‘E.T. O Extraterrestre’, filme de Steven Spielberg, completa 30 anos esta semana

Felipe Branco Cruz, no E+

Um dos maiores fenômenos de bilheteria da história do cinema completará amanhã três décadas.E.T. O Extraterrestre, dirigido por Steven Spielberg, foi lançado nos EUA no dia 11 de junho de 1982, mas só chegou às telonas brasileiras no Natal daquele ano. Para celebrar a data, a Universal vai lançar em outubro o Blu-Ray do filme, remasterizado digitalmente e com som 7.1, além de trazer entrevista inédita com mais de uma hora de duração com o diretor e informações curiosas sobre a produção. Também será lançada uma versão em DVD.

E.T. estreou no festival de cinema de Cannes, na França, e, durante 11 anos, manteve-se como a maior bilheteria da história do cinema, ultrapassando, pela primeira vez, a marca dos US$ 700 milhões. O valor só foi superado por Parque dos Dinossauros, em 1993, sob direção do mesmo Spielberg. A história do simpático E.T., que é esquecido na Terra por sua nave – mais especificamente nos EUA – e é protegido por três irmãos, rendeu ao longa uma lista de prêmios, incluindo quatro Oscar (trilha sonora, efeitos especiais, efeitos sonoros e som), além de outras cinco indicações nas categorias melhor filme, diretor, roteiro original, fotografia e edição.

Os irmãos Elliot (Henry Thomas), Michael (Robert MacNaughton) e Gertie (Drew Barrymore), guardiões do alienígena, encantaram o mundo. Trinta anos depois, dois deles, Thomas e Drew, continuaram na carreira artística. Já MacNaughton, que interpretou o irmão mais velho, mudou-se para Phoenix, Arizona, onde atualmente trabalha para o serviço postal americano.

O preço do sucesso

O sucesso repentino propiciado pelo filme, porém, cobrou um preço caro de Drew Barrymore, hoje com 37 anos. A atriz teve uma infância conturbada. Quando filmou E.T., ela tinha apenas 7 anos. Aos 9 anos, começou a fumar cigarro. Aos 11, bebia, aos 12, já fumava maconha e, com 13, consumia cocaína. Aos 14 anos, tentou se matar. Desde então, passou por diversas clínicas de reabilitação e, pelo menos publicamente, nunca mais demonstrou nenhuma recaída. Superada a má fase, a atriz fez outros sucessos de bilheterias, como As Panteras (2000) e Como Se Fosse a Primeira Vez (2004).

Henry Thomas, o simpático garotinho, tinha só 12 anos quando fez E.T. Depois disso, no entanto, o ator não conseguiu outros papéis tão marcantes quanto Elliot, mesmo participando de 50 filmes. Entre os longas dos quais fez parte já adulto, destacam-se Lendas da Paixão (1994), Gangues de Nova York (2002) e Querido John (2010). O roteiro, indicado ao Oscar, aliás, é de autoria de Melissa Mathison, ex-mulher do ator Harrison Ford, de quem se separou em 2000. A roteirista conheceu Ford em 1979, no set de Apocalipse Now e, poucas semanas depois da estreia de E.T., eles se casaram. Além de E.T., Melissa também escreveu o roteiro de O Corcel Negro (1979),Kundun (1997), baseado na vida de Dalai Lama e dirigido por Martin Scorsese, entre outros.

Na época do lançamento de E.T., Steven Spielberg já era um dos diretores mais respeitados de Hollywood, com Tubarão (1975), Contatos Imediatos de Terceiro Grau (1977) e Os Caçadores da Arca Perdida (1981) no currículo. ET. O Extraterrestre, entretanto, revolucionou a maneira de se mostrar (e de se ver) um alienígena. Geralmente retratado no cinema como um vilão ávido por destruir a Terra, o filme aproximou a figura do alien do universo infantil. Já que o dócil E.T. não passava de um ser indefeso, que só queria ligar para casa e retornar ao seu planeta.

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