Sou evangélica e a favor da legalização do aborto

Talita Ribeiro, no Cem Homens

Não comente antes de ler. Este é o meu primeiro pedido, porque sei que muitos terão vontade de fazer isso após verem o título desse post. Mas, por favor, tente aguentar só um pouquinho a necessidade de impor a sua opinião e sua “moral” antes de entender o que o outro, nesse caso eu, pensa. Sei que com esse texto estou abrindo um imenso teto de vidro para pedras que virão de variados lados, porém, acho importante lançar este debate no meio das mulheres cristãs.

Eu não sou a favor do aborto, mas sou a favor da legalização dele até o início do terceiro mês de gravidez, para que mulheres não continuem morrendo após a intervenção em clínicas clandestinas e em condições precárias, para que mulheres não continuem sendo marginalizadas após um ato de escolha sobre o seu corpo, com base nas suas crenças e realidade. Sou absolutamente contra a imposição da minha fé e meus preceitos morais a todxs.

Se Deus, que é Deus, deu livre arbítrio aos seres humanos, por que eu, que sou apenas uma “pessoa”, defenderia intervenções legais que limitam e, muitas vezes, condenam mulheres à morte e a complicações psicológicas e de saúde? Com base na minha fé eu faço as minhas escolhas e espero que todos tenham esse direito. Porém, sei bem que como sociedade temos que viver de acordo com algumas regras, baseadas em algo comum a todos, como a racionalidade, por isso a observação sobre a legalização até a 8ª semana de gestação, quando o embrião é o que eu chamo de “possibilidade de vida”, não um “ser vivo”, já que ainda não tem atividade cerebral.

Segura o dedo antes de me xingar! Quando uma pessoa deixa de ter atividade cerebral nós a consideramos morta, não é? É morte cerebral e ninguém discute isso. Por que eu deveria tratar um embrião – ele ainda não é nem um feto -, como um ser humano vivo, se ele não tem sinapse  e é apenas uma possibilidade de vida, que depende 100% do corpo da mulher para se desenvolver? Um embrião não se desenvolve se a mulher que o carrega não estiver… Viva. Quem nós devemos proteger, então?

Sempre quando leio “a favor da vida”, fico pensando porque quem consegue ver vida até em um embrião não consegue enxergar o óbvio, a vida da mulher que o carrega, mesmo sem querer. “Mas ela deveria ter evitado.” Você sabe em que contexto esse embrião foi gerado? Em uma cultura em que a mulher é “sempre culpada”, não é de se estranhar que ninguém se dê ao trabalho de olhar de forma mais ampla a questão do aborto e da sexualidade no Brasil e no mundo.

A violência sexual contra mulheres ainda é um tabu para boa parte da nossa sociedade, que prefere dizer que nós “provocamos”, “procuramos”, “não evitamos”… A encarar que NADA justifica um estupro. “Ah, mas nesse caso a mulher já pode abortar.” Pode mesmo? Mas só se ela assumir que foi estuprada e estender a humilhação de ter sido violentada por delegacias machistas, juizados de um estado que finge ser laico, hospitais superlotados, médicos que não querem realizar a intervenção, os vizinhos que “desconfiam”, religiosos que a condenam…? E só se der a “sorte” de morar em uma cidade com centros de referência, não é?

É injusto. É violento. É desumano. E se eu sou cristã e a bíblia diz que nós vivemos através da compaixão, da misericórdia e do perdão que compartilhamos, não posso aceitar isso. E mais, não posso apoiar que o estado intervenha nas decisões de uma mulher com base nas minhas crenças. Porque, como o Pr. Ed René Kivitz colocou em uma entrevista, “se quiserem construir uma sociedade que apedreja e condena pecadores, nós vamos apedrejar uns aos outros e o último apedrejará a si mesmo e morrerá. Não se constrói uma sociedade que discute pecado e penaliza o pecado. Não se deve julgar, mas discernir o que é certo, o que eu quero ou não pra minha vida, e respeitar e acolher o outro que escolhe diferente”.

É disso que estou falando, do direito do outro fazer inclusive o que eu acho errado. Até porque faço várias coisas que são condenáveis em outras religiões e, sendo sincera, na minha também. E ficaria muito incomodada se o estado quisesse tomar o lugar de Deus e me julgar por esses atos ou impor como devo ou não me relacionar com o meu corpo. “Mas isso é só a sua opinião contra a bíblia”, não, isso é só a minha opinião com base na história de Jesus que é contada na bíblia. Duvida? Então leia a passagem João 8, do versículo 1 ao 11.

O meu Deus é o que não deixa uma mulher ser apedrejada em praça pública, que levanta uma juíza como Débora para libertar seu povo, que escolhe uma prostituta para andar ao seu lado, que cura uma mulher que todos evitavam, que ressuscita/sara uma menina considerada morta, que ama e honra as mulheres. Não o que as subestima ou tenta domá-las, esses são os religiosos, que não merecem a minha fé, voto ou apoio.

Comentários

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11 Comentários

  1. Paulo disse:

    Algumas coisas devem ser colocadas aqui: Deus nos dá o livre arbítrio sim, mas não poupa de mostrar aquilo q é pecado e o q não é pecado; nenhum direito pd ser maior do q o outro a não ser q a CF legitime isso; a teologia feminina é uma parte de uma verdade não é uma verdade plena; aborto é um crime pq atenta contra um dos maiores bens do ordenamento jurídico interno q é a vida; embrião é vida sim aos olhos de Deus pq a vida começa e se inicia com ele. Aqui estão as minhas ponderações espero ter ajudado em alguma coisa.

  2. CLAP CLAP CLAP te aplaudo em pé! Sou agnóstica e também sou a favor da legalização do aborto.
    Quem não concordar basta não fazê-lo! Mas que a lei não impute essa violência ao MEU corpo! Eu decido soberanamente o que fazer ou não com ele!

  3. Lemes disse:

    Não concordo com esse raciocínio…pois se não interferirmos em alguém que tem morte cerebral a tendência é ele passar para a morte física. Já no caso do feto, se não interferirmos no que ainda não é vida (o que não concordo) a tendência é passar para uma vida plena…péssima comparação….Concordo com a Bia que ela tem direito a fazer o que quiser com seu próprio corpo, mas acontece que o feto é um outro ser e um outro corpo.

    • Que neste caso anula todo e qualquer direito, sentimento, perigo em relação ao corpo que o carrega se partrmos para esse tipo de raciocínio. Só quem carrega um filho indesejado, advindo de uma violência, falha de contracepção , num momento inapropriado (sim, filhos são pra vida toda e requerem cuidados, investimento e mudam a vida permanentemente, principalmente a da mãe) consegue entender o tanto de outros direitos que esse suposto “direito à vida” tolhe.

  4. Isaias disse:

    “CLAP CLAP CLAP” Lemes “te aplaudo em pé!” minhas consideração.

    1º sobre o feto fico com as palavras do Lemes : “Não concordo com esse raciocínio…pois se não interferirmos em alguém que tem morte cerebral a tendência é ele passar para a morte física. Já no caso do feto, se não interferirmos no que ainda não é vida (o que não concordo) a tendência é passar para uma vida plena, péssima comparação….”

    2º Estudos comprovam que mulheres sofrem transtornos psicologicos e fisicos depois de realizarem o aborto. Exemplo disso é o arrempendimento que muito delas sofrem a vida inteira, se formos falar de sofrimento psicologico por uma criança gerada pelo ato violento, devemos tambem falar dos arrempendimentos e transtornos que essa “mãe” irá passa, visto que, mesmo mantando o feto não irá apagar os momentos te tortura que a mesma passou, o pior de tudo que alem de não apagar pode piorar com o remorcio e arrependimento de ter matado uma VIDA. Aborto é uma balança e pesa pros dois lados.

    3º Alegar que cristãos estão tentando impor uma regra religiosa no pais laico é pura falta de argumento e conhecimento religioso, visto que, o cristianismo puro não é uma religião e sim uma mudança de vida, ou seja mudança de carater, onde a pessoa passa a mudar o modo que ver as coisas. Tendo dito isso eu posso afirmar que um cristão que possiciona contra o aborto não está impondo religiosidade e sim manifestando sua opnião, se seguirmos esse pensamento da altora do texto os cristãos perdem o direito de opnarem, pois suas opniões são imposição religiosa. Me polpe. Meu carater foi mudado por Cristo e hoje minha opnião é a de que um Feto é VIDA e eu a preservo indo contra ao aborto.

    4º Seu corpo é templo do Espirito Santo(1Coríntios 6:19) e antes de dizer: “o corpo é meu e faço o quero” medita nesse versiculo. Aconselho a orar e pedir direção para Deus sobre qualquer coisa que irá fazer na habitação do Pai.

    5º Uma solução para subtituir o aborto e problemas fisicos e psicologico da “mãe” seria a pilula do dia seguinte, simples e facil, sofreu violença procura um posto ou vai até a farmacia comprar, toma e “já era”, todos nois sabemos que tem um tempo( até que longo) para fecudação acontecer, então porque não utilizar esse metodo?? Outra dica : Caso já tenha fecontado e já esteja um feto em sua barriga, aguente os 9 meses de gestação por mais duros que seja(sei que é dificil) e depois de concebido entrega o mesmo a adoção caso não tenha despertado o seu amor materno pela criança no periodo de gestação( já que o amor de mãe para o filho cresce/nasce nesse periodo), pois matando a criança não fará você esquecer os momentos infernais de violência.

  5. Olá, Isaias!

    Decidi continuar o debate por aqui, porque acho ele bem importante para nós, cristãos.

    1- Não há como definir se um embrião irá se desenvolver ou não, o número de abortos espontâneos nos 3 primeiros meses é bem alto, chegando a quase 20%, se juntarmos a isso o número de bebês sem cérebro e de gravidez que coloca a vida da mulher em risco, só para citar alguns casos em que o aborto é aceito legalmente, temos variantes suficientes para chamá-lo de possibilidade de vida, não de “certeza”.

    2- Concordo que aborto não é uma escolha fácil e, por isso mesmo, só cabe a mulher definir se quer ou não fazê-lo, não devendo ser marginalizada por sua decisão. Concordo também que todas mereçam acompanhamento psicológico, para tratar traumas decorrentes ou não da interrupção da gravidez e também que devemos minimizar ao máximo as sequelas do procedimento, por isso sou a favor da legalização do aborto.

    3- Eu em momento algum digo que alguém deve ser favorável ao aborto, mas sim, que não deve querer impor a sua fé ou crença aos demais. Eu também sou contra o aborto, não faria, mas acho injusto que outras mulheres morram ao fazerem, só porque eu acho que é pecado e fico pressionando o estado para deixá-las na marginalidade. O texto não é sobre o que é “certo ou errado”, mas sobre a diferença entre estado e igreja. Um estado laico não interfere na fé, da mesma forma como não se deixa guiar por ela.
    Se a transformação é pessoal e espiritual, por que eu deveria querer que as leis humanas limitassem o direito de escolha do outro?

    4 – Esse argumento só é válido para quem acredita na bíblica e quem não crê? É obrigada a deixar que outros intervenham sobre o que faz ou deixa de fazer sobre o próprio corpo, com base num livro que não representa nada pra ela? Não é justo nem racional. Já imaginou se você tivesse que guiar os teus atos com base no Alcorão ou outro livro sagrado que não a bíblia? É disso que estou falando.

    5- Dá para ver que você é homem e que nunca sofreu uma violência sexual ao colocar que é “simples”, e que é “só ela aguentar 9 meses”. A pílula do dia seguinte não é, infelizmente, tão eficaz quanto adoraríamos que fosse. A mulher que sofre uma violência nem sempre consegue reagir de imediato e ir fazer a denúncia na mesma semana, dirá, no mesmo dia. E não deve ser você ou eu a definir o que é melhor para ela. Por isso defendo o direito de escolha e a autonomia sobre a própria vida. Se “tirar o embrião” não a fará esquecer a violência, garanto que não é mantendo uma parte do violentador dentro dela por 9 meses que isso ficará mais fácil ou menos dolorido.

  6. O Corneteiro disse:

    Muito interessante esta matéria e o debate… Boa pra tentar entender os pensamentos (os comentários) e o que é a vida na real e por outro lado o de estar numa zona de conforto sem pensar no próximo, tentar entender as condições e estruturas que temos como serviços de saúde (e outros, vide os protestos) apropriados (e temos para maior parte da população??? Um horror!) e o sistema em que vivemos ao redor. Eu percebi no todo que vai da matéria aos comentários como: excludência, preconceito, hipocrisia, anti-vida, individualismo, conservadorismo, alienação e outros… Eh necessário que textos como esse não só nesta área possam vir a público e provocar as pessoas a fazerem a sair um pouco de suas bolhas de irrealidade ou do seu pedantismo de conceitos de causa advindas de seus conhecimentos e teses, por outro lado também que não possamos cair num determinação única ou irrisória da superficialidade de se resolver porque a vida é minha e faço o que quiser ou segundo a minha religião tem que ser assim ponto final… nas transformações novas avaliações são necessárias para se buscar caminhos apropriados, tentar entender e amenizar o sofrimento humano. A sociedade é um conjunto de grupos que tem que tentar aprender a andar juntos e as radicalidades são coisas que nos cegam e não faz a chegar a lugar nenhum.

  7. Isaias disse:

    Bom Dia Talita, obrigado por responder 🙂

    Antes de começar gostaria de pedir desculpa, pois no meu comentário anterior eu acabei expondo minha opinião sobre o texto escrito por você e sobre os comentários da bia (hehehe), gerando assim uma confusãozinha.

    Bom, então vou explicar o item 4 foi para a bia, como ela é agnóstica que pra mim seria em cima do muro(acredita mas não acredita), caso resolva acreditar então deixei um conselho (rsrsr).

    Agora referente aos tópicos:

    1º Nesse item acho que você deixou escapar uma palavra que tem um significado muito importante no meu comentário. Essa palavra é “Tendência”, em momento algum eu disse que é “certeza” de vida e sim que é uma tendência, ou seja, mais de 50% das gestações são bem sucedidas, fora que esses 20% citados por você podem cair, visto que, muitos dos abortos espontâneos são por negligência ou descuido das mães, como por exemplo: minha mãe que foi arrastar um guarda-roupa no período de gestação e acabou perdendo o filho. E outros casos são por ingerir substâncias toxicas e por ai vai.

    2º O que eu quis dizer é que o aborto pode ser e também pode não ser a solução para a vitima de violência sexual. Não podemos dizer que isso irá amenizar a dor da vitima, não que você tenha dito isso, mas quando se fala dos prós também devemos falar dos contra e senti que faltou tais itens no seu texto, sendo assim deu a impressão que isso seria o melhor a se fazer(posso ter cometido um equivoco quanto a essa interpretação). Contudo, o aborto é uma balança cabe a vitima se orientar e decidir, porem estando ciente que ambas as escolhas tem seus pros e contras.

    3º Vamos lá vou tentar explicar bem explicado esse ponto. Primeiro: toda crença tem uma base, seja ela religiosa ou cientifica, crença sempre terá uma base. Se a crença não tiver base solida(verídica, comprovada, fato) isso é fé. Dito isso a crença é tudo aquilo que eu acredito, ou seja, eu acredito que o aborto é um assassinato, com base religiosa e cientifica, já tem gente que é contra o aborto com base em escritos de Sócrates e por ai vai, então, o texto, pode não ter relação entre o “certo e errado”, porem o tema sim, visto que, o Aborto é considerado por muitos e inclusive a igreja como assassinato e essa crença tem como base não só a religião e sim a ciências e escritos de pensadores. O tema vai de encontro aquilo que as pessoas acreditam, abrir mão do aborto pra muitos e inclusive eu é abrir mão de assassinato, a criança não tem culpa de nada do que aconteceu. A Igreja pode ser vista como alvo, pois é a que está em mais evidencia na luta contra o aborto, porem muitas pessoas que não são cristãs são contra também. Vivemos em uma democracia e a igreja não está impondo sua crença e sim usando o seu direito democrático de se opor ou ser a favor das leis de seu país, vale ressaltar que esse direito só é valido quando se essa crença tem bases solidas . Se formos abrir mão do que acreditamos para não correr o risco de impor algo a alguém, então libera pro PCC matar e roubar, porque eles acreditam que isso é certo. O artigo 157 seria uma imposição de crença em um grupo como esse?? acredito que não, como vivemos na democracia onde a grande maioria acha roubar errado, logo esse Artigo é valido.

    5º Uma dica: nunca retire do texto dos outros palavras descontextualizadas, pois dá impressão de que você está tentando manipular a opinião do seu leitor, quando digo “Simples” estou me referindo ao procedimento da pílula, onde a vitima pode tanto ingerir como adquirir sem dificuldades, em momento algum me referi a violência sexual como sendo algo simples e sim o procedimento para evitar a gestação indesejada, agora pergunto a você qual é o mais simples, comprar e tomar a pílula ou enfrentar toda uma burocracia, exposição e um monte de outras coisas referente ao aborto?? Talvez você responda que liberando o aborto essa pratica também ficaria mais simples e eu te pergunto novamente, será?? Haja vista que a liberação será para pessoas que sofreram abusos, ou seja, abrirá um inquérito, será feito uma pericia para saber se realmente houve violência ou não, e se a vitima de fato foi violentada e mesmo assim não for comprovado??? Como que fica essa mulher perante a sociedade, muitos iriam dizer que ela é mentirosa e seus problemas só agravariam. Outra coisa que me deixou chateado é que você alem de descontextualizar o “Ela agüenta 9 meses” você ainda inseriu o termo “só”, tornando minha citação para o leitor leigo de que eu menosprezei as vitimas de violência sexual, quando na verdade o texto original (que irei citar abaixo) mostra o quanto eu sei que é difícil para uma pessoa que passou por isso, conviver com a criança dentro dela, porem eu aconselhei a não matar a criança, pois esse ato não trará paz nem esquecimento do acontecido, mas pode trazer agravo, com o sentimento de culpa e remorso.

    Texto original: Caso já tenha fecundado e já esteja um feto em sua barriga, agüente os 9 meses de gestação POR MAIS DURO QUE SEJA (SEI QUE É DIFICIL) e depois de concebido entrega o mesmo a adoção caso não tenha despertado o seu amor materno pela criança no período de gestação( já que o amor de mãe para o filho cresce/nasce nesse período), pois matando a criança não fará você esquecer os momentos infernais de violência.

    obs: a pílula do dia seguinte tem sua ação máxima até 72 horas( 3 dias)depois do ato, quando mais rápido tomar melhor o efeito, sendo assim ela não precisa de tomar “no mesmo dia” e como a OBTENÇÃO da pílula é simples, não precisa de fazer denuncias nem nada do tipo.

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  9. José Tiago disse:

    Aborto é assassinato! Tinha que ser protestante (prostituição do Cristianismo)a autora do infeliz texto. Eis os frutos deixados pelo deformador Lutero.

  10. Franco disse:

    Desculpe, mas se eu defender “o direito do outro fazer inclusive o que eu acho errado”, como cristão não estarei sendo nem sal nem luz.Serei mais um que guarda os valores para si.Ficaria de bem com todo mundo, mas não seria cristão. Conformar-se com a Babilônia?
    O mundo pode até achar a morte de bebês uma “escolha”, mas não os embaixadores do Reino. Nascer é sempre melhor do que não nascer, pelo menos para quem crê no Cristo. Desculpe, não sei se esse seu cristianismo tem fundamento.

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