Chega de mortes


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Publicado originalmente no All Out

9 de Fevereiro, 2012: Há dez anos, o filho de Marlene Xavier, uma das Mães pela Igualdade, foi brutalmente assassinado, só porque era gay. O assassino confesso disse em seu depoimento: “Não suporto homossexuais”. Mas por causa do seu poder econômico e político, continua em liberdade. E Marlene Xavier, até hoje, não viu a justiça acontecer.

O Brasil continua sendo o campeão mundial em violência homofóbica. E somente em Janeiro deste ano mais de 36 gays e trans foram assassinados. Portanto, a história de Marlene é tristemente comum.

Assista o vídeo de Marlene e ouça a sua história. Ela pede por justiça, não só para seu filho Igor mas por tod@s aquel@s que foram brutalmente assassinados por quem não tolera diversidade sexual.

Já pedimos ao Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo que dê a todos os brasileiros e brasileiras uma resposta do governo federal em relação a estes crimes de ódio. Agora, junte-se a Marlene Xavier para pressionarmos ainda mais o Governo por justiça.

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19 de Janeiro, 2012:

Cleides Antônio Amorim, um professor da Universidade Federal do Tocantins, foi assassinado a sangue fria recentemente num bar em Tocantins. O motivo? Homofobia.

Cleides é uma das doze pessoas que já foram assassinadas nessas primeiras semanas de 2012, simplesmente por serem lésbicas, gays, bissexuais, travestis ou transexuais. Trata-se de uma epidemia de violência que está se alastrando pelo país – e mesmo assim o Governo Brasileiro se recusa a falar sobre o assunto e lidar com esta crise urgente de lei e de ordem pública.

Assine a carta dos professores universitários do Brasil amigos de Cleides – e ajude a exigir que o Ministro da Justiça José Cardozo priorize uma resposta federal à crise de violência homofóbica que está afetando a vida de brasileiros e brasileiras – a começar por uma robusta investigação, com a punição do covarde que matou Cleides a sangue frio. A carta será entregue a Ministro – exigindo que ele investigue estes crimes imediatamente.

Em memória de Cleides Antonio Amorim e das vítimas da homofobia – já em 2012: Chegamos ao LIMITE.

dica da Isabel Dias Heringer

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