“E se eu fosse seu filho?” Pergunta de Maníaco do Parque deixa Marcelo Rezende em silêncio

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Anderson Scardoelli, no Comunique-se

O ‘Repórter Record’ que foi ao ar na noite desse domingo, 10, trouxe a entrevista de Marcelo Rezende com Francisco de Assis Pereira, conhecido como o Maníaco do Parque. Condenado por estupro e assassinato de seis mulheres, o criminoso inverteu o papel da conversa e fez uma pergunta que deixou o jornalista em silêncio. O funcionário da TV questionou como seria para o presidiário como ter uma filha estuprada e morta. “E se eu fosse seu filho”, devolveu o detento.

A trilha de suspense e a edição da Record, em intercalar a imagem do rosto do surpreendido Rezende com o olhar fulminante do assassino, cobriram os quase 20 segundos de silêncio que tomou conta da entrevista. O jornalista afirmou, em off do VT, que o silêncio aconteceu “simplesmente” porque não tinha resposta para a pergunta do maníaco. O repórter também alerta, durante a matéria, para a postura de Pereira: voz mansa, que nunca altera o tom e a criação de roteiro para chamar a atenção.

A entrevista comandada por Rezende com o Maníaco do Parque fez parte da edição especial do ‘Repórter Record’ sobre mentes assassinas, pegando pelo gancho do caso de Elize Araújo Matsunaga, que confessou ter matado e esquartejado o marido, Marcos Kitano Matsunaga, de 42 anos, executivo da marca de alimentos Yoki. O crime aconteceu no dia 20 de maio deste ano. O programa também entrevistou Pedro Rodrigues Filho, conhecido como Pedrinho Matador, que afirma ter matado mais de 100 pessoas.

“O psicopata pensa, planeja e estuda cada ação”, disse Rezende ao fim da entrevista com o Maníaco do Parque. A produção sobre psicopatas também abordou a questão da pedofilia e citou Sergio Gonzalez, de 69 anos, acusado de molestar crianças no Paraná. “É quase imperceptível. Você não desconfia que aquele ali seja um vizinho ou, na maioria das vezes, um parente próximo seja capaz de fazer mal à sua criança. Há sempre um sorriso estampado no rosto, um afago de carinho, um docinho sempre à mão. Como se fosse uma isca no anzol, quando a armadilha da mente doentia do pedófilo está armada, só Deus mesmo para proteger”, comentou o apresentador da TV Record.

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