Devaneios

Imagem: Google

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Publicado por Silas Lima

No silêncio dos instantes solitários,
dos porões de navios à vela,
ouvem-se os gritos de vocábulos empedernidos.

Na sonoridade do lugar
o criativo anima-se aquecido pela solidão,
a mente constrói mundos incontidos,
os olhos fecham-se,
cedem sua função à alma.

A eternidade se adensa no átimo de um segundo,
a imaginação ensaia voos, ao céu eleva-se,
o mundo, sem projetos, reconstrói -se,
os instantes, adormecidos em bolsos secretos da alma,
despertam-se.

O pensamento engravida a alma com mundos utópicos,
a mente criativa desnuda o universo ainda informe,
a harmonia amaina o caos embravecido,
o universo dualiza-se em animação e movimento.

O devaneio derruba as sebes do jardim,
encurva o espaço-tempo,
cria buracos negros que
dão a luz ideias.

A alma que devaneia conversa consigo,
ausenta-se dos pesadelos noturnos,
cura-se de feridas emudecidas,
entrega-se ao Criador.

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