Desconvertendo-se um pouco mais

Por Gustavo Frederico

Fui à mostra de cinema latino junto com um amigo brasileiro. Assim como eu, ele também era líder da pequena igreja local. Falei pra ele dos meus últimos projetos de religião, sobre como eu estava tentando conhecer a história da ação cristã na América Latina. E sobre meus dilemas com o ser-igreja na América do Norte. Ao que ele me disse:
– Você ainda tem esperança de mudar alguma coisa na igreja? Você ainda acredita que adianta alguma coisa?
A pergunta ressoa em mim. Estimo meu amigo. Um ser humano brilhante. Sei que ele fala não de ‘cansaço’, mas do que pode aproximar-se do que chamaria de um niilismo ácido. Ele mesmo chamou-se de “ateu funcional dentro da igreja”. Sempre irônico, claro.
Respondi:
– Não, não tenho esperança e não acredito que adianta alguma coisa.
Estou condenado a trilhar meu próprio caminho estendendo a mão a quem está perto e longe. Não posso esperar mais do que isso. Não posso esperar menos do que isso. Naquele dia eu me desconverti um pouco mais. Graças a Deus.

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  1. Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” (Lucas 18:8)

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