, o cidadão comum, mesmo quando tem muito mais relevância para os interesses do país, tem que enfrentar sua via crucis…

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