“Urna não é televisão”, diz Datena sobre candidatos que se aproveitam da mídia e da religião

Publicado no portal Comunique-se

Política, religião e mídia. Datena tratou dos temas na coluna que assina no jornal Metro desta segunda-feira, 24. No texto, o jornalista afirma que “urna não é televisão, nem igreja”.

Para ele, misturar a popularidade de TV com política e religião não é certo. “Volto a dizer: aparecer na televisão com milhões de pessoas confiando em você te dá uma vantagem em relação aos demais candidatos. Pode ser legal, mas não é justo. Ainda mais quando se mistura religião no meio dessa receita”, diz.

Como exemplo, o apresentador da Band citou Celso Russomanno. Líder nas pesquisas de intenção de voto para a prefeitura de São Paulo, Russomanno comandou o quadro ‘Patrulha do Consumidor’ até junho, na Record, e pertence ao PRB, legenda cujo o presidente nacional, Marcos Pereira, é blogueiro do R7 e “bispo licenciado” da Igreja Universal. “Nada contra o Celso Russomanno, que sempre foi um cara simpático comigo. Também nada a favor, exatamente pelo o que ele representa”.

Segundo Datena, a história prova que, quando a religião se meteu na política, barbaridades foram cometidas em nome de Deus. “Não foi um político que lavou as mãos para mandar Jesus Cristo para a cruz? Claro que sim, Pôncio Pilatos, pró-cônsul romano da época”. Para exemplificar, ele afirma que Pilatos seria, hoje, facilmente eleito.

A previsão de Datena é que, enquanto os eleitores continuarem colocando no poder gente que não corresponde com as expectativas do país, “teremos muito a reclamar”.

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