Paulistana com maior grau de escolaridade bebe mais, aponta pesquisa

Hoje, uma mulher para cada 1,2 homem bebe em São Paulo; há quinze anos, essa proporção era de uma mulher para sete homens
Hoje, uma mulher para cada 1,2 homem bebe; há quinze anos, essa proporção era de uma mulher para sete homens

Publicado na Veja on-line

Diferentemente do que acontece com os homens, quanto maior o tempo de estudo entre as mulheres paulistanas, maiores os riscos que elas correm de beberem demais. Essa é a conclusão de um estudo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (IPq – HC), publicado na edição deste mês da revista científica Clinics.

“Há quinze anos, a proporção era de sete homens que bebiam para cada mulher. Hoje, temos 1,2 homem para cada mulher que consome bebidas alcoólicas”, constata a psiquiatra Camila Magalhães Silveira, uma das autoras da pesquisa. No caso das mulheres com grau de instrução maior e melhores condições econômicas, a situação pode ser ainda mais complexa. “Elas têm de dar conta de mais de um papel. São mães, esposas e profissionais. Sofrem uma cobrança social muito grande.”

“A relação entre escolaridade e consumo de álcool reflete uma mudança cultural”, diz o conselheiro da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead), Carlos Salgado.

Considerada um indicador socioeconômico, a educação é um sinônimo de independência feminina, tanto emocional como financeira. “Mulheres com grau de escolaridade maior são mais independentes e estão mais expostas”, explica a pesquisadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas (Inpad), Ilana Pinsky. Para Salgado, o álcool acaba sendo utilizado com uma válvula de escape feminino contra o estresse.

Já entre o sexo masculino, aponta a pesquisa, a escolaridade é um fator de proteção. Homens com baixo grau de instrução apresentam oito vezes mais riscos para o alcoolismo.

(Com Agência Estado)

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