Pinterest e a lei do mínimo esforço

PinterestCaique Severo, no iG

O fenômeno que parece estar acontecendo é o surgimento de redes sociais cada vez mais fáceis de usar. Aconteceu a mesma coisa com os blogs há oito anos. Um dono de blog no começo da década passada precisava ter o que dizer para participar. Isso dá trabalho. Então surgiram os fotologs, que exigiam da pessoa apenas uma foto, não necessariamente de sua autoria.

Depois veio o Orkut e já não era mais preciso publicar nada, apenas estar na rede social. Agora a participação ou “produção de conteúdo” se dá pelo compartilhamento, republicação, likes etc.

O sucesso do Pinterest

Pinterest, a rede social que mais cresceu nos últimos meses, facilita essa participação ao máximo, ao permitir que um botão acrescentado ao navegador do usuário publique as coisas que encontra na web automaticamente. É a lei do mínimo esforço.

Relatório publicado pela eMarketer citando dados da comScore mostra que o tempo médio de uso do serviço cresceu 500% de maio a novembro de 2011. Em novembro o Pinterest já tinha uma média de 88 minutos por usuário por mês, enquanto o Facebook tinha 394 e o Tumblr, 141. Outra propriedade interessante do Pinterest é que ele tem um foco definido. Não é um concorrente do Facebook. Você não tem a “obrigação” de publicar toda a sua vida lá, somente um aspecto, as imagens que você gostou. Leia mais sobre o Pinterest.

Participação passiva

Novas redes sociais também tentam reduzir ao máximo o esforço do usuário. O Highlight, por exemplo, mostra as pessoas que estão perto de você e que têm algo em comum. Você não precisa fazer nada, apenas instalar e se inscrever no aplicativo.

Glancee é semelhante. Basta instalar o aplicativo no seu smartphone, entrar com a sua identidade no Facebook e ele mostra o que as pessoas que estão perto têm a ver com você. O nível de precisão é incrível. O aplicativo encontra todos os amigos em comum e todas as coisas que ambos gostaram. Apenas um clique de distância e você pode entrar em bate-papo com a pessoa.

Outra forma de “participação passiva” é permitir que aplicativos publiquem coisas que você faz automaticamente no seu perfil no Facebook. Eu uso bastante um serviço de música chamado Rdio. Como eu cadastrei a minha conta do Facebook dentro do Rdio, ele publica automaticamente todas as músicas que ouço automaticamente na minha timeline. Ainda bem que tenho um gosto musical muito bom!

Riscos

O risco é participar sem perceber. Pode ser que você não queira compartilhar certas coisas, como o local onde está. Muitos não se importam com essas questões de privacidade. Porém muitos outros se importam mas não sabem onde mudar as configurações padrão desses aplicativos ou do Facebook. Essas são ferramentas básicas de “cidadania digital” hoje. Assumir o controle da sua persona na rede é fundamental. Ou você controla ou alguém controla por você. Isso deve estar no currículo do ensino básico.

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