Mais amor, menos religião

Lara Souza Freitas, no Juve Metodista

Título original: Mais religião amor

Com certeza você já conheceu aquele tipo de pessoa que adora discutir religião, frequentemente cita passagens bíblicas e versículos diante de uma situação e, sempre que encontra uma brecha, reforça aquilo que tanto defende (com palavras, objetos e até mesmo atitudes).

O tipo de pessoa que “espiritualiza” tudo e todos. São rígidas na forma com que o cristão deve se portar e, quando surge um contra argumento às suas palavras, são rápidas para desconfiar e criticar. É comum nos depararmos com aquele que se assenta na cadeira de juiz para falar de idolatria, mas, diariamente, vive idolatrando seus líderes, pastores, cantores, ministérios e a si mesmo (meus projetos, meus sonhos, minhas decisões… acima de qualquer coisa); Jesus já não é o centro na vida de muitos que o dizem.

Talvez conheçamos alguém com algumas dessas características (ou, talvez pior, nós tenhamos algumas delas). Infelizmente, a maioria dessas pessoas se dizem livres, porém, são completamente controladoras de si mesmas e vivem se escondendo por trás de uma “capa de super- herói”; dúvidas, inseguranças e crises que virão à tona e as surpreenderão, já que é algo normal na vida de qualquer ser humano.

Pessoas que dizem ter uma vida totalmente entregue a Deus, porém, vivem por controlar e ditar a vida dos outros. Lamentavelmente, alguns utilizam a religião para encobrir conflitos, ao em vez de usá-los para se ligar mais a Deus. Usam os padrões religiosos para se sentirem melhores e eles acabam se tornando um vício garantindo-lhes um falso poder, uma falsa paz e uma falsa sensação de estabilidade espiritual.

Quando Jesus advertiu a forma com que os escribas e fariseus se comportavam, usando sua religiosidade para parecerem mais íntegros, Ele não poderia ser mais claro. Para Ele a sinceridade, baseada em relacionamento e comunhão, era muito mais importante do que aquela baseada em dogmas. Ele falava de sinceridade e compromisso e não de utilitarismo. Não estamos mais debaixo do insuportável peso da Lei; esse fardo não nos pertence; não precisamos agir como se o carregássemos.

E isso nos leva à seguinte pergunta: “onde está o verdadeiro amor? Amor pelo próximo, pelo evangelho genuíno, pela comunhão, pelo respeito, pela obra na qual estamos inseridos? Por que perdemos tempo com tanta bobagem e nos desviamos dele?”. …Alguns insistem em deixá-lo pregado na cruz..Precisamos voltar àquilo que o Mestre veio nos ensinar, princípios que, por vezes, deixamos de lado para aceitarmos o farisaísmo (se é que podemos dizer assim) em nossas vidas. ….A íntima comunhão, a sinceridade e o amor a Deus precisam prevalecer em nós. “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.” [1Co 13.13]

Forte abraço,

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