Fábrica de iPhone na China pede para funcionário tirar a blusa para provar que não tem tatuagem

Mulheres grávidas, pessoas com mais de 35 anos e menos de 1,50m também são proibidas de trabalhar

Na China, tatuagens são associadas a criminosos (foto: Arquivo)

Na China, tatuagens são associadas a criminosos (foto: Arquivo)

Publicado originalmente em O Globo

Uma fábrica de iPhone na China pede que seus funcionários tirem a camisa para provar que não têm tatuagem. A ausência de desenhos na pele é apenas um dos pré-requisitos para atuar na fábrica, que também não contrata mulheres grávidas, pessoas com menos de 1,50m, profissionais com mais de 35 anos de idade e ainda aqueles de determinados grupos étnicos, de acordo com o Yahoo! Finance. Tradicionalmente, os chineses associam tatuagens ao crime.

O China Labor Watch infiltrou profissionais nas fábricas usadas pela Apple em períodos de duas a seis semanas e encontrou um pôster na Pegatron que informava as restrições. Na AVY, subsidiária da Pegatron, os funcionários eram solicitados a tirar a camisa. Também na AVY, além das tatuagens, marcas de queimadura de cigarros e penteados “diferentes” ou cabelos coloridos não são tolerados.

Quem atua nas fábricas chinesas costuma trabalhar mais de 60 horas por semana, ganhando cerca de R$ 3 por hora.

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