A dura vida dos ateus em um Brasil cada vez mais evangélico

A parábola do taxista e a intolerância. Reflexão a partir de uma conversa no trânsito de São Paulo. A expansão da fé evangélica está mudando “o homem cordial”?

Por Eliane Brum, publicado orinalmente no site da Época

Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de um romance - Uma Duas (LeYa) - e de três livros de reportagem: Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo). E codiretora de dois documentários: Uma História Severina e Gretchen Filme Estrada. elianebrum@uol.com.br @brumelianebrum

Jornalista, escritora e
documentarista. Ganhou mais
de 40 prêmios nacionais e
internacionais de reportagem.
É autora de um romance –
Uma Duas (LeYa) – e de três
livros de reportagem: Coluna
Prestes – O Avesso da Lenda
(Artes e Ofícios), A Vida Que
Ninguém Vê (Arquipélago
Editorial, Prêmio Jabuti 2007)
e O Olho da Rua (Globo).
E codiretora de dois
documentários: Uma História
Severina e Gretchen Filme
Estrada.
elianebrum@uol.com.br
@brumelianebrum

O diálogo aconteceu entre uma jornalista e um taxista na última sexta-feira. Ela entrou no táxi do ponto do Shopping Villa Lobos, em São Paulo, por volta das 19h30. Como estava escuro demais para ler o jornal, como ela sempre faz, puxou conversa com o motorista de táxi, como ela nunca faz. Falaram do trânsito (inevitável em São Paulo) que, naquela sexta-feira chuvosa e às vésperas de um feriadão, contra todos os prognósticos, estava bom. Depois, outro taxista emparelhou o carro na Pedroso de Moraes para pedir um “Bom Ar” emprestado ao colega, porque tinha carregado um passageiro “com cheiro de jaula”. Continuaram, e ela comentou que trabalharia no feriado. Ele perguntou o que ela fazia. “Sou jornalista”, ela disse. E ele: “Eu quero muito melhorar o meu português. Estudei, mas escrevo tudo errado”. Ele era jovem, menos de 30 anos. “O melhor jeito de melhorar o português é lendo”, ela sugeriu. “Eu estou lendo mais agora, já li quatro livros neste ano. Para quem não lia nada…”, ele contou. “O importante é ler o que você gosta”, ela estimulou. “O que eu quero agora é ler a Bíblia”. Foi neste ponto que o diálogo conquistou o direito a seguir com travessões.

– Você é evangélico? – ela perguntou.
– Sou! – ele respondeu, animado.
– De que igreja?
– Tenho ido na Novidade de Vida. Mas já fui na Bola de Neve.
– Da Novidade de Vida eu nunca tinha ouvido falar, mas já li matérias sobre a Bola de Neve. É bacana a Novidade de Vida?
– Tou gostando muito. A Bola de Neve também é bem legal. De vez em quando eu vou lá.
– Legal.
– De que religião você é?
– Eu não tenho religião. Sou ateia.
– Deus me livre! Vai lá na Bola de Neve.
– Não, eu não sou religiosa. Sou ateia.
– Deus me livre!
– Engraçado isso. Eu respeito a sua escolha, mas você não respeita a minha.
– (riso nervoso).
– Eu sou uma pessoa decente, honesta, trato as pessoas com respeito, trabalho duro e tento fazer a minha parte para o mundo ser um lugar melhor. Por que eu seria pior por não ter uma fé?
– Por que as boas ações não salvam.
– Não?
– Só Jesus salva. Se você não aceitar Jesus, não será salva.
– Mas eu não quero ser salva.
– Deus me livre!
– Eu não acredito em salvação. Acredito em viver cada dia da melhor forma possível.
– Acho que você é espírita.
– Não, já disse a você. Sou ateia.
– É que Jesus não te pegou ainda. Mas ele vai pegar.
– Olha, sinceramente, acho difícil que Jesus vá me pegar. Mas sabe o que eu acho curioso? Que eu não queira tirar a sua fé, mas você queira tirar a minha não fé. Eu não acho que você seja pior do que eu por ser evangélico, mas você parece achar que é melhor do que eu porque é evangélico. Não era Jesus que pregava a tolerância?
– É, talvez seja melhor a gente mudar de assunto…

Taxi cab signO taxista estava confuso. A passageira era ateia, mas parecia do bem. Era tranquila, doce e divertida. Mas ele fora doutrinado para acreditar que um ateu é uma espécie de Satanás. Como resolver esse impasse? (Talvez ele tenha lembrado, naquele momento, que o pastor avisara que o diabo assumia formas muito sedutoras para roubar a alma dos crentes. Mas, como não dá para ler pensamentos, só é possível afirmar que o taxista parecia viver um embate interno: ele não conseguia se convencer de que a mulher que agora falava sobre o cartão do banco que tinha perdido era a personificação do mal.)

Chegaram ao destino depois de mais algumas conversas corriqueiras. Ao se despedir, ela agradeceu a corrida e desejou a ele um bom fim de semana e uma boa noite. Ele retribuiu. E então, não conseguiu conter-se:

– Veja se aparece lá na igreja! – gritou, quando ela abria a porta.
– Veja se vira ateu! – ela retribuiu, bem humorada, antes de fechá-la.

Ainda deu tempo de ouvir uma risada nervosa.

A parábola do taxista me faz pensar em como a vida dos ateus poderá ser dura num Brasil cada vez mais evangélico – ou cada vez mais neopentecostal, já que é esta a característica das igrejas evangélicas que mais crescem. O catolicismo – no mundo contemporâneo, bem sublinhado – mantém uma relação de tolerância com o ateísmo. Por várias razões. Entre elas, a de que é possível ser católico – e não praticante. O fato de você não frequentar a igreja nem pagar o dízimo não chama maior atenção no Brasil católico nem condena ninguém ao inferno. Outra razão importante é que o catolicismo está disseminado na cultura, entrelaçado a uma forma de ver o mundo que influencia inclusive os ateus. Ser ateu num país de maioria católica nunca ameaçou a convivência entre os vizinhos. Ou entre taxistas e passageiros.

Já com os evangélicos neopentecostais, caso das inúmeras igrejas que se multiplicam com nomes cada vez mais imaginativos pelas esquinas das grandes e das pequenas cidades, pelos sertões e pela floresta amazônica, o caso é diferente. E não faço aqui nenhum juízo de valor sobre a fé católica ou a dos neopentecostais. Cada um tem o direito de professar a fé que quiser – assim como a sua não fé. Meu interesse é tentar compreender como essa porção cada vez mais numerosa do país está mudando o modo de ver o mundo e o modo de se relacionar com a cultura. Está mudando a forma de ser brasileiro.

Por que os ateus são uma ameaça às novas denominações evangélicas? Porque as neopentecostais – e não falo aqui nenhuma novidade – são constituídas no modo capitalista. Regidas, portanto, pelas leis de mercado. Por isso, nessas novas igrejas, não há como ser um evangélico não praticante. É possível, como o taxista exemplifica muito bem, pular de uma para outra, como um consumidor diante de vitrines que tentam seduzi-lo a entrar na loja pelo brilho de suas ofertas. Essa dificuldade de “fidelizar um fiel”, ao gerir a igreja como um modelo de negócio, obriga as neopentecostais a uma disputa de mercado cada vez mais agressiva e também a buscar fatias ainda inexploradas. É preciso que os fiéis estejam dentro das igrejas – e elas estão sempre de portas abertas – para consumir um dos muitos produtos milagrosos ou para serem consumidos por doações em dinheiro ou em espécie. O templo é um shopping da fé, com as vantagens e as desvantagens que isso implica.

É também por essa razão que a Igreja Católica, que em períodos de sua longa história atraiu fiéis com ossos de santos e passes para o céu, vive hoje o dilema de ser ameaçada pela vulgaridade das relações capitalistas numa fé de mercado. Dilema que procura resolver de uma maneira bastante inteligente, ao manter a salvo a tradição que tem lhe garantido poder e influência há dois mil anos, mas ao mesmo tempo estimular sua versão de mercado, encarnada pelos carismáticos. Como uma espécie de vanguarda, que contém o avanço das tropas “inimigas” lá na frente sem comprometer a integridade do exército que se mantém mais atrás, padres pop star como Marcelo Rossi e movimentos como a Canção Nova têm sido estratégicos para reduzir a sangria de fiéis para as neopentecostais. Não fosse esse tipo de abordagem mais agressiva e possivelmente já existiria uma porção ainda maior de evangélicos no país.

Tudo indica que a parábola do taxista se tornará cada vez mais frequente nas ruas do Brasil – em novas e ferozes versões. Afinal, não há nada mais ameaçador para o mercado do que quem está fora do mercado por convicção. E quem está fora do mercado da fé? Os ateus. É possível convencer um católico, um espírita ou um umbandista a mudar de religião. Mas é bem mais difícil – quando não impossível – converter um ateu. Para quem não acredita na existência de Deus, qualquer produto religioso, seja ele material, como um travesseiro que cura doenças, ou subjetivo, como o conforto da vida eterna, não tem qualquer apelo. Seria como vender gelo para um esquimó.

Tenho muitos amigos ateus. E eles me contam que têm evitado se apresentar dessa maneira porque a reação é cada vez mais hostil. Por enquanto, a reação é como a do taxista: “Deus me livre!”. Mas percebem que o cerco se aperta e, a qualquer momento, temem que alguém possa empunhar um punhado de dentes de alho diante deles ou iniciar um exorcismo ali mesmo, no sinal fechado ou na padaria da esquina. Acuados, têm preferido declarar-se “agnósticos”. Com sorte, parte dos crentes pode ficar em dúvida e pensar que é alguma igreja nova.

Já conhecia a “Bola de Neve” (ou “Bola de Neve Church, para os íntimos”, como diz o seu site), mas nunca tinha ouvido falar da “Novidade de Vida”. Busquei o site da igreja na internet. Na página de abertura, me deparei com uma preleção intitulada: “O perigo da tolerância”. O texto fala sobre as famílias, afirma que Deus não é tolerante e incita os fiéis a não tolerar o que não venha de Deus. Tolerar “coisas erradas” é o mesmo que “criar demônios de estimação”. Entre as muitas frases exemplares, uma se destaca: “Hoje em dia, o mal da sociedade tem sido a Tolerância (em negrito e em maiúscula)”. Deus me livre!, um ateu talvez tenha vontade de dizer. Mas nem esse conforto lhe resta.

Ainda que o crescimento evangélico no Brasil venha sendo investigado tanto pela academia como pelo jornalismo, é pouco para a profundidade das mudanças que tem trazido à vida cotidiana do país. As transformações no modo de ser brasileiro talvez sejam maiores do que possa parecer à primeira vista. Talvez estejam alterando o “homem cordial” – não no sentido estrito conferido por Sérgio Buarque de Holanda, mas no sentido atribuído pelo senso comum.

Me arriscaria a dizer que a liberdade de credo – e, portanto, também de não credo – determinada pela Constituição está sendo solapada na prática do dia a dia. Não deixa de ser curioso que, no século XXI, ser ateu volte a ter um conteúdo revolucionário. Mas, depois que Sarah Sheeva, uma das filhas de Pepeu Gomes e Baby do Brasil, passou a pastorear mulheres virgens – ou com vontade de voltar a ser – em busca de príncipes encantados, na “Igreja Celular Internacional”, nada mais me surpreende.

Se Deus existe, que nos livre de sermos obrigados a acreditar nele.

dica da Irla Costa e do Will Carvalho

dezenas de comentários dos evangélicos ao texto são uma dureza. com trocadilho. 

Comentários

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39 Comentários

  1. Como disse o Pr. Ricardo Gondim: “Deus me livre de um país evangélico!”

  2. Junior Fonseca disse:

    Todo o texto é maniqueísta: Ateus bons, tolerantes, amorosos x Evangélicos maus, intolerantes, gananciosos. Será que a ” igreja” tornou-se um covil de salteadores e enganadores? Não existem arvores de bons frutos? Ninguém carrega as marcas da cruz?

  3. Fraannnnn disse:

    Bom, até certo ponto “entendo” a
    opinião da Jornalista. Sou evangélica, da Assembleia de Deus desde os meus 5
    anos de idade, hoje, tenho 19. Me orgulho muito disso, sou Assembleiana de
    Coração, conheço a história da minha Igreja, sei que foi fundada por homens,
    profetas de Deus. E tenho a certeza de que essa, foi a melhor escolha da minha
    vida, a escolha de permanecer nos caminhos do Senhor. Tá, agora vou defender
    meu ponto de vista… Realmente, hoje, temos nos deparados com inúmeras placas
    de igrejas, igrejas pra tudo quanto é tipo de gente, gente essa, que quer
    facilitar o evangelho, que se esqueceram que o caminho é árduo, e a porta é estreita.
    Gente, que até crê em Deus, sabe que Ele existe, e pra “se livrar” do
    inferno, procura uma igreja que mais seja “a sua cara”, em que seja
    mais fácil servir a Deus. Estes só querem dizer que DEUS é amor, (sim, Deus é
    amor), mas se esqueceram que Ele também é justiça. Outros, abrem igrejas porque
    simplesmente, não sabem esperar o tempo de Deus pra suas vidas, alguns, possuem
    a promessa de que Deus irá levantá-los, usá-los, mas como talvez achem que a
    promessa esteja demorando a se cumprir (lembrando que Deus não falha, e não
    tarda, age SEMPRE na hora certa) abrem suas próprias denominações, seus
    próprios ministérios. Ação essa, que está longe de ser a vontade de Deus. E a
    maioria de seus seguidores, são como aqueles, que já citei anteriormente, ou
    outros que são “meninos na fé” sabem que existem Deus, mas não o
    conhecem, acreditam em qualquer coisa que falarem por ai, quando são
    questionados, como aconteceu na matéria, não sabem se defender. Não é a toa que
    ele falou que QUER ler a Bíblia, provavelmente, ainda não leu –‘  Vivem a doutrina do ACHISMO, ahhh, eu acho
    isso, aah eu acho aquilo, eu penso que deve ser assim. Se esquecem que o que
    pensam NÃO importa, não interessa, a Bíblia sim, é a VERDADE ABSOLUTA, é a
    Palavra de Deus revelada aos homens.

    Quando alguém nos questionar, acerca de nossa
    fé, nós, evangélicos, devemos estar aptos a defendê-la, com base na Bíblia
    Sagrada, devemos estar preparados para tudo, para respondermos aquela
    perguntinha básica: “Mas a Bíblia não foi escrita por homens”? Sim, claro, a Bíblia
    foi escrita por homens, porém, homens inspirados por Deus. Muitos questionam a
    autenticidade da Bíblia Sagrada, porém, sabemos que ela é verdadeira e genuína,
    se renova a cada dia. Pode ser lida várias vezes, mas a cada nova vez, irá ser
    tirada uma coisa nova, um novo aprendizado.  “A maravilhosa
    disposição e harmonia do universo só pode ter tido origem segundo o plano de um
    Ser que tudo sabe e tudo pode. Isso fica sendo a minha última e mais elevada
    descoberta.” (Isaac Newton). “Achar que o mundo não tem um criador é o mesmo
    que afirmar que um dicionário é o resultado de uma explosão numa tipografia.”
    (Benjamin Franklin). A Bíblia é inquestionável, existem coisas que os
    homens descobriram há tão pouco tempo, mas que já estão a milhares de anos na
    Palavra de Deus. Um exemplo é “Ele é o que está assentado sobre O GLOBO da
    Terra” Isaias 40.22. Descobriram isso há pouco tempo, se comparado aos milhares
    de anos em que a Escritura Sagrada está escrita. Minhas últimas palavras, são
    dirigidas a nós, evangélicos. Vamos parar de acreditar em qualquer coisa que
    nos fale, vamos ter por base a Bíblia Sagrada, devemos estudar ela, aprofundar-mos
    nela, porque ao contrário de que muitos pensam, não somos um povinho ignorante,
    que não sabe de nada. Muito pelo contrário, tivemos o privilégio de conhecer a
    verdade, de que Jesus Cristo, salva, liberta, renova, transforma e batiza vidas,
    não se deixem levar por esse “evangelho” de PROSPERIDADE que existe por ai,
    esse “evangelho” em que pode tudo, Deus é Santo, e requer de nós Santificação. E
    quando formos questionados por alguém que não acredite na nossa fé, não devemos
    jogar pedradas, dizer que a pessoa ta errada, ou que ela vai pro inferno se não
    for pra sua igreja, mas devemos mostrar, apresentá-la ao Maravilhoso e Supremo
    Criador, dono do ouro, da prata, que tem o poder de transformar vidas, devemos
    SIM falar aonde quer que for, do amor de nosso Deus, pois todos tem o direito
    de recebê-lo. Basta querer, basta aceitá-lo como único e suficiente Salvador. E
    se alguém não aceitar suas palavras (baseadas na Bíblia), não desista, não
    critique, não julgue, ORE por ela. Faça a sua parte, deixe o impossível nas mãos
    de Deus.

    • ex-crente disse:

      Tolerância é a chave para os cristãos… mas eles estão a léguas de distância disso…

    • A dura vida dos
      Evangélicos em um Brasil cada vez mais exposto há tanto besterol

       

      Olá Eliane Brum, pena que em seu
      belíssimo livro (O OLHO DA RUA), você não contou o maravilhoso trabalho que os “evangélicos estão fazendo na Craconlândia”,
      mas ainda há tempo pra você se retratar. Como? Fazendo uma visita neste lugar
      chamado Craconlândia, e mostrando o trabalho dos evangélicos, neste paraíso que
      agora se chama Cristolândia.

      Vai minha filha, mostra tudo! O
      povo quer ver tudo! Não poucas páginas em branco, onde muitos brasileiros não
      podem enxergar o olho da rua.

      O principal objetivo da Missão
      Batista Cristolândia é falar do amor de Deus e dizer que existe esperança para
      todos.

      A estratégia usada pelos
      missionários é oferecer oportunidade de transformação às pessoas viciadas e em
      situação de rua através de convites para refeição, banho, corte de cabelo,
      calçados e roupas limpas, entre outras coisas.

      Situada à Alameda Barão de
      Piracicaba, 509 – Campos Elísios, a Cristolândia tem culto todas as manhãs, às
      9hs, às 12hs e à noite, além de vigília às sextas-feiras.

  4. Esse é um texto escrito com muito preconceito. Foi claramente escrito por um ateu que considera somente a face estereotipada dos Cristão protestantes. Eliane, se você não tem “fé” é não teme isso, como que uma simples conversa com um taxista pode te revoltar tanto, ao ponto de você escrever uma “parábola” para expressar as suas conclusões sobre o Cristianismo?

    • Di Luz disse:

      Rodrigo, se ela saiu revoltada e a fez escrever um post “critica”ao cristianismo, imagina o que aconteceria se ela ao inves de ter encontrado o preconceito como se ela fosse leprosa, encontrasse alguem que a respeitasse e alguem que apenas a ouvisse? Não era isso que o Cristo fazia? Ela mesma expos ao taxista que conhecia o Cristo que não pregava a intolerancia. 
      Penso que os ateus esperam de nós cristão pelo menos e no minimo “educação”. 
      Tenho um amigo que é ateu convicto, é uma pessoa que gosto muito, sempre trocamos presentes, principalmente frutas e falamos da natureza e já trocamos idéias sobre religião, mas 
      nunca discutimos, ele nunca tentou me fazer desacreditar, eu nunca falei algo que fizesse ele desistir da sua fé, que é não ter fé em nada! Pq se minha vida não revelar pra ele o evangelho, sinto em te informar não é o que falo que vai convence-lo!! 

      Um dia eu penso que “um dia”entenderemos o que o Mestre falou que seríamos conhecidos como seus discipulos não pelos milagres, nem pela pregação, mas pelo amor, que pode ser pregado ainda que num taxi, ou numa esquina alimentando os famintos de pão, pão mesmo que se come no café da manhã… Pq esses dias um amigo compartilhou que um mendigo foi a uma dessas igrejas, ele tava deitado no relento e ele faz visitas aos moradores de rua, mas esse era diferente, que apesar de morador de rua, usava um terninho, e pasme mas  tinha no seu bolso um carnezinho de uma dessa igrejas e disseram pra ele que assim que terminasse de pagar sua vida mudaria, ele ja estava na terceira prestação!!!  ( nessa hora sempre qdo falo dessa historia ou escrevo sinto vontade de rasgar minhas vestes e chorar sem parar) 

      Não vi na verdade preconceito dela no texto, vi aliás mesmo ela não acreditando em Deus falando por Ele. Quando ela fala do capitalismo da Igreja (salve se a minoria) me senti envergonhada, pois sei que é verdade, pq mesmo na historia que narrei se vê claramente! 

      Abraços! 

  5. robert disse:

    Junior Fonseca não existe uma divisão entre bem e mal propriamente dita. todos somos pecadores, independente do que nós acreditamos. a única diferença é que nós conhecemos a verdade. isso não significa que somos bons, continuamos pecadores como qualquer um. Jesus não foi intolerante com quem não acreditava nele, ou tão pouco com quem cometesse o “pior” dos pecados. Mas ele tinha misericórdia. acho muito difícil que alguém que fale “Deus me livre” pra um ateu, tenha misericórdia dele. infelizmente tratamos como leprosos aqueles que não professam a mesma fé que a gente. quando a igreja trata essas pessoas como se elas merecessem o inferno, eu  realmente acredito que essa igreja seja um covil de enganadores, porque está simplesmente enganando a si própria, uma vez que todos nós merecíamos o inferno, mas que pela graça de Deus somos salvos. enfim…

  6. Ricardo Duarte disse:

    Nao juniro, o texto nao eh maniqueista… Fala de como os ateus nos enxergam e deveria nos fazer pensar. A autora nao faz uma defesa de sua “nao fe”, ela soh fala do respeito a crenca de cada um. Deveriamos nos preocupar com a maneira que estamos sendo vistos, pois esse retrato pode nao ser da maioria de nos, mas com certeza eh dos que aparecem mais… dos que fazem mais barulho… Ainda existem boas arvores, mas pena que as ervas daninhas estejam tanto em evidencia…

  7. Ana Claudia disse:

    Olá, 
     Acredito que tenha havido alguns equívocos na interpretação dessa conversa. Vou expor então, meu ponto de vista. Sou evangélica (praticante) e me casei com um ateu convicto. Não acho que não ter fé torne alguém pior. O fato é que a minha crença é algo que me traz vários sentimentos positivos, esperança, paz, serenidade. Os quais eu gostaria que fossem vivenciados pelas pessoas a minha volta.Talvez tenha sido esse sentimento que motivou o taxista a tentar convencê-la sobre Jesus. Além de minhas crenças me impelirem a cada dia desejar e buscar ser uma pessoa melhor. No entanto não fico tentando converter meu marido o tempo todo. Quando conversamos sobre religião, apenas tento explicá-lo porque e como eu creio.
    Outra erro muito frequente, este por parte dos próprios novos evangélicos e até alguns antigos, é a falta de conhecimento. A própria Bíblia diz: “Errais por não conhecer as Escrituras.” Não conhecem a fundo aquilo que creem e fazem interpretações somente pelo que ouvem. A Bíblia é um livro complexo, extenso e coeso, mas precisa ser estudada, principalmente quando deseja-se vivenciá-la. Por isso, talvez, alguns tentem empurrá-la tão insistentemente para as pessoas à sua volta.
    Discordo também, quanto ao que foi dito, sobre a necessidade de fidelização dos fieis. Pertenço a uma igreja que tem excelente relacionamento com denominações diferentes. Há uma maior afinidade com determinada igreja do que outra, mas não significa que eventualmente não se visite ou mesmo se troque de denominação. Isto, porque os grupos se unem diante de identificação da forma como compreendem as Escrituras. Sou muito feliz na igreja que estou, mas amo participar em outras igrejas também, isso traz diversidade. 
    E por fim, afirmo com toda a certeza, que Deus jamais obrigaria alguém a crer Nele. Algo tão maravilhoso, como ter uma vida de comunhão com Deus, não deve ser um sacrifício à ninguém!

  8. Decio Figueiredo disse:

     Ëxaminai todas as coisas e rentende o que é bom”

  9. Ksobieski7 disse:

    Eu sou evangélica e sou membro da igreja Bola de Neve, contudo, pertenço principalmente ao SENHOR JESUS. Nunca tive esse tipo de problema, pois acredito que cada um tem livre arbítrio para fazer o que quiser de sua vida, mas também quero ser respeitada pela minha escolha. Não “empurro” as pessoas para JESUS. Se me perguntam, falo sobre Ele. Meus colegas de trabalho e meus amigos podem falar o mesmo sobre mim.

    Muitas vezes nós, os seguidores de Cristo, somos muito mais chacoteados e humilhados do que as pessoas imaginam. Isso a mídia não publica nem divulga, infelizmente…

  10. Mieciojr disse:

    Sou evangélico Batista já não muito praticante e também tenho experimentando a intolerância neopentecostal. Se não voltar a consumir as utopias ufanistas gospel estarei condenado. Muito boa matéria.

  11. Raphael Trevisani disse:

    Os cristãos também sofrem com o crescimento dos evangélicos no Brasil.

  12. Brisa kelly disse:

    viver o cristianismo puro e simples, é a chave.

  13. Agnaldo Salustiano disse:

    Interessante o texto, concordo que grande parte se porta como o taxista, mas existem diferenças, acredito que por falta de conhecimento, tenho amigos de todas religiões e também ateus, inclusive um que era ateu até um dado momento quando me procurou querendo comprar uma bíblia após um evento, e olha que durante anos ele zombava de mim, mas eu respeitava sua não fé e não o julgava por isso, acredito que o ser humano na essência deve respeitar a opinião de todos independente de credo ou não.

  14. (…) “Ser ateu num país de maioria católica nunca ameaçou a convivência entre os vizinhos. Ou entre taxistas e passageiros.” (….)  Eliane Brum TEM CERTEZA DISSO? *SANTA INQUISIÇÃO MEDIEVAL* RSRS

  15. Castor Filho disse:

    (comentário enviadopor e-mailepostado por Castor) Não aprecio nem um pouco a palavra “ateu” como opção religiosa, de vez que ela expressa contrariedade, senão oposição a Deus. Por que não usarmos a autoqualificação do antigo SG do PCI, Enrico Berlinguer, que adotou termos mais simples, DESCRENTE ou NÃO-CRENTE, poupando exegeses teológicas inúteis? O ateismo é capítulo importante dos estudos teológicos.  Eis porque – antes que Karol Wojtyla alvejasse o Concílio Ecumênico Vaticano II e este Josef Aloisios Ratzinger o enterrasse – resplandescia na Santa Sé Apostólica Romana o Secretariado dos Não-Crentes, como um dicastério (ministério) no organograma vaticano. Os não-crentes não podem dar margem a críticas acerbas à sua condição e, não, posicionamento, como os ateus, e ataques injustos. A não-crença é um estado do raciocínio, jamais um argumento de combate. É axiológico que, sem combate, instaura-se paz e ninguém sai incomodado(a), uns acreditando e outros, não, estabelecendo-se entre os dois lados as melhores relações, que são o que se quer. Abraços doArnaC

  16. Sergio Gleria disse:

    O amor e a compreensão devem nortear nossas vidas. Sejam quais forem os nossos caminhos. É inadmissível que alguém não respeite a opinião dos outros e queira impor a sua. É sinal de ignorância acharmos que somos os donos da verdade e que está errado quem discorda da gente.

  17. Jorge Luiz disse:

    Entendo a reflexão que o texto propôs. Apesar da falta de sabedoria do taxista, lanço uma reflexão: Se o raciocínio do texto estiver correto, a prática de evangelizar logo será considerada politicamente incorreta, ilegal e inconstitucional. Temos liberdade de crer em Deus mas não podemos compartilhar nossa fé? O “Ide e fazei discipulos” pode ser facilmente confundido com desrespeito. 

  18. Daviolao disse:

    Não é dificil ser ateu, é “charme”. É desonesto dizer que cristão é intolerante, ha uma desproporção evidente´neste encontrinho. Ela é uma jornalista e ele um simples taxista despreparado para dialogar sobre o assunto. Uma ateia encontra um zezinho despreparado e vem falar de intolerancia, deixando a impressão que o pensamento dos cristãos se condensa na figura do taxista. E mentira.

  19. Ademar Couto disse:

    Não entendi. 
    O fato de uma pessoa te convidar a ir a uma igreja o faz intolerante? O fato dele não acreditar que o ateísmo seja uma boa opção(e expressar isso com veemência) o faz intolerante?

    Se viver no meio de gente assim é difícil, imagine o que seria pegar um taxista muçulmano em Bangalore ou Délhi. ou na Suécia…

    Respeito e tolerância precisam passar por argumentação. Ateísmo não é ameaça a ninguém.

    Daqui a alguns anos, por este raciocínio, a autora iria pedir ao taxista para a conduzi-la a uma delegacia para registrar queixa contra ele

    Quer dizer que, depois do “Deus me livre” virão os dentes de alho? Mesmo que fosse, que risco à vida, hein! O mundo moderno corre perigo!

    A propósito, não sou neopentecostal. E Cristianismo verdadeiro não permite a “não prática”. Exige posicionamento condizente ao que a Bíblia diz.

  20. Apesar das generalizações e dos estereótipos (jornalista atéia bem informada e “crente” pouco instruído), pelo menos Eliane Brum deixa claro que se refere aos neopentecostais, pois os cristãos ligados à tradição, digamos, mais antiga (reformados, ortodoxos ou outro rótulo que se use) tendem a ser mais tolerantes e agir com muito mais respeito em relação àqueles que acreditam na inexistência de Deus.

    Adicionalmente, Eliane dá a entender que para que um cristãos seja mais tolerante com aqueles que professam o ateísmo precisa ser necessariamente não praticante. Ora, católicos, evangélicos, ou cresntes não cristãos (sim, eles existem!) que são praticantes seriam necessariamente intolerantes?

    Gostei da réplica dada por Michelson Borges, do blog Criacionismo. Segue link: A dura vida de uma cristã “fundamentalista”

    Acrescento também um texto meu:

    Ateísmo Prático versus Cristianismo Nominal

    Bruno

  21. Franco disse:

    Era evangélico a 15 anos, até que fui trabalhar em uma grande empresa em que o diretor era atéu, quando vi a postura de honestidade, justiça e equilíbrio dele meu “mundinho” de crente ficou abalado. Como eu queria que metade dos pastores tivessem essa postura do meu daquele homem.

  22. J.r. Pereira disse:

    Eu não vejo porque ser tolerante com intolerantes. Da boca pra fora, ou
    aqui nos comentários, os evangélicos (e religiosos em geral)
    “respeitam”.

    mas no dia a dia, os ateus são demônios.

    Porque o religioso parte do princípio de que só vale aquele que compartilha da minha fé.

    Acredita em deus? Legal! Mas é no meu ou no deus do vizinho?

    O ateu vai contra tudo isso porque ele não precisa dessas coisas. Pois é
    possível viver em paz, feliz e sem medo sem precisar se segurar seres
    imaginários.

    O que vai pegar é que, por enquanto, os evangélicos só querem dinheiro.

    MAS VAI QUE AMANHÃ aparece um pastor carismático e pirado, tipo o Jim
    Jones. Se ele arrastar seu pessoal pra se matar num canto é terrível,
    mas IMAGINE se ele se vira contra todo mundo que não segue a fé dele.

    Vai que um doido aí declara que o Final dos Tempos chegou e que, como disse Jesus, “Não julgueis que vim trazer paz a Terra; não vim trazer-lhe paz, mas espada.”
    A Bíblia está CHEIA dessas passagens dúbias, confusas e malucas e vai que um demente puxa uma delas pra sair matando por aí?
    E esse medo é tão real que o ateu não quer dizer que assim o é, por medo de represálias.
    Pois o brasileiro aceita mais um traficante do que um ateu, essa é a nossa realidade.
    Numa hora vai dar merda, como já aconteceu várias vezes no passado.
    O primeiro que vai pra espada é o ateu.

    Vai respeitando quem pode te matar em nome de deus, vai.

  23. Paulo R. Frederico disse:

    Minha cara Eliane Brum, realmente é dura a vida de nós ateus. Eu não discuto com ninguém, mesmo porque mais de um quarto da população não sabe que a Terra gira em torno do Sol. É bem provavavel que metade da população não tenha sequer interesse em saber porque isto acontece, a Terra ter translação. Lembre-se que deus só não existe para os ateus, e que para que ele exista, basta ser criado. Na medida que voce o cria, ele passa a ter plena existencia. Entendeu? Tudo na religião é uma grande contradição. O que eu mais espero neste momento é não ser atormentado por evangélicos, cristãos e o que mais se acham no direito de interferir no livre arbitrio de quem quer que seja, principalmente no meu. O livre arbitrio meu, sempre foi meu e não foi outorgado por ninguem.
    Abraços, continue tuas pesquisas teus estudos. Sucesso, sou teu fã. 

  24. Meri Carreiro disse:

    Não conheço a Sra. Eliana Brum e não conheço o taxista. Parábolas são contos com fundo moral para ilustrar uma situação. Logo, pode ter acontecido apenas na cabeça dela…Ou não!
    A pergunta que fica no ar é: Por que devo aceitar como verdadeiro? Está me parecendo apenas mais uma contadora de história tentando criar um clima para fazer apologia da sua ideia.
    Em geral, os ateístas que conheço são bem intolerantes com aqueles que creem ou professam uma fé em Deus, em Jesus e na Bíblia. Vivem fazendo pegadinhas com suas teorias, fazendo críticas acusativas acerca de um Deus que permite crimes, caos, e blá-blá-blá… Ou seja, alegam que Deus não existe, mas , ao mesmo tempo, o culpam de tudo de ruim que acontece no Mundo… Paradoxo!
    Viajando por esse Brasil, encontrei muitas pessoas intransigentes, querendo provar que eu estava errada por ser cristã. Algumas, tremendamente grosseiras e sarcásticas. Outras, moderadas…Nem por isso deixei de ser cristã. Sou evangélica, tenho 3 diplomas de nivel superior. Creio que isso incomoda mais ainda… Mas, nem por isso enviei cartinhas manifestando o meu descontentamento pela discriminação que sofri e ainda sofro. Não fui à Epoca ou à Veja ou a qualquer outro veículo manifestar meu descontentamento. Também não escrevi parábolas sobre isso ou aquilo…. Que bom que estamos num país livre. Da mesma forma como ela expressou sua fé em ser atéia, o taxista do  conto expressou sua preferência. Ao dizer “Deus me livre!” ,apenas expressou sua convicção. Da mesma forma como a “contadora” expressou a sua:  ” Se Deus existe, que nos livre de sermos obrigados a acreditar nele….”  Radicalismo por radicalismo, ao meu ver, ambos cometeram. Mas, se a Sra. Brum  achar que não, por favor, não atire a primeira pedra… Toda ação tem uma reação…

  25. Allan Castro disse:

    Simplesmente um texto lindo. Meus parabéns.

  26. Ramoel disse:

    Muito interessante a colocação equilibrada desta Sra Eliana, sou evangélico, não sou cristão Metodista, creio que a Sra. tem mais equilíbrio e tolerância que muitos “irmãos” que se dizem evangélicos que e vivem uma vida bitolada, sem equilíbrio emocional e espiritual. Inexiste nas escrituras nenhuma passagem que obrigue as pessoas a serem cristãs. 
    É uma questão de escolha, “Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados que eu vos aliviarei, aprendei de mim que sou manso e humilde de coração e encontrarei descanso para vossas almas. Eu vou se eu quiser!
    A Sra. lhe desejo muitas felicidades,como cristão eu  creio que em JESUS é impossível ser feliz!
    Deseja saber tudo sobre Deus – Leia a Bíblia, no Brasil ainda é possível estudá-la sem nenhuma perseguição ou impedimento.
    Lembre-se . ateu. ateia, agnóstico ou seja lá o que for , JESUS TE AMA  !
    Leomar (ramoel@ig.com.br) 

  27.  Não nos cabe julgar ninguém. Isso sim, é uma atitude Cristã, bem diferente de uma atitude evangélica centrada em conceitos humanos, portanto passível de falha. Cristo disse uma vez: “Vinde a mim todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.” Então, quando alguém se sentir assim, fique à vontade. 

  28. Felipe de amorim disse:

    Crentes tem todo o direito de achar que ateus vão todos para o inferno, assim como ateus tem todo o direito de achar que Deus não passa de uma história de carochinha para tolos. Tolerância é aceitar a multidão de pontos de vista, expressos sem violência e com liberdade. A postura da jornalista é prepotente: o que ela deseja não é ser respeitada em sua descrença, mas sim não ser contestada, como se um mero taxista não tivesse direito de discordar de um representante das “elite ilustrada”. Isso não é tolerância: é só o bom e velho autoritarismo.

  29. D. M. F. disse:

    Bem, vou dizer o que penso disso tudo.

    Até hoje dos poucos ateus e agnósticos que tive oportunidade de conhecer, nunca vi nenhum deles desrespeitando um teísta, seja esse católico, evangélico etc.

    No entanto, sempre que alguém diz não acreditar em Deus ou, pelo menos, duvidar de sua existência diante da falta de provas materiais, sempre chega um teísta (na sua maioria evangélicos) pronto para atacá-lo com insultos e atirar-lhe pragas seja nessa vida (como doenças) ou depois dela (sofrer no “fogo do inferno”, onde haverá “choro e ranger de dentes”).

    Falta por parte dos teístas capacidade de respeitar qualquer um que pense diferente deles. Capacidade de entender que se alguém não segue a religião que eles seguem e que não crê no Deus que ele crêem, isso não significa que essa pessoa seja má ou imoral.

    Muito pelo contrário. De modo geral, muitos ateus ou agnósticos são pessoas que nasceram em e foram criadas em famílias teístas, mas que de tanto verem hipocrisia dentro da igreja ou vinda de pessoas bastante religiosas, começaram a “repensar as coisas”. Ver que perguntas como:

    1) Por que nós, seres humanos, existimos?
    2) Por que você, em particular, existe?
    3) Por que o mundo é desse jeito?
    4) O que acontece quando morremos?

    não são perguntas fáceis de serem respondidas. E são as perguntas que cada um no seu íntimo mais gostaria de ter as respostas.

    As religiões vem para tentar dar respostas a essas perguntas. Foi assim com os egípcios, os gregos, os romanos, os nórdicos, os maias, os incas, os povos africanos e os orientais, os judeus, os muçulmanos e os cristãos. No entanto, não é tão simples assim. Nunca nenhuma dessas conseguiu provas para suas teorias (crenças) e sabemos serem teorias bem divergentes umas das outras. E todas se achavam corretas e detentoras de toda sabedoria. Todas sempre se justificaram pela fé (que não seria outra coisa senão ausência de lógica e razão) e pelo medo de sofrimento futuro impigido nos fiéis. Simplesmente por não conseguirem provar o que pregam.

    Esses ateus e agnósticos são pessoas honestas e dignas que qualquer teísta adoraria caso não se identificasse com atéias ou agnósticas. Falo por experiência própria. Basta dizer que você não crê em Deus pra um “crente” que é amigo seu de tempos, começar a te olhar torto como se você fosse o capeta.

    O ensinamento é: moralidade não se origina de modo algum da crença em um Deus ou em vários deuses ou na participação de uma religião. Não costumamos perceber, mas moralidade não é universal. Cada sociedade define um conjunto de regras e costumes que devem ser adotados por seus integrantes para que ele possam viver em harmonia. Costumes e regras que são tidos como os mais adequados e, portanto, corretos. No entanto, eles variam ao longo do tempo entre os diferentes povos, como podemos perceber no mundo hoje.

    Respeito e vou continuar respeitando qualquer pessoa de qualquer religião, só peço aos religiosos que respeitem quem não tem e não pretende ter nenhuma. Chega de intolerância e agressividade.

  30. Jancer alves disse:

    esse taxista é uma prova que o ser  humano é uma máquina de criar deus e religião

  31. Ponto de vista e Pessoas: duas coisas que sempre terão diferença umas das outras! 
    Tem gente que lê e intende!
    Tem gente que lê como quem quer só passar de ano!
    E tem gente que se dedica!
    A salvação é individual!

  32. William disse:

    Deus não o obriga a acreditar nEle, mas Ele assim o deseja. A questão do desrespeito dos evangélicos com as outras religiões, muitas vezes sem estudá-la primeiro para depois querer falar algo é outra coisa. Não misture Deus com religião, a verdadeira igreja de Deus ninguém pode ver, pois a mesma é invisível e não uma denominação.

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