A amante do esquartejado também deveria ser presa?

Stephen Kanitz, no site dele

Um marido que confessou estar traindo sua esposa, com um recém nascido de 1 mês de idade, foi esquartejado em São Paulo pela própria ao confessar que a estava traindo.

A esposa está presa e só se fala dela.

E a amante, ela não tem certa culpa no cartório, ela não é responsável em parte pela morte do coitado do rapaz?

Vejamos. Uma amante de um homem casado sabe ou não que a descoberta da traição do marido irá deixar a esposa transtornada?

Especialmente um mês depois de ter um filho com o rapaz, e provavelmente ainda sob influência de depressão pós parto.

Pode uma amante de um homem casado, simplesmente dizer que “isto não é problema meu”, “eu não tenho culpa se o casal não está bem”?

Se um casal não está bem, não é função da sociedade e da comunidade tentar ajudar o casal a se entender? Não é por isto que existe o casamento, para que não seja uma relação temporária?

Não é função de todos aqueles que sabem que eles estavam casados ajudar na reconciliação de um casamento que andava mal?

Não é por isto que usamos anel nos dedos, para avisar a todos os amantes e  futuras amantes que estamos fora de circulação, até segunda ordem?

Amantes precisam entender que sua obrigação cívica e moral é esperar a sua vez, esperar que o casal se separe legalmente, e aí em vez de amantes serem namoradas ou namorados, tudo bonitinho.

Se tivermos uma sociedade onde amantes são parcialmente responsabilizados por arruinar a vida de um casal, a vida dos filhos, e a própria vida da amante como neste caso, não teríamos uma sociedade mais justa e feliz?

Será que felicidade é só dinheiro, e que não precisamos ter leis contra amantes que atrapalham a vida de um casal?

Não digo culpar a amante por assassinato, mas pelo menos culpar a amante por comportamento antissocial e obrigá-la a três anos de trabalhos voluntários, de preferência em creches de crianças abandonadas pelos pais.

Os neoliberais e as feministas acham que estaríamos tirando a liberdade das mulheres solteiras de achar um marido, mas o que estamos propondo é que esta liberdade seja mantida, mas o casal precisa formalizar a separação antes da investida amorosa.

E se foi o marido que se apaixonou desesperadamente? Paciência, “resolva com sua esposa primeiro, não quero ter encrencas futuras”.

Curioso como todos as reportagens focaram a esquartejadora e o esquartejado. Ninguém sequer menciona a amante, que no fundo foi a causa inicial de toda esta tragédia.

foto: Paraíba.com.br

Comentários

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1 Comentário

  1. Ritaluzie1 disse:

    Concordo, concordo e concordo….  se mulheres assim se dessem mais ao respeito e respeitassem a vida dos outros, como diz o texto “esperassem a sua vez”,  muitas coisas seriam evitadas,  muitas outras que não são capas de noticiarios…

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