Moldar barro e soprar vida não é mais mito, agora é Ciência

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Carlos Cardoso, no Meio Bit

Embora ocorra em outras culturas bem mais antigas, o mito judaico-cristão da criação do Homem através do barro é o mais conhecido no ocidente. Não deixa de ser poético, é inclusive uma boa alegoria para as poças de lama onde a Vida surgiu, 4 bilhões de anos atrás, mas agora essa história perdeu o status de mito.

Cientistas do Brigham and Women’s Hospital, em Boston fazendo experiências com células-tronco descobriram que utilizar nanoplaquetas de silicato sintético (ou, em termos leigos, plaquinhas de argila) como base de cultura de células-tronco induz essas células a se transformarem em tecido ósseo.

Isso mesmo. Células-Tronco + Barro = Osso. Se moldarmos uma costela estamos a meio-caminho de uma mulher.

Os cientistas estão falando em usar isso para biofiltros, matrizes injetáveis de reparação de tecidos e até engenharia de tecidos ósseos. Basicamente em 20, 50, ou até mesmo 15 anos alguém com um câncer ósseo terá o osso escaneado em alta resolução, uma impressora 3D criará um modelo em nanosilicatos, uma cultura de células-tronco criadas à partir das próprias células do sujeito será aplicada ao modelo e em alguns dias/semanas teremos um osso zero bala. Uma cirurgiazinha básica e pronto, adeus câncer. Sem precisar de imunossupressores.

É ficção científica? Com certeza, mas até ontem animar barro também era pura lenda.

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