Deputados evangélicos querem barrar propostas do novo Código Penal “contrárias à família”

Foto: Fernando Chaves
Compuseram a mesa: vice-presidente do PSC, Everaldo Pereira; sen. Eduardo Amorim; dep. André Moura; pastor Silas Malafaia; pastor Egmar Tavares; Capelão Washington Luís

Publicado originalmente no Jornal da Câmara

As críticas aos meios de comunicação e ao novo projeto de Código Penal em discussão no Senado foram a tônica da sessão solene ontem em homenagem ao Dia Nacional de Valorização da Família, comemorado em 21 de outubro.

Os deputados João Campos (PSDB-GO), Pastor Eurico (PSB-PE), Roberto de Lucena (PV-SP) e Aureo (PRTB-RJ) conclamaram os presentes à sessão a combater no Senado algumas das propostas contidas no projeto do novo Código Penal, como a descriminalização do uso privado de drogas, a legalização do aborto até a 12ª semana de gestação e a redução da maioridade sexual de 14 para 12 anos. Para os deputados, a instituição familiar está ameaçada e precisa da proteção do Estado.

A realização da sessão foi proposta pelo líder do PSC, deputado Andre Moura (SE); pelo presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado João Campos; e pelo deputado Arolde de Oliveira (PSD-RJ). Os três se revezaram na presidência da sessão, que contou com a participação de lideranças religiosas, principalmente evangélicas.

Leilão – “A família vem sendo atacada e desconfigurada”, disse João Campos. Para ele, o leilão da virgindade de uma catarinense na Austrália “é um indicativo do rumo que a sociedade adotou, que leva mais em conta o ter do que o ser”. André Moura afirmou que é preciso “acabar com essa tendência de votar apenas projetos de interesse do governo e trabalhar diariamente em defesa da família”.

Arolde de Oliveira citou dados do último Censo que mostram a redução do número de casamentos e o aumento de divórcios e de uniões informais. Para ele, “a família tradicional é a cidadela de resistência à degradação de valores socioculturais, sociopolíticos e socioeconômicos”.

O deputado Mauro Benevides (PMDB-CE) disse que a célula familiar jamais deixou de ser a matriz da sociedade e que Estado precisa fortalecer a família com políticas públicas adequadas nas áreas de educação e saúde, além de amparar o menor e o idoso. Para Marcos Rogério (PDT-RO), nenhuma ação do Estado será eficaz se a família não tiver prioridade. “O crescimento econômico não consegue livrar a sociedade da violência, do álcool e das drogas. O caráter deve ser formado dentro de casa. Cuidar das famílias é cuidar do Brasil”, afirmou.

Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP) disse que é na família que se inicia e se consolida a transmissão de princípios e valores. Para ele, não basta que os pais digam o que é certo e o que é errado, é preciso mostrar aos filhos que eles são responsáveis por seus atos.

Na avaliação do deputado e pastor Josué Bengtson (PTB-PA), a mídia é irresponsável ao divulgar que “tudo é normal”. Para ele, “a pior mensagem é a subjetiva, sutil, que aos poucos vai tirando os alicerces da família”. Para Roberto de Lucena, “a família está adoecida, e o caos social e a explosão da violência são um reflexo do caos familiar”.

O discurso mais aplaudido foi o do pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus. “Família é homem, mulher e sua prole. Dê ao resto o nome que quiser, mas não é família”, disse. “A fortaleza da família depende das relações heterossexuais”, acrescentou.

foto: site do PSC

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dica do Tércio Ribas Torres

Comentários

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2 Comentários

  1. “… conclamaram os presentes à sessão a combater no Senado algumas das propostas contidas no projeto do novo Código Penal, como a descriminalização do uso privado de drogas, a legalização do aborto até a 12ª semana de gestação e a redução da maioridade sexual de 14 para 12 anos…”.

    Ah, é. Impedir isso no código penal faz com que estas práticas, automaticamente, deixem de existir. Os abortos nunca mais acontecerão, não haverá mais usuários de drogas e as pessoas vão transar apenas depois dos 25 anos, já casadas. Se hipocrisia não fedesse tanto, mais gente a usaria como perfume, rs.

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