Mulheres tendem a ser as mais viciadas no Facebook, mostra pesquisa

Publicado por O Globo

Primeiro estudo sobre o assunto revela também que pessoas mais ambiciosas correm menos risco

Estudo mede vício dos usuários no Facebook AP

RIO – Muito se fala sobre o uso das redes sociais e o limite para que a interação na internet seja saudável. Para medir como anda a relação dos internautas de todo o mundo com o Facebook, pesquisadores da Universidade de Bergen, na Noruega, realizaram realizaram um estudo sobre o assunto e desenvolveram um teste que pode indicar se você se tornou dependente do site criado por Mark Zuckerberg. A pesquisa mostra que os sintomas deste vício são semelhantes aos da dependência em drogas e álcool, e que mulheres e indivíduos inseguros estão no grupo de maior risco.

TESTE: Saiba se você está viciado no Facebook

Estamos lidando com uma subdivisão do vício em internet, conectado às mídias sociais, afirma Cecilie Schou Andreassen, doutora em psicologia. Cecilie está liderando o projeto de pesquisa “Vício em Facebook”, sobre o qual um artigo foi publicado na revista “Psychological Reports”.

– A dependência do Facebook é mais comum entre os mais jovens. Também descobrimos que as pessoas ansiosas e socialmente inseguras usam a rede social mais do que aquelas com essas características menos acentuadas, provavelmente porque as pessoas ansiosas consideram mais fácil se comunicar pela internet – diz Cecilie.
Os indivíduos organizados e mais ambiciosos tendem a correr menos risco de se tornarem viciados. Eles geralmente vão usar a rede social como parte integrante do trabalho e de suas relações profissionais.
– Nossa pesquisa também indica que as mulheres correm maior risco de desenvolver o vício no site, provavelmente devido à natureza social do Facebook – conta a pesquisadora.

Como o Facebook se tornou tão presente quanto a televisão em nossas vidas, está se tornando muito difícil para as pessoas saberem se estão viciadas. Em janeiro de 2011, 423 alunos – 227 mulheres e 196 homens – realizaram o teste. A metodologia da pesquisa pode facilitar estudos sobre tratamento, a avaliação clínica e pode ser usada para estimar a prevalência da dependência no Facebook na população em todo o mundo.

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