Russomanno não responde se irá nomear membros da Universal em seu governo

Os candidatos à Prefeitura de São Paulo se posicionam nos estúdios da TV Cultura para o debate. (Da esq. para à dir.) Levy Fidelix (PRTB), José Serra (PSDB), Fernando Haddad (PT), Gabriel Chalita (PMDB), Soninha Francine (PPS), Paulinho da Força (PDT), Carlos Giannazi (PSOL) e Celso Russomanno (PRB)

publicado no UOL

No terceiro bloco do debate promovido pelo jornal “O Estado de S.Paulo”, pela “TV Cultura” e pelo “YouTube”, na noite desta segunda-feira (17), o candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, se esquivou ao ser perguntado se nomearia membros da Iurd (Igreja Universal do Reino de Deus) –que integram seu partido– para seu governo, Ele afirmou que “igreja não faz parte de um governo” e que nomearia pessoas “competentes”.

Celso Russomanno, candidato do PRB a prefeito de São Paulo e primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto chega ao debate da “TV Cultura” no Teatro Franco Zampari, na noite desta segunda-feira

O candidato também disse que no país não existe uma guerra religiosa. Desde a semana passada, a líderes da Iurd e da Igreja Católica trocaram acusações de uso da religião como instrumento político nestas eleições.

“Não estou disputando eleição para líder político, mas para prefeito. E aqui no brasil não existe guerra religiosa […]. A igreja não faz parte de um governo. Nós estamos em um estado laico, nós temos a liberdade de escolher a nossa religião”, afirmou Russomanno, que disse que escolheria sua equipe pela capacidade técnica e competência.

Celso Russomanno (à esq.), candidato do PRB a prefeito de São Paulo, conversa com assessor e com o vice de sua coligação, Luiz Flávio Borges D”Urso (à dir.), durante intervalo do debate

O candidato também disse que não existe partido comandado pela igreja. “O fundador do PRB, José de Alencar, é católico fervoroso. 80% no meu partido são católicos, 20% são evangélicos e apenas 6% da Universal”, afirmou Russomanno, que disse ainda que é católico.

José Serra (PSDB) foi quem comentou a pergunta e lembrou a polêmica envolvendo o presidente do PRB, Marcos Pereira, que acusou a Igreja Católica de ter promovido o kit anti-homofobia.

Os candidatos a prefeito de São Paulo José Serra (PSDB) (à esq.) e Fernando Haddad (PT) (à dir.)

“Não vi ninguém contestar liberdade religiosa, a questão que apareceu é porque o presidente do partido do Russomanno –que é bispo da Igreja Universal licenciado–, escreveu ano passado culpando a Igreja pelo ‘kit gay’, que não deu certo, e a responsabilidade do material era do Ministério da Educação e não da Igreja”, afirmou o tucano.

Na época da polêmica do material anti-homofobia, Haddad era o ministro da Educação.

 

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