Comprar a Playboy pelas reportagens é “uma grande piada”, diz diretor da revista

Anderson Scardoelli, no Comunique-se

O diretor de redação da Playboy, Edson Aran, mostra-se cético às afirmações de que muitos leitores compram a publicação devido ao conteúdo textual, deixando os ensaios fotográficos em segundo plano. “Dizer que compra a revista por causa de um artigo ou de uma reportagem é uma grande mentira”, avalia.

Nesta segunda-feira (21), Aran esteve presente no Seminário Internacional de Jornais, e contou que a revista depende das celebridades para se manter na ativa e ter bons resultados de vendas nas bancas. Consciente de que a Playboy obtém sucesso com as garotas nuas, ele diz que até as mulheres que estão nos ’15 minutos de fama’ são cotadas para posarem.

“O BBB nos dá, em média, quatro capas de revistas por ano”, disse Aran, aos risos.

Linha editorial
Avesso a ideia de que parte do público compra a Playboy sem ser necessariamente pelas fotos sensuais que são divulgadas, o executivo considera a linha editorial da publicação imensamente superior às outras revistas masculinas. Ao citar que como trabalho de edição, algumas das concorrentes são “bons pornógrafos”, ele se lembrou das revistas Hustler e Penthouse.

Fotos na internet
Sobre a proliferação da circulação na internet das fotos publicadas pela revista, Aran demonstra total insatisfação e avisa que trata-se de crime. “É roubo de propriedade intelectual. São fotos sensuais, mas tem gente trabalhando para isso”, lamenta. “Tem blog, que publica nossos ensaios, que tem até anunciante”, enfatiza o diretor da Playboy.

Vendas e equipe
Aran também relaciona diretamente a queda de vendas da revista com a disponibilidade dos ensaios na rede – e gratuitamente. Porém, como a circulação diminuiu nos últimos dez anos, ele diz que foi necessário demitir boa parte da equipe.

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