A resistência continua

resistir

Ricardo Gondim

O provérbio alemão: Deus ajuda o marinheiro em tempo de tempestade, mas o timoneiro tem de estar ao leme.
O provérbio inglês: Deus dá as mãos, mas não constrói pontes.
O provérbio dinamarquês: Deus alimenta os pássaros que mexem as asas.
O provérbio checo: Aquele a quem Deus descobriu o lugar onde se encontra um tesouro, deve tirá-lo sozinho desse lugar.
O provérbio basco: Deus é bom, mas não é tolo.
Joana D’Arc: Esforcemo-nos, Deus vai esforçar-se.
O provérbio brasileiro: Deus ajuda, quem cedo madruga.

Na militância política, a sabedoria popular pode ajudar os crentes a saírem da tolice espiritual, da imaturidade religiosa e da fé ingênua. Não adianta pedir a Deus que mude a realidade torta, injusta, falsa que impera no Brasil. É preciso botar a mão no arado, subir o poste ensebado e tirar a bandeira que as elites hastearam para firmar os próprios benefícios.Todos os segmentos devem se unir agora. É hora de promover ajuntamentos, comícios, mobilizações sem passeata mas com foco.

O nível de  insatisfação, indignação e revolta do povo transforma o Brasil em um barril de pólvora.

O que o povo pede? Tudo!

Creio ser legítimo os jovens cobrarem o impossível. Nicolae Steinhardt (1912-1989) , monge ortodoxo romeno, afirmou: Se nos pedem o impossível e nos endeusamos, significa que nos pedem que façamos milagres. De nossa parte, façamos da água comum, vinho nobre; da pobreza da terra, riqueza; dos cardos e das serralhas, pomos e rosas; da mesquinharia, grandeza; da descrença, animação; da indiferençaa, bondade samaritana; da hipocrisia e do legalismo, amor e chama; da taverna, castelo e do bordel, salão. Pelos nossos comportamentos e pelos nossos esforços. Esses milagres nos são acessíveis: pelo poder das palavras e dos atos este mundo pode vestir outras cores e, no aguardo, passa com outras tonalidades.

Não importa por enquanto se ainda não conseguimos propor o que deve mudar, se falta maturidade política nas ruas para desenhar alvos específicos que guiem a nossa agenda ou se o movimento não merece ser chamado de revolucionário. Basta que saibamos, exatamente, o que não toleramos mais – isso sabemos bem. A partir da indignação popular, urge que partidos e políticos entendam o beco sem saída que os desmandos de décadas nos meteram. Nesses becos, história mostra, surgem novos tempos. Mas eles não acontecem sem que lideranças ocupem o vácuo criado pela irresponsabilidade crônica. Agora é inadmissível que a presidenta, governadores, prefeitos, deputados e vereadores se mantenham na mesma omissão de sempre. Deixar os movimentos populares sem comando, a Bíblia ensina: sem profecia – sem profetas – o povo se perde.

A resistência continua, mas ela precisa direcionar-se, saber exatamente os canais que possibilitam mudanças democráticas sob o império das leis. Qualquer outra alternativa será o caos ou a barbárie – e barbárie sempre pede por regimes totalitários.

#vemprarua
#mudabrasil

Soli Deo Gloria

fonte: site do Ricardo Gondim

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