Carioca de 70 anos espanta a depressão vivendo a DJ Vovó, que toca até em raves

Ana Lúcia do Espírito Santo é a DJ Vovó, moradora de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio Foto: Thiago Lontra / Extra

Ana Lúcia do Espírito Santo é a DJ Vovó, moradora de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio Foto: Thiago Lontra / Extra

Bruno Cunha, no Extra

“E aí, gato! Tudo bem?”, pergunta Ana Lúcia do Espírito Santo, de 70 anos, a um amigo no celular. Ele não retribui. Mas nem precisa: como bom amigo, sabe que anda tudo ótimo com a senhorinha de olhos azuis desde que ela ficou conhecida como DJ Vovó e passou a comandar o som de festas na cidade.

— Ser DJ é fundamental na minha vida. Sem isso, seria depressão na certa. Se você fica parado, sem utilidade, fica sem saber o que fazer da vida. Costumo até dizer antes de começar a tocar: vamos balançar o esqueleto, se não um osso cola no outro — ensina.

Ana Lúcia do Espírito Santo (sem amém, como ela mesmo diz) aprendeu a lição há 14 anos, quando chegou a hora da aposentadoria como chefe do Serviço Social do antigo PAM de Campo Grande, bairro onde mora. Foram cerca de seis meses em casa.

— Eu também trabalhava como modelo em desfiles para a terceira idade. Mas os remédios contra a insuficiência respiratória, que tive que tomar, me fizeram engordar. Pensei: e agora, que tragédia, o que vou fazer da minha vida? — conta.

A DJ Vovó já toca até música eletrônica em raves Foto: Luiz Ackermann / Extra

A DJ Vovó já toca até música eletrônica em raves Foto: Luiz Ackermann / Extra

Até que um dia, folheando o jornal, viu o anúncio do curso de DJ em Bangu. O professor era o DJ Grillo, que trabalhava no programa da Xuxa, relembra:

— Me interessei pela alegria da atividade. Esse trabalho representa isso.

E lá se foram dois meses aprendendo mixagem, além de noções básicas da nova profissão. Mas não foi suficiente para a DJ Vovó, que, meses depois, cursou as aulas do DJ Zeca, do Castelo das Pedras, na Universidade Estácio de Sá. Pronto: as pistas se abriram de vez. Além de tocar Gusttavo Lima e Naldo em bares e festinhas particulares, DJ Vovó toca em raves.

— O público de três mil pessoas contagia — diz.

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