Serra nega que tenha alterado programa de governo para beneficiar igrejas evangélicas


A eleitora Nilsa Picini, 58 anos, reclamou com o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra (à esq.), sobre o estado do hospital Heliópolis e falou mal dos políticos em geral durante caminhada feita pelo tucano na avenida do Cursino, zona sul da capital.

Débora Melo, no UOL

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, negou que tenha retirado de seu programa de governo um item que pedia a expansão do Cidade Limpa para casos de poluição sonora com o objetivo de poupar igrejas e templos evangélicos, conforme noticiou o jornal “Folha de S.Paulo”.

“É mentira. Nota mentirosa. Eu não alterei [o programa], nem ninguém me consultou a esse respeito”, disse Serra nesta terça-feira após visita ao bairro do Cursino, na zona sul da capital.

De acordo com a nota da coluna “Painel”, o item foi retirado do programa de governo lançado ontem após pressão da ala evangélica da campanha: vereadores e pastores temiam que os templos virassem alvo.

O tucano, no entanto, confirmou as propostas de estender o Cidade Limpa para outras áreas.

“Temos que pensar também em outros tipos de poluição, inclusive atmosférica. Hoje, cerca de 15% da frota de ônibus já tem combustíveis verdes, ou seja, que poluem menos. Em quatro anos minha meta é elevar esse percentual para 80%. Outra é a ampliação do número de parques na cidade”, disse.

“Kit-gay”

A exemplo do que ocorreu em entrevista à rádio CBN na manhã de hoje, Serra voltou a se irritar com perguntas sobre o material contra homofobia que encomendou em 2009, quando estava à frente do governo do Estado de São Paulo.

Questionado se concordava com políticas de combate ao preconceito dentro das escolas, Serra se esquivou. “Eu acho que não está faltando esclarecer nada. Você leu [o material]? Está tudo claro”, disse.

foto: Moacyr Lopes Junior/Folhapress

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