Papa quer cristãos ‘revolucionários’ que se arrisquem

Papa Francisco, durante discurso a fiéis no salão Salão Paulo VI, no Vaticano Foto: AP

Papa Francisco, durante discurso a fiéis no salão Salão Paulo VI, no Vaticano Foto: AP

Publicado originalmente por AFP [via Terra]

O papa Francisco pediu nesta segunda-feira à noite, em uma das homilias mais radicais já pronunciadas por ele, que os cristãos “revolucionários” propaguem o Evangelho por seu “testemunho”.

“Hoje, um cristão, se não for revolucionário, não é cristão!”, foi uma das frases lançadas pelo papa argentino aos milhares de participantes do Congresso Eclesiástico da diocese de Roma.

Durante um pronunciamento cheio de expressões de impacto, o Papa criticou as comunidades cristãs “fechadas”.

Na Sala Paulo VI, no Vaticano, o papa Francisco falou durante meia hora, em pé, às vezes em um tom grave, em outras, mais descontraído.

“Não entendo as comunidades cristãs que são fechadas”, disse o papa antes de dizer: “No Evangelho, há uma bela passagem que nos conta que o pastor retorna e percebe que falta uma de suas 99 ovelhas e começa a procurar… Irmãos e irmãs, mas temos uma só, e faltam 99 !”.

“Devemos pedir ao Senhor generosidade, coragem e paciência para sair e anunciar o Evangelho”, acrescentou o Papa, reconhecendo que é “difícil”.

“É mais fácil ficar em casa com nossa única ovelha, para tosquiá-la, mas nós, padres, e todos os cristãos, o Senhor quer que sejamos pastores, e não tosquiadores de ovelhas.”

“Houve muitos revolucionários na história, mas nenhum teve a força da revolução transmitida por Jesus, uma revolução (…) que muda profundamente o coração do homem”, afirmou o Papa em uma sala de audiências lotada. “Na história, as revoluções mudaram os sistemas políticos, econômicos, mas nenhuma modificou verdadeiramente o coração do homem”, revelou o Papa antes de afirmar que “a verdadeira revolução, a que transforma completamente a vida”, foi feita por Jesus.

Citando seu antecessor Bento XVI, o papa Francisco disse que essa revolução foi “a maior mudança da história da Humanidade”.

Durante esse longo improviso, o Papa também criticou os “cristãos desencorajados” que “fazem com que nos perguntemos se eles acreditam em Jesus Cristo ou na deusa das queixas”. Considerando que “o mundo não está pior do que há cinco séculos”, o pontífice brincou com “aqueles que se queixam da juventude de hoje dizendo: Ah os jovens!”

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