O “BBB” é uma metáfora da vida

Roberto Shinyashiki, no UOL

Semana que vem começa o “BBB12” e eu vou ter uma coluna aqui no UOL. Talvez você esteja querendo me perguntar: Roberto, mais um comentário sobre aspirantes a celebridades?

Não, essa não é a minha praia. Vou fazer uma análise da construção das carreiras dos participantes a partir das suas ações e comportamentos.

Você já parou para pensar por que alguns deles aproveitam a oportunidade para construir uma carreira sensacional, enquanto outros caem no esquecimento depois de alguns meses?

Precisamos encontrar uma resposta para entender por que muitos escolhem a porta da mediocridade, enquanto outros trilham um caminho de realizações. Se você entender esse mecanismo vai ficar mais fácil entender por que você realiza ou não as suas metas.

O “BBB” é uma metáfora da vida. O que acontece lá é a mesma coisa que acontece na sua empresa ou na sua escola.

Se você já completou a faculdade vai entender bem o que eu quero dizer. No começo tem um monte de calouros. Depois de um tempo, somente um ou dois criaram uma carreira profissional de sucesso. Muita gente prefere reclamar da vida a construir um trabalho sólido.

Nesse início do programa todos os participantes são simplesmente nomes em busca de um objetivo comum.

Tem a Fernanda, 29 anos, empresária do Rio de Janeiro; Jakeline, 22 anos, estudante da Bahia; João Carvalho, 46 anos, representante comercial, de Minas Gerais; João Mauricio, 34 anos, pecuarista, de Goiás; Jonas, 25 anos, modelo, do Rio Grande do Sul; Kelly, 28 anos, assistente comercial, de Minas Gerais; Laisa, 23 anos, estudante de Medicina, do Rio Grande do Sul; Mayara, 23 anos, arte-educadora, de São Paulo; Netinho, 28 anos, advogado, de Minas Gerais; Rafa, 35 anos, projetista de iluminação, do Rio de Janeiro; Renata, 21 anos, estudante de Psicologia, de Minas Gerais; e Yuri, 26 anos, professor de Muay Thai, de Goiás.

Daqui a algum tempo uma boa parte passará a usar o sobrenome do programa, tornando-se a “Fernanda do BBB” ou o “Rafa do BBB”… E apenas um deles ganhará o grande prêmio em dinheiro e, como a maioria das pessoas, correrá o risco de jogar fora esse dinheiro em menos de um ano.

A maioria deles serão simples figurantes do programa, assim como tem milhares de figurantes em todas as novelas. Muito poucos conseguirão abandonar o sobrenome BBB e se tornar uma estrela com  brilho próprio como a Grazi Massafera ou a Sabrino Sato.

Hoje a maioria das pessoas gosta ou não dos seus trabalhos. Aquelas que gostam do que fazem terão um sucesso que virá a partir do que elas fazem com dedicação e compromisso e não da sua participação no “BBB”. Assim essas serão as estrelas de brilho próprio; elas são valorizadas pelo que fazem continuamente e não pelo que fizeram em algum dia dos eu passado.

Resumindo, daqui a algum tempo, eles vão se dividir em 3 grupos: alguns vivendo do passado, outros reclamando das injustiças da vida e muito poucos  construindo uma carreira de sucesso.

Gostaria de saber a sua opinião: por que tem pessoas que não aproveitam as oportunidades enquanto outras sabem fazer a sua carreira decolar como um avião?

Na minha opinião, ter valores sólidos é fundamental. O que você acha?

Comentários

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1 Comentário

  1. Regina Farias disse:

    Pois é…

    Ter valores sólidos é fundamental, seja onde for que você esteja pisando. Principalmente por isso rss

    Finalmente um texto inteligente e ponderado sobre esse programa que os crentes de carteirinha juram de pés juntos que não assistem rss

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