Amor: o cego que enxerga muito bem

Felipe Costa, no Mero Cristianismo

Deus me livre de merecer ser amado. Seria terrível ser amado por merecimento. Acaso isso acontecesse, o amor perderia sua essência, como vemos no Cristo que ama aqueles que não merecem seu amor, mas o faz simplesmente de graça. O amor não é cego como dizem por aí. Ele apenas enxerga os defeitos com muito carinho e se compadece do errante.

Sou um alguém cheio de defeitos, destemperos e desgostos, e, certamente, iria rapidamente perder meus “amores merecidos”. Sou ainda uma pessoa que é facilmente “desgostada”. Conto piadas para chamar a atenção das pessoas e costumo exagerar na dose e, assim, entro na lista de desafetos de alguém. Perco a graça com menos tempo que a conquisto. Não tenho nenhum atrativo especial e um amor conquistado por mérito se desfaria como algodão doce na boca de criança.

Quer ser amado sem motivos. Quero experimentar amores como o de Cristo por mim; amor que ama indiferente do meu peso, altura, cor da minha pele, tipo de cabelo ou pelos muitos erros do passado, presente e futuro. Sim, é desses amores que eu quero ser cercado, envolvido e ser beijado por um amor que eu não sei explicar a origem e nem o destino. Amor e amores que quando me repararem bem, não vão se decepcionar. Antes, vão me compreender.

Ah, é isso que eu quero: ser amado tão sem motivos!

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