Acredite na magia da esperança


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Lanne Prata, no Facebook

Desde 2001, o Esdras, irmão dos meus irmãos… é, calma, eu explico. Tenho apenas “meio irmãos” o que ocasionou uma certa confusão na minha árvore genealógica. Bom, basta você saber que o Esdras tem praticamente a minha idade e tinha tudo pra ser meu irmão também. Pois bem, ele escreve desde 2001 um e-mail para o máximo de pessoas que conhece compartilhando seu ano e suas expectativas para o ano seguinte.

Sempre achei muito legal seus textos e depois que vim morar em Roraima, há 6 anos, percebi que esse hábito também era uma forma de estar mais perto de amigos que hoje estão tão longe. Então, desde 2005 eu paro um pouco, olho pra trás, penso em tudo que aconteceu e no que espero para o ano que vem. A cada ano eu escrevia sobre um tema diferente. Foram os aprendizados, as despedidas, as imperfeições, mas eu nunca havia escrito sobre esperança.

Um amigo disse que eu deveria assistir a um comercial que a Coca-Cola produziu para este fim de ano. A ideia era levar o Natal para uma cidade onde o mesmo fosse apenas um sonho. O vilarejo escolhido foi Suspiro, em Betânia, no Piauí. O primeiro entrevistado, Seu Bento, disse que lá “o Natal era bom, mas que eles nunca tinham assistido”. Crianças desenhavam o Papai Noel, mas diziam que há muito tempo ele não aparecia. A despeito do marketing sobre a história dos natais das crianças daquela cidade, a Coca-Cola levou esperança para aqueles pequeninos olhos. Com lamparinas na mão, a população se reuniu em frente à igreja e esperou ansiosa o tão conhecido caminhão cheio de luzes trazendo alegria ao sertão nordestino. Papai Noel jogou bola, brincou com as crianças e deixou presentes nas portas dos sertanejos. Com o slogan “Acredite na Magia” eu vi um dos mais lindos comerciais já feitos pela empresa. E é com esse slogan que eu queria começar a escrever…

Falar em esperança sempre foi piegas. E depois de mudar três vezes o assunto deste texto, voltei ao piegas mesmo. Num ano que tanta coisa aconteceu, eu só podia ter esperança. Aquela, a última que morre, foi a que me agarrei. Vi mais de um de casal de amigos se separarem, tive incontáveis momentos dolorosos, reencontrei afetos, relativizei meus sonhos. Não fosse a esperança, teria desistido de muitas coisas.

Mas por causa da mesma esperança, reagi bem a tudo que aconteceu. E corri atrás, me reinventei, fiz do pensamento impossível a injeção de ânimo que precisava. Por causa disso, meu saldo foi positivo. Aliás, sempre pode ser. Se nós, seres humanos, pararmos de pensar no que foi ruim, enxergaremos muito mais coisas boas.

Por essas e outras eu desejo a você: acredite na magia da esperança. Chore se for necessário, mas acredite que dias melhores virão. E desejo mais outras duas: 1 – aprenda a dizer não. Se algo não lhe faz bem, diga não. Se é doloroso, diga não. Se não está à vontade, diga não. Ninguém, absolutamente ninguém é obrigado a ser submetido a uma situação que não lhe deixa feliz. Diga não e será libertador, pode acreditar. 2 – fique perto de quem lhe quer bem. Diante disso, tudo pode mudar.

Espero que seu Natal tenha sido como o daquelas crianças no interior do Piauí, cheio de afeto, e boas risadas. Se não foi, ainda há a chance de fazer do ano de 2013 um ano diferente, um ano de esperança.

Carinhosamente,

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