Site dos EUA diz que Brasil “não tem estrelas de cinema” e compara Manaus ao Alasca

Cena da comédia nacional "Até que a Sorte nos Separe", com Danielle Winits (foto) e Leandro Hassum
Cena da comédia nacional “Até que a Sorte nos Separe”, com Danielle Winits (foto) e Leandro Hassum

Rodrigo Salem, na Folha de S.Paulo

O site americano “Movieline”, especializado em cinema, publicou na sexta (7) uma crítica de duas páginas sobre o Festival de Cinema do Amazonas, realizado no início de novembro, em Manaus, com uma série de absurdos no texto.

O artigo assinado pela crítica e dramaturga Amy Nicholson, nesta última sexta-feira (7), é intitulado “Mímicas, Maçados e o Fantasma de ‘Fitzcarraldo'”. Ele já começa com a frase “Não há estrelas de cinema no Brasil” e usa uma apresentação de comédia para dizer que os brasileiros mais famosos são “Gisele Bündchen, Pelé e Blanka”, referência a um personagem obscuro do game “Street Fighter”.

“Mas o Brasil tem estrelas de telenovelas. E dúzias e dúzias delas, todas bonitas e alegres e embasbacadas pela própria fama, eram o evento principal [do Festival do Amazonas]”, resume Amy, que descreve Manaus quase como uma cidade inalcançável (compara até com o Alasca).

“A maioria das celebridades que vêm do Rio e de São Paulo nunca estiveram aqui. A distância cultural é tão grande que os atores de TV insistem para nós, gringos, que Manaus não era realmente o Brasil.”

A brincadeira fica mais séria quando a escritora diz que “nenhum filme brasileiro está entre as maiores bilheterias do ano no país”. “Para achar um sucesso local, é preciso ir até a comédia romântica ‘E Aí… Comeu?”, que fez metade de ‘Alvin e Os Esquilos 3′”, relata a jornalista, não apurando que o longa “Até Que a Sorte Nos Separe” é o oitavo filme mais visto no Brasil, possivelmente superando “Alvin” nesta semana.

Claro que a autora lembra de filmes realizados em Manaus de grande importância para o cinema mundial, caso de “Anaconda”, sobre uma cobra gigante que mata um grupo de americanos na floresta. Em seguida, cita o obrigatório “Fitzcarraldo”, de Werner Herzog, mas já emenda com um “a maioria dos brasileiros nunca ouviu falar do filme.”

Em um tom mais bem-humorado, Amy Nicholson descreve a cerimônia de abertura do festival.

“Nós, jornalistas americanos, recebemos fones de ouvido que traduziriam os discursos de apresentação de português para o inglês, não que isso tenha ajudado a dar algum sentido quando um ator de novela chamado Igor, um clone de Benicio del Toro, subiu repentina e inesperadamente no palco e gritou para o ministro da Cultura algo como ‘Obrigado por me deixar fazer sexo embaixo de uma cachoeira”, relata.

Na verdade, o ator Igor Cotrim, ator do premiado longa “Elvis e Madona” –vencedor de roteiro no Fest Rio 2011, do júri popular de 2º Festival de Cinema Brasileiro em Paris e melhor filme no Festival de Cinema Gay e Lésbico de Oslo–, subiu ao palco para recitar um poema de sua autoria para o homenageado da noite, o cineasta Zelito Viana. E não havia nenhum ministro da Cultura, já que o Brasil tem uma ministra –quem estava no palco era o secretário estadual de Cultura, Robério Braga.

A repórter conta que a cerimônia de abertura teve “até um funcionário alimentando macacos como se fossem pombos” e errou na geografia ao dizer que a festa de encerramento seria uma “amostra do maior festival de Manaus: Parintins.” Parintins, na verdade, fica a mais de 300 quilômetros de Manaus.

Comentários

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1 Comentário

  1. a culpa é nossa(os brasileiros ) que idolatra os gringos ,dão aquela moral e desfaz de seu próprio pais e cultura
    la fora é melhor que aqui né!
    idiotas

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