Coordenador deixa campanha de Rodrigo Maia após críticas de Garotinho a direitos homossexuais

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Publicado em O Globo

RIO — As críticas do ex-governador Anthony Garotinho (PR) ao apoio do prefeito Eduardo Paes (PMDB) a políticas de defesa dos direitos dos homossexuais levaram o coordenador do programa de governo do deputado Rodrigo Maia (DEM), Marcelo Garcia, a abandonar a campanha à prefeitura do Rio. Garcia escreveu em seu site uma carta aberta a Garotinho, que apareceu no programa de Rodrigo Maia na última sexta-feira.

“O senhor tenta usar a insegurança diária da comunidade gay num oportunismo político com o prefeito Eduardo Paes. Na prefeitura Cesar Maia apoiávamos a Parada Gay. Inclusive eu ia dar o beijo de abertura”, afirma Garcia, “Na prefeitura Cesar Maia iniciamos o projeto mais importante no país de proteção a travestis. Na prefeitura Cesar Maia garantimos muitos direitos de gays e lésbicas. Tenho um enorme orgulho de tudo que fiz no governo”.

Garcia foi secretário de Assistência Social durante a prefeitura de César Maia. Na carta, ele diz ainda que teve grande dificuldade em aceitar o convite para participar da campanha junto com Garotinho.

“Quando o deputado Rodrigo Maia me falou da campanha junto com o senhor eu resisti e muito. Acabei aceitando e tentando conviver com as diferenças que são abissais entre o meu mundo e o seu. Na sexta-feira tive certeza de isso é impossível.”

A filha de Anthony Garotinho, a deputada estadual Clarissa Garotinho (PR) é candidata a vice na chapa de Rodrigo Maia. Na última sexta-feira, Garotinho usou o horário eleitoral para criticar o apoio de Paes a causas da comunidade gay, ao mesmo tempo que busca aproximação com eleitores evangélicos.

“O prefeito vai na passeata gay, apoia a formação da família gay, usa dinheiro público vendendo o Rio como a capital mundial do turismo gay. E depois vai para as igrejas evangélicas e diz: ‘Glória a Deus! Aleluia!’ Isso é fingimento, hipocrisia. A quem o Eduardo Paes quer enganar? Vale tudo para ganhar voto?”, disse Garotinho.

Marcelo Garcia argumenta que não pode continuar na campanha, pois o ex-governador “é prioridade”, portanto “quem tem que sair” é ele.

dica do Ailsom Heringer

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