Experiência religiosa encolhe uma parte do cérebro, diz pesquisa

Artigo publicado por pesquisadores em neurociência da Universidade de Duke causa polêmica entre religiosos

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Rafael Cabral, na Revista Galileu

Um artigo científico escrito por pesquisadores em neurociência da prestigiada Universidade de Duke vem causando polêmica entre religiosos. Publicado na revista especializada PLoS One, o texto afirma que pessoas que passam por experiências místicas significativas podem sofrer um encolhimento de uma parte importantíssima do cérebro.

O estudo mostrou que, em comparação com pessoas sem afiliações espirituais, religiosos tendem a apresentar uma maior atrofia na área cerebral do hipocampo, sejam eles ligados a grupos organizados ou independentes. A região do hipocampo é central na assimilação de emoções e na transformação de memórias de curto prazo em lembranças duradouras, além de ser vital para a manutenção de outras funções cerebrais.

Para a realização do estudo, os pesquisadores usaram a técnica da ressonância magnética funcional (fMRI) para medir o volume do hipocampo de 268 homens e mulheres com 58 anos ou mais. Os participantes haviam sido recrutados para um estudo sobre depressão na idade madura, mas responderam uma série de perguntas ligadas às suas crenças religiosas e foram também avaliados e separados de acordo com a expressão da sua fé.

Além de separados entre religiosos e não-religiosos, dois grupos específicos foram divididos entre os deístas – cristãos renascidos (‘born again christians’) e aqueles que tiveram experiências religiosas marcantes e que mudaram suas vidas.

O resultado mostrou uma diferença significativa na atrofia do hipocampo dos indivíduos que reportavam experiências místicas marcantes, em comparação com não-religiosos ou mesmo com religiosos que não tiveram revelações tão grandiosas. Os acadêmicos estipulam que a diferença possa ser causada pelo stress vivenciado por esses indivíduos, que, com o tempo, pode prejudicar a área do hipocampo.

O estudo é um dos poucos a focar nos efeitos de longo prazo no cérebro de religiosos. Diversas outras pesquisas da área de neurociência investigaram o efeito de técnicas como a meditação e a reza, grande parte delas descobrindo efeitos bastante positivos – redução de depressão, ansiedade e melhoria na função cerebral.

A pesquisa completa pode ser lida aqui.

Comentários

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4 Comentários

  1. Novidade que, com certeza, será repercutida à exaustão pelas diversas comunidades atéias. Como compensação por estes dias foram descobertas as ruínas do palácio do rei Daví, personagem que historiadores revisionistas insistem nunca ter existido. E assim vamos indo, neste pingue-pongue existencial, com cada lado querendo apresentar a prova definitiva de que o outro está errado e de que não passa de um ignorante desprezível.

    • Valdete disse:

      Mas a pesquisa não taxa ninguëm de ignorante. Comprova q as emiçoês fortes aflugem o cerebro, só isso. O é facilmente aceito se lembrarmos do conceito de somatização.

  2. Artur Moraes Costa disse:

    Queria ver o resultado da pesquisa no cérebro de quem é torcedor de futebol e outras áreas afins. Será que achariam hipocampo para fazer a ressonância?

  3. jones disse:

    SAbe, está correta a constatação, embora duvido que seja realmente científica. MAs a experiência espiritual de alguém com Jesus Cristo faz que sejam estirpadas da cabeça do cidadão as áreas onde os mais diversos problemas se concentram… então fica vazia a área da difamaçào, do roubo, da menira, da prostituição e adultério, enfim, todos os campos envoltos em pecado acabam murchando pela ausência de conteúdo…
    Se isso fosse ruim, como que um cidadão passaria a ser mais feliz justamente depois de experimentar a Cristo na sua vida?
    Experiências com Deus nos fazem o melhor e mais intenso bem de todos… e é de extensão eterna!!!
    JoNeS

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