PF prende mais um envolvido em esquema de golpe financeiro milionário

Publicado originalmente no Estado de Minas

A Polícia Federal prendeu ontem mais um suspeito de dar golpe da pirâmide financeira e gerar prejuízo de mais de R$ 10 milhões para investidores de 23 estados. Trata-se do diretor operacional e comercial do Grupo Filadélphia, empresa que intermediava empréstimos bancários em praças da Aeronáutica. Além do mandado de prisão temporária, os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão na residência do suspeito.

A Polícia Federal também informou que as prisões temporárias do presidente e do 1º vice Presidente do Grupo Filadélphia e dos dois gerentes da Caixa Econômica Federal – presos durante operação na última terça-feira – foram prorrogadas por mais cinco dias, por decisão da 4ª Vara da Justiça Federal da SJMG.

O esquema

A Operação Gizé, em alusão às pirâmides do Egito, foi deflagrada na última terça-feira (2) em Lagoa Santa e Belo Horizonte, quatro meses depois da reportagem do Estado de Minas denunciar o esquema com a publicação de contratos de empréstimo que pagavam juros de 2,5% a 5% ao mês mais poupança, mesmo depois de a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ter divulgado alerta sobre a atuação irregular da Filadélphia. A empresa intermediava empréstimos bancários. Assim, caso uma pessoa os procurasse a fim de obter um contrato de R$ 15 mil com um banco, eles a incentivavam a fechar contrato de R$ 25 mil, sendo que R$ 10 mil eram reinvestidos na empresa, que pagava 4% de juros ao mês por esse valor. Com isso, o valor das prestações do empréstimo era reduzido.

A remuneração acima do valor pago no mercado atraia interessados. Mas, além disso, dois diretores da empresa são sargentos da reserva da Aeronáutica e e serviam de apoio para captar novos investidores em todo o país. O presidente da empresa era pastor e usava a sua unidade da Igreja Pentecostal do Evangelho Pleno, com sede no município da Grande Belo Horizonte, para captar o restante dos interessados. Por esse motivo, o investimento era restrito aos militares e fiéis e pessoas indicadas por eles. As apurações preliminares apontam prejuízos individuais de até R$ 300 mil.

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