Contra Haddad, PSDB busca apoio evangélico

José Serra fez ontem caminhada na Vila Formosa, zona leste, onde voltou a falar sobre o mensalão e atacar Haddad

Daniela Lima e Diógenes Campanha, em Folha de S.Paulo

A campanha de José Serra vai correr atrás de líderes religiosos que, no primeiro turno, apoiaram os candidatos Gabriel Chalita (PMDB) e Celso Russomanno (PRB). A ação é voltada principalmente para as igrejas evangélicas.

Os tucanos querem trazer para Serra nomes como o pastor Manoel Ferreira, líder da Assembleia de Deus Madureira –um dos maiores troncos da denominação no país– e o pastor Geraldino Silva.

Geraldo Malta, do comitê evangélico de Serra, já procurou a Sara Nossa Terra (que apoiou Chalita) e a Assembleia de Deus Santo Amaro, (que ficou com Russomanno). O pastor Jabes Alencar, da Assembleia do Bom Retiro, também foi acionado.

O PSDB quer aproveitar a resistência de setores evangélicos ao rival de Serra no segundo turno, Fernando Haddad (PT), para ampliar a mobilização pró-tucano.

Haddad foi criticado por líderes religiosos pela produção de material didático anti-homofobia –apelidado jocosamente de “kit gay”pelas bancadas evangélica e católica– quando ministro da Educação. A repercussão entre os religiosos levou a presidente Dilma Rousseff a suspender a iniciativa.

No primeiro turno, Haddad disse que não buscaria apoio em igrejas. No segundo, no entanto, emissários do petista procuraram líderes religiosos. O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) marcou reunião hoje com o pastor Renato Galdino, da Assembleia de Santo Amaro. Galdino receberá o PSDB amanhã para decidir quem apoiará.

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