O que acontece com as oferendas jogadas no mar no ano novo?

Débora Spitzcovsky, no Planeta Sustentável

Somos um povo bastante religioso e, especialmente no final do ano, o que mais vemos nas praias e florestas brasileiras são oferendas para os protetores da natureza, como Iemanjá e Iansã. Velas, barquinhos, alimentos, flores… na hora de fazer pedidos, todos somos muito criativos. Mas o que acontece com todos esses presentes que oferecemos aos orixás, guardiões da natureza?

Viram lixo e poluem o meio ambiente! Ou seja, ironicamente, toda a festa que fazemos para os protetores das matas, mares e cachoeiras, acaba contribuindo para a destruição da natureza. A solução, então, qual seria? Acabar com esses rituais de final de ano? De jeito nenhum, afinal, eles fazem parte da nossa tradição! Mas será que precisamos mesmo usar esse monte de coisa – que, no dia seguinte, vira entulho – para celebrar a virada do ano?

Os integrantes do Projeto Ecofotografias querem provar que não e, para isso, lançaram no último domingo, dia 20, uma campanha de conscientização, que incentiva a realização de oferendas mais responsáveis e sustentáveis. Como? Trocando os atuais presentes – que, cá entre nós, estão mais para “presentes de grego” – por ações que são positivas para a natureza, como, por exemplo, plantar uma árvore ou ajudar na limpeza de uma praia.

A ideia é bem bacana e, por mais que relutemos para mudar as tradições de final de ano, ninguém pode negar que adoraria acordar na manhã do dia 1 de janeiro e caminhar por uma praia sem cacos de vidro e outros entulhos, pode?

Então, que tal aderir?

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