Intolerância religiosa: Culto termina em pancadaria em Santo André

Rafael Ribeiro, no Diário do Grande ABCreligioes_cinza_branco

A intolerância religiosa levou cerca de dez evangélicos a invadir um apartamento e A agredir o proprietário do imóvel, um pintor de 41 anos. O crime ocorreu em conjunto habitacional do Jardim Santo André, na noite de domingo, em Santo André.

Por volta das 22h, incomodado com o barulho que o grupo fazia durante culto no apartamento de baixo, a vítima foi reclamar com a síndica do prédio. A reação foi extrema. Os religiosos arrombaram a porta e passaram a agredi-lo e a quebrar os móveis da casa. A justificativa era o fato de que o pintor estaria com o diabo no corpo. A cena foi presenciada por suas três filhas, de 4, 13 e 19 anos, e a mulher, de 39.

Segundo a mulher, uma secretária que não quis ter o nome revelado por medo de sofrer represálias, a perseguição existe há pelo menos sete anos, desde que a vizinha descobriu que a família é espírita. A agressora foi identificada como Isolina dos Santos, 60 anos.

Antes da descoberta, o tratamento era outro, segundo as vítimas. A secretária diz ter doado cestas básicas e roupas à idosa e seus familiares. A denúncia é de que as pregações começam pela manhã, aos gritos, e só terminam durante a madrugada sem que a administração do condomínio fizesse algo para coibir os excessos.

Acuada, a mulher do pintor já fez quatro boletins de ocorrências no 6º DP (Jardim do Estádio) da cidade, responsável pela investigação do incidente. No relato, a mulher diz ter sofrido injúrias raciais e agressões. “Já chamei ela (Isolina) para conversar aqui na minha casa, mas ela diz que não aceita falar com gente da minha cor e religião”, relata.

A secretária diz ter recebido visita de equipe da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), responsável pelos conjuntos do bairro, para averiguar denúncia de que ela realizava sacrifícios animais dentro do apartamento.

“Não posso receber visitas porque ela fala que vou fazer macumba”, lamenta. Janelas e portas do apartamento ficam sempre fechadas, já que, segundo ela, a vizinha joga objetos para dentro da residência e puxa roupas do varal.

O marido dela precisou de socorro médico no Pronto Atendimento Municipal da cidade no mesmo dia, pois teve a clavícula deslocada enquanto tentava se proteger. “Você não espera que vai acontecer algo assim”, completa a mulher.

Procurada, a idosa identificada como autora pela polícia no registro da ocorrência não foi localizada. Uma familiar sugere que “se ela (denunciante) se sente ameaçada tem mais é que ir à delegacia e buscar os seus direitos.”

dica do Luis Delcides R Silva

Comentários

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5 Comentários

  1. A intolerância religiosa é um forte sinal da ausência de Deus.

  2. É ILEGAL! PROCESSA E MANDA REZAR NO MATO!
    LIMITAÇÕES DO DIREITO DE PROPRIEDADE EM CONVENÇÕES DE CONDOMÍNIO NO NOVO CÓDIGO CIVIL – Existem dois tipos de sons que podem causar perturbações para outras pessoas, o som humano, como por exemplo, o de gritarias e algazarras, o que é muito comum acontecer em festas ou casas de jogos, som humano também pode ser apresentado e transmitido através de aparelhos elétricos e eletrônicos, muito vistos em cultos religiosos, onde o barulho da cantoria às vezes exagera. O fato desse som ser proveniente de uma profissão ou culto religioso, não impede a exclusão da nocividade que ele venha a cometer.
    Existem também o som inumano que pode ser feito por instrumentos musicais, sinos, buzinas, ou de máquinas decorrentes de uma atividade industrial.
    A propagação dessas perturbações podem ser feitas por dois meios, através da ação ou da omissão. Na ação acontece quando o próprio agente é o causador, como o ato de fazer uma batucada ou aumentar até o último volume do seu som. Na omissão o agente também é o responsável, mas por permitir por exemplo que seu cachorro passe todo o dia latindo, ou os sons que seus aparelhos domésticos emitem por estarem desregulados, ou sons extremamente altos que prejudiquem os vizinhos. JURISPRUDÊNCIA Direito de vizinhança – Uso nocivo da propriedade – Multa – Igreja (culto religioso) – Ruído que supera o mínimo tolerável – Perturbação ao sossego do vizinho – Adoção de medida de controle – Admissibilidade. No direito de vizinhança, a perturbação ao sossego dos vizinhos com ruídos provenientes de cultos religiosos em níveis acima do mínimo tolerável, legalmente estabelecidos pela norma NBR – 10.151 do ABNT e Resolução CONAMA 01/90, enseja a adoção de medidas de controle dos mesmos sob pena de multa diária. (2º TACivSP – Ap. s/ Ver. 520.125-00/9 – 9ª Câm. – Rel. Juiz Kioitsi Chicuta – j. 20.05.1998, JTA (LEX) 173/498).

  3. Natalia disse:

    Aí a gente nasce num berço Espírita como eu, estuda as leis de Deus, o Evangelho, a própria história, agradece pelas bençãos toda noite, segue a vida como qualquer outra pessoa normal, desde os 4 anos de idade pra ver isso? Um grupo religioso que merece respeito como qualquer outro invadindo a casa de um cidadão de bem, por preconceito, pregando contra algo que eles nem conhecem, isso é muita falta de respeito. Se nós espíritas que somos os “endemoniados” então porque quando se passa na frente de um centro espírita o silêncio só é quebrado por palavras doces e de baixo tom, e quando se passa na frente de uma igreja evangélica se ouvem gritos e palavras ofensivas? Já dizia o ditado: Quem ama de verdade sussura, aqueles que gritam possuem os corações muito distantes. Se vocês gritam com Deus, e nós sussurramos, quem está mais próximo do Pai realmente? Pensem nisso.

  4. Ser Pensante disse:

    Perante todos os comentários presentes, gostaria de observar algo que acredito ser de devida importância: a culpa dessa merda toda que se tornou o cristianismo não está relacionada só ao pentecostalismo ou neo pentecostalismo. É isso que os cristãos históricos e mais tradicionais querem que todos pensem, que eles estão isentos disso tudo. A porcaria tudo vem desde Constantino, Teodósio e cia, passando pelas mãos de Lutero, Calvino e todo o restante que vem depois. A institucionalização da fé, presente no século IV a.C. vigora té aos dias atuais, e gera frutos de todo tipo, ainda assim alguns bons, mas muitos extremamente maus, como no presente caso.

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