Masturbação: uma ‘mão’ para a evolução?

Lu Galastri, na Galileu

Você sabia que, só nos Estados Unidos, um filme pornô é produzido a cada 39 minutos? E que, a cada segundo, mais de 28 mil internautas clicam em material pornográfico? Antes que você torça o nariz e diga que toda essa indústria é mantida por desocupados e/ou tarados, saiba que a pornografia e, mais diretamente, a masturbação, podem ter contribuído para a evolução dos humanos.

Como? Eu explico. Ou melhor, o PhD. em psicologia Jesse Bering, autor do livro Why is the Penis Shaped Like That? (Por que o pênis tem este formato, ainda sem edição em português), explica. Ao se masturbar o homem ‘se livra’ de um esperma mais velho, dando espaço para a produção de novas células reprodutivas, de ‘melhor qualidade’.

Ok, mas se você tem um parceiro/a, por que se masturbar? Bering teoriza que é uma forma de pessoas continuarem monogâmicas. “Assim o casal não cai em um tédio erótico, comum em relacionamentos de longa duração”, explica o psicólogo.

Além disso, a masturbação, nos moldes que a conhecemos, requer uma capacidade cognitiva que teria aparecido só nos hominídeos: se imaginar em uma situação erótica.

Por causa disso, aliás, Bering levanta outra discussão no livro: como existe acesso fácil à pornografia online, os humanos estariam parando de fantasiar por conta própria? Afinal, com uma rápida busca em sites XXX, é possível encontrar material para todos os gostos. E, apesar de não haver nenhum estudo sobre isso, o psicólogo argumenta que é possível que a falta de exercício criativo neste sentido possa estar afetando nossa criatividade em outras situações – até mesmo na vida profissional.

E você, o que pensa sobre o assunto? Deixe sua opinião nos comentários.

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