O cafajeste e a bobinha

Gustavo K-fé Frederico, no General Ideas Gerais do Gustavo

O que encanta a bobinha é a lábia do cafajeste. Ele passa a conversa nela. Carregado de perfume barato, fala bobagens e safadezas ao pé do ouvido, causando frisson. Ela se abre rapidinho.

O que a bobinha quer é uma tarde no xópin com seu chihuahua tomar banho de loja por conta do cafajeste. O que a bobinha quer ouvir são poemas com “amor” rimando com “flor”. A bobinha sabe que ele está de olho é na butique dela. Os cafajestes e a bobinha são felizes.

O Jesus que diz que quando deixamos de dar de comer a um destes mais pequeninos, deixamos de fazê-lo a ele próprio (Mateus 25.42) é muito chato. Dizer isso no Brasil é receita certa para olhares de horror seguidos de isolamento e estigma.

A igreja bobinha prefere seguir sendo enganada e mantém um mínimo de ‘alteridade’ suficiente apenas para descargo de consciência. O cafajeste, por sua vez, com o seu templo grande ereto se orgulha da coleção de calcinhas em seu quarto.

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