Onde estão as coelhinhas da Playboy da década de 80?

Foto: Arquivo Pessoal/ Reprodução

Olivia Nachle, na Trip

Elas povoaram os sonhos de milhões de homens durante a década de 1980. Depois, sumiram sem dizer adeus. Mas a saudade bateu: Resolvemos ligar para nossas musas e perguntar: E aí, novidades?

NADIA LIPPI – agosto, 81
“Tenho feito coisas esporádicas para matar a saudade, mas não tenho vontade de voltar a atuar não. Estou com alguns projetos paralelos, mas estou tentando descobrir qual área de negócios realmente vale a pena, porque em alguns casos eu descobri que a gente só trabalha para dar dinheiro ao governo. A gente paga muito imposto. Quando posei, a barra era bem pesada. Você era malvista, dentro do próprio meio artístico. Eu fiz por causa do dinheiro, para ajudar meu irmão. E foi um trabalho lindo, com o Duran.”

MONIQUE LAFOND – abril, 81
“Estou dando aula de teatro para jovens e para a ‘idade da sabedoria’. Está sendo uma experiência muito rica… Hoje em dia ninguém mais se olha, se toca. Estou fazendo com que as pessoas se resgatem um pouco mais. Não me arrependo da Playboy, não. Mas, se você me perguntar se fico à vontade nua, digo que não. Ali é a personagem Monique Lafond, eu sou outra pessoa, tímida, espiritualista. Fiz pequenas coisas, tipo participações em A Turma do Didi, mas estou sempre na esperança de algum autor me dar uma personagem bacana. Acho que posso fazer uma bela avó!”

TÁSSIA CAMARGO – julho, 82
“Escrevi uma autobiografia faz quatro anos, deve sair no final de 2012. Estou gravando um CD, um sonho que tenho desde os anos 1970. Antes de ser atriz era cantora e tive uma banda. Mês que vem estarei na 12ª Feira do Livro de Ribeirão Preto e em Curitiba, onde farei fotos para uma das principais revistas da região. Fiz o ensaio por dinheiro, o valor era bom. Se me convidassem hoje eu toparia novamente, mas sem Photoshop e somente com o J. R. Duran.”

MAYARA MAGRI – novembro, 86
“Nunca me arrependi de ter feito ensaio. Foi bacana fotografar com o Duran, gosto muito do resultado até hoje. Em 2009 fiz a série da Globo Toma lá da cá e, por seis meses, a peça As pontes de Madison. Foi lá que conheci o ator Flavio Galvão. A ficção virou paixão na vida real e agora estamos atrás de outro texto para fazermos juntos.”

TAMARA TAXMAN – setembro, 82
“Estou lançando meu primeiro livro infantil. São dois contos que escrevi em homenagem às minhas netas, A cobra de duas cabeças e A história da coruja Cor. Também estou fazendo um programa infantil da Globosat, Os detetives do prédio azul. Como você pode ver, estou com as crianças por todos os lados e não abro!”

ALCIONE MAZZEO – novembro, 80
“Eu já estava no auge quando posei, então penso que o ensaio não acrescentou nem prejudicou em nada. Atualmente faço participações no Zorra Total. Em breve começarei a filmagem de um longa chamado Histórias Íntimas.”

MAGDA COTROFE – maio, 85
“Eu não tenho feito nada muito expressivo publicamente, as pessoas cobram, mas realmente eu larguei mesmo, a não ser quando pinta um desfile ou alguma presença. No Brasil inteiro ainda solicitam. Mas eu tô é curtindo a vida! Quando fiz Playboy, só pessoas que tinham algo a acrescentar saíam. Eu não era atriz, modelo, nada. Só fui atuar mesmo com o Jô Soares, depois. E foi a coisa mais expressiva que fiz. Depois que você entra na Globo, entra em qualquer lugar do Brasil,do mundo! As pessoas queriam me ver, me tocar, saber quem eu era…”

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Foto: Arquivo Pessoal/ Reprodução
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