Eli Vieira: ‘A imagem que a ATEA criou dos ateus me envergonha’

Eli Vieira, no Facebook1

Quando eu achava que a ‪#‎ATEA‬ não poderia descer mais ainda o nível, eles zoam uma garota que perdeu o filho depois de uma cirurgia. Eles acharam engraçado que a garota estava com fé em Deus que o filho fosse sobreviver, o que infelizmente não aconteceu.

A pessoa que fez essa piada está tão cega de fanatismo pelo ateísmo que está mais interessada em tripudiar sobre o “fracasso” das orações da jovem mãe do que em respeitar seus ferimentos psicológicos da enorme dor que é perder um filho. Talvez uma dor que um ateu cissexual, homem, heterossexual e de classe média jamais experimentará na vida dele. Uma dor que, para enfrentar na vida, é preciso muito mais coragem que a “coragem” de afrontar uma sociedade majoritariamente teístas com chistes hereges de baixa criatividade e péssima qualidade, e escondendo a cara por trás de uma instituição cujo presidente tem a pachorra de louvar o proselitismo ao melhor estilo infantil “se eles podem eu quero também”, ignorando se o que eles “podem” é certo ou errado, desejável ou indesejável, de consequências positivas ou negativas.

A quem interessar possa: acompanhei essa tal de ATEA desde antes de sua fundação. De seus bastidores e representantes conheço bastante, também. Comecei esse hobby de comentarista público falando do meu ateísmo, que hoje é um detalhe quase irrelevante do meu humanismo secular.

Não tenho nada com essa associação, mantenho distância, não quero ser confundido com ela, nem quero que ela se arvore de prerrogativas de falar por ateus humanistas como eu. Sua página no Facebook é uma vergonha, sua atuação positiva é eclipsada por esta atuação negativa constante, e a imagem que a ATEA criou dos ateus me entristece, me envergonha, me revolta e me enoja. Não quero mais que os administradores da página da ATEA republiquem qualquer coisa minha por lá. Até já roubaram imagem que criei sem dar o crédito, fazendo alterações. Pessoas que convidam a associação para mesas redondas e iniciativas de tolerância religiosa precisam estar informadas da conivência da associação com a intolerância religiosa em seu veículo de mídia mais influente.

P. S.: Para quem quiser ver o crime descrito neste post: não vou repostar aqui, está no Bule Voador.

dica do Sidnei Carvalho de Souza

Comentários

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1 Comentário

  1. sleiman disse:

    Existe um versículo Bíblico que diz: “reinos que se dividem não subsistirão”. Os evangélicos, sempre oba-obas, nem percebem que estão infringindo “esse toque de deus”, pois, a cada dia, brota uma nova denominação para defender o “verdadeiro” sentido do que seja deus.

    E não é que esse erro também tem ocorrido entre os que não creem? Na obra de Machado de Assis “A igreja do Diabo”, podemos ler: “há muitos modos de afirmar; há um só de negar tudo”. Parece que o Eli, por um detalhe de divergência, quer acabar com essa tese do maior escritor da Literatura Brasileira…

    Devo discordar, portanto., desse novo, mas excelente espírito

    Não importa a forma, se correta ou não; se atabalhoada ou não. O lance é negar. Não negar por negar, mas negar, porque negar é bom, quando o assunto é crer no absurdo.

    Reconsidere, meu bom rapaz…

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