“As leis são como as mulheres. Existem para ser violadas”

Foto NG

Sofia Fonseca, no DN Globo

O presidente de um orgão consultivo do Ministério do Emprego espanhol durou apenas quatro dias no cargo. Mas garante que a sua demissão não tem nada a ver com a frase infeliz que disse.

José Manuel Castelao Bragaño confirmou a sua demissão poucas horas depois de se ter tornado público que numa reunião do Conselho Geral do Cidadão no Exterior – um orgão consultivo do Ministério do Emprego – dissera que “as leis são como as mulheres: existem para ser violadas”.

A frase terá sido usado numa reunião do Conselho e destinava-se a questionar a burocracia exigida numa votação. Só que quem estava presente, sobretudo as mulheres, ficou bastante ofendido com tal comentário e Bragaño viu-se na obrigação de pedir desculpas públicas.

Apesar disso, este consultor garante que o facto de ir agora apresentar o pedido a demissão não está relacionado com o incidente. “Ninguém me pediu que renunciasse. Tenho um problema pessoal que me impede de continuar no cargo. Não tem nada a ver com o sucedido”, garantiu ao jornal “El País”.

Esta era a segunda vez de Bragaño neste orgão, que tem por objetivo garantir aos espanhóis residentes no estrangeiros o direito ao voto ou a outros aspetos relacionados com a cidadania.

dica do Alexandre Melo Franco Bahia

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