Mulheres mais inteligentes estariam menos dispostas a ter filhos, aponta estudo

Garota na frente do Espelho – Pablo Picasso

Garota na frente do Espelho – Pablo Picasso

título original: Mulheres sem filhos, essas perdedoras egoístas…

Claudia Belfort, no Estadão

Mulheres mais inteligentes estariam menos dispostas a ter filhos, mas elas seriam no final da vida egoístas e perdedoras. Sim, essa sentença é a conclusão de uma pesquisa do psicólogo Satoshi Kanazawajá, da London School of Economics. O estudo relaciona o quociente de inteligência – QI com o desejo de ser mãe e mostra que  a cada 15 pontos extras no QI a vontade de ser mãe cairia em 25%.

Parte da pesquisa foi parcialmente publicada num dos capítulos do livro The Intelligence Paradox: why intelligent choice isn’t always  the smart one. E eis que no capítulo 12 a mulher que opta por não ter filhos descobre que suas vidas não terão significado.

Para Kanazawa, deixar de ter filhos é abrir mão do objetivo final da existência biológica de uma mulher (gente, eu não acredito que estou lendo/escrevendo isso em 2013) porque elas “não cumpriram o fim último de toda existência biológica…Os seres humanos não são projetados para a esterelidade voluntária”, está aí abaixo, veja, bem na abertura do capítulo.

Entendo que ele tente circunscrever a análise de seus dados a partir de um pressuposto biológico, mas quantos julgamentos morais têm por base esse argumento?

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