A banda Catedral e o juízo gospel

Uma manchete um tanto malandra e o rastro de destruição estava feito. Mais um capítulo do livro “Cheguei bem a tempo de ver o palco desabar”

A banda Catedral: do circuito religioso carioca para o "Disk MTV", "Rock Gol" e para o alvo do farisaísmo evangélico

A banda Catedral: do circuito religioso carioca para o “Disk MTV”, “Rock Gol” e para o alvo do farisaísmo evangélico

Publicado por Ricardo Alexandre

Apesar te haver me convertido ao cristianismo de tradição protestante antes mesmo de começar a escrever profissionalmente, sempre fui desconfiado de qualquer coisa parecida com o que é conhecido como segmento “gospel”. Nunca cogitei me alinhar com tal target nem como profissional muito menos como consumidor e, se você me permite generalizar, sempre achei que a música evangélica era, no fundo, uma saída fácil para que artistas sem chance no mundo pop pudessem dar seus autógrafos, ter seus produtos licenciados e viver seu sonho de star. O chamado “rock gospel” do início dos anos 1990 não diminuiu minha antipatia, muito pelo contrário. Música para mim sempre foi assunto sagrado demais para ser profanada por pseudos.

Mas aconteceu que em 1999 a gravadora WEA anunciou a contratação do grupo carioca Catedral, embalado naqueles típicos projetos de marketing vergonhosos vindos de grandes gravadoras: a multinacional queria oferecer a banda como uma espécie de substituta da Legião Urbana, especialmente do lado mais espiritualizado e “conselheiro” da banda de Brasília – dali alguns anos, de fato contrataria o tecladista da Legião, Carlos Trilha, para produzi-los e reforçar a conexão. Do lado do quarteto evangélico, o desejo declarado era romper com o mercado dito gospel e avançar para o mercado dito secular, passo que se anunciava já havia alguns anos, em músicas cuja temática religiosa eram mascaradas em letras de amor.

O Catedral havia surgido em 1988 fazendo um som que em nada lembrava a Legião nem suas matrizes estéticas. Mas encontrou seu nicho de mercado no mesmo balaio que deu certa (má) fama ao grupo Cogumelo Plutão, por exemplo, o de pretensos estepes do grupo de Brasília. Em tempos em que o “serviço de implantação de novos produtos no mercado” andava de vento em popa entre as gravadoras e as rádios, a música “Eu quero sol nesse jardim” já tocava em FMs jovens.  Nem a Legião Urbana soaria tão caricaturalmente Legião Urbana quanto naquela balada de violãozinho com vocal empostado e letra sobre jardins, luz da manhã e azul do céu. Marcelo Bonfá chamou o grupo de “cópia paraguaia”; Dado Villa-lobos de “Denorex” (o xampu do slogan “parece, mas não é”).

Recebi o disco na redação da Usina do Som e encomendei ao talentoso repórter Ricardo Pieralini que visitasse o Catedral e descobrisse aonde eles queriam chegar com tudo aquilo. Lembro de tê-lo advertido de que dinheiro era a menor das tentações, uma vez que o mercado gospel já era muito mais promissor do que o mercado secular, realidade que só se acentuou nos anos seguintes. E o repórter foi em sua missão.

Pieralini voltou dizendo que, sem compartilhar da minha desconfiança, não havia encontrado nada além do que encontrava em todo artista que entrevistava: quatro pessoas querendo atingir um número sempre maior de pessoas. Na verdade, penso hoje eu, o Catedral tentava fazer na época, com o talento de que dispunham, o que um número razoável de bandas cristãs brasileiras tenta fazer atualmente: dar um passo fora do seguro target gospel, dialogar com a sociedade, e influenciá-la como fizeram Bob Dylan ou o U2. Mas o Catedral não sabia se explicar e ninguém parecia muito interessado em entendê-los. Tínhamos, pelo menos um título chamativo – ou apelativo, se você preferir, para buscar audiência na home do site, àquela altura o maior sobre música da América Latina, com mais de um milhão de usuários cadastrados: “A igreja é uma merda”.

No terceiro ou quarto parágrafo do texto, a um clique de distância, a frase era explicada. A banda dizia, ou queria dizer, que, artisticamente, manter-se restrito ao circuito formado por frequentadores de igreja, é um beco sem saída, é restritivo, uma porcaria, um cocô, uma merda. Foi um título maldoso, não posso negar, minha máxima culpa. Não mais maldoso do que as maldades que eu já reservei ao Cidade Negra, é verdade, mas ainda assim pilantra, um tipo de manchete que só se explica no meio do texto, uma técnica que eu me recusei a repetir desde então, por mais ingênuo e despreparado que seja o artista que deixa escapar uma frase como essa.

A diferença entre o Cidade Negra e o Catedral é que a maldade em direção a estes me levaram a conhecer as profundezas do farisaísmo gospel. A “notícia” de que o Catedral haveria “renegado”, “apostatado” e “zombado do corpo de Cristo” grassou com uma velocidade absurda, sem tempo para contextualizar a frase infeliz. Aquele foi o conteúdo mais acessado do site até então. Lembro de, no sábado, dia seguinte à publicação, descendo em direção ao litoral, ter cruzado com nada menos do que três rádios evangélicas repercutindo a notícia, nunca consultando a banda, sempre em tom de impiedade e condenação. A gravadora MK Publicitá, responsável pelo lançamento dos seis álbuns anteriores do grupo, aproveitou para fazer marketing e anunciou imediatamente o recolhimento dos álbuns, por causa da “quebra de compromisso” do grupo com a igreja. Vários pastores e músicos vieram a público praticar o velho esporte de arvorarem-se santos diante do que supunham ser o desvio dos outros.

A repercussão foi tanta, e as pressões da gravadora tamanhas contra um site que, de fato, dependia da simpatia das companhias, que decidimos tirar a reportagem do ar na segunda-feira, deixando um rastro impressionante de destruição.

Combinei com Pedro Só, meu diretor, que eu em pessoa conduziria uma grande reportagem sobre o mercado gospel – desde aquela época sinônimo de audiência e controvérsia, tudo pelo que babávamos diariamente. Seria a primeira vez em sete anos de carreira que eu escreveria algo relacionado a religião.

Meus primeiros entrevistados foram justamente os músicos do Catedral (o fair-play em me receber cordialmente, em meio à tormenta em que se meteram, é gesto de nobreza de espírito que me impressiona até hoje). A partir dali mergulhei no enxofre: travei uma hora de conversa surreal com a bispa Sônia Hernandes em que ela começava tentando me convencer de suas boas intenções em registrar a palavra “gospel” em seu nome e terminava chorando nervosamente; me impressionei com o pensamento vivo de Yvelise de Oliveira, dona da MK Publicitá, segundo o qual os desejos mais elevados de todo artista gospel não eram maiores do que dar autógrafo e tirar fotos ao lado dos fãs; e fui verdadeiramente iluminado por uma professora de música numa faculdade de teologia batista, quando ela me chamou a atenção para o macaqueamento dos modelos americanos entre os góspeis brasileiros.

Guardo essas entrevistas em cassete até hoje. Teria rendido uma reportagem histórica, mas a bolha da internet estourou e os jornalistas com os salários mais altos foram os primeiros a serem cortados de suas redações. O Catedral lançou outros discos pela WEA, frequentou o Disk MTV e o Rock Gol, tornou-se ainda mais parecido com a Legião Urbana, processou a MK Publicitá, ganhou, e entrou na década de 2010 com um trânsito razoável entre os dois mercados. (O gospel brasileiro é o único gênero musical em que os próprios artistas pensam em termos de “mercado” como se fosse um contingente artístico). Os músicos brasileiros de matriz cristã consideram o evento “Usina do Som” como um marco para que outros nomes se acovardassem em dar o passo fora de seu segmento. A Usina do Som, gastando em banda pelo sucesso de público e sem ideia de como reverter isso em receita, foi diminuindo de tamanho até fechar em 2005, justamente o ano do advento da web 2.0. E eu aproveitei o tempo livre para finalmente terminar meu primeiro livro, Dias de luta: O rock e o Brasil dos anos 80.

Comentários

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31 Comentários

  1. F. Neto disse:

    apresentei um evento de aniversário de Diadema – SP, e a banda catedral era a contratada para fazer o “show” e como até pouco tempo era conhecida como uma banda evangélica, estavam presentes muitos evangélicos, esperando ouvir músicas de teor cristão e, não foi o que ouviram… E a banda percebendo a frustração do povo, fez questão de deixar bem claro que não eram mais uma banda evangélica e sim, secular. Então, eles próprios optaram por isto. Agora o que não dá, é acender uma vela pra Deus e outra para o diabo, né? Ou Deus, ou Baal. E por mais arcaico que os pseudos teólogos dos tempos modernos possam achar, “…Não podemos participar da mesa do Senhor e da dos demônios ao mesmo tempo”. Acho que isto ainda está na Bíblia. Ou não?

    • Emerson disse:

      Me diga uma coisa … vc só realiza atividades cristãs durante o seu dia? Vc nunca faz nada de “secular”, nem mesmo chupar uma balinha sem agradecer antes a Deus? Ahhh … vc faz né? Então vc também serve a 2 senhores …
      Pq um artista cristao nao pode cantar musicas seculares e algumas vezes, cantar ou gravar uma canção cristã? Se ele sentiu vontade de louvar a Deus durante a execução de seu trabalho (cantar músicas seculares), Glória a Deus por isso!!!!

  2. Eu não devo estar numa hora legal… li 3 vezes e NÃO entendi nada deste artigo a-banda-catedral-e-o-juizo-gospel/ Publicado por Ricardo Alexandre

    • jomas disse:

      Pr. O autor admite ter usado de má fé, mas não teve peito suficiente pra pedir perdão, ele culpa o meio gospel de farisaísmo, mas ele não foi menos farisaico. Seria como se em uma entrevista Caim dissesse que foi meio chato matar Abel, mas, também, a culpa foi dele que jogou fortemente sua cabeça num salto alucinado chocando contra o pedaço de pau ou a pedra que Caim trazia por acaso em uma de suas mãos.

  3. Otto Nelson disse:

    A pergunta mais frequente quando se falava sobre música nos anos 80 e 90 no meio evangélico com certeza era se ouvir música mundana (secular) era pecado e como eu ouvia os dois gêneros logo descobri que só haviam dois tipos de música , a boa e a ruim e o pecado estava no gosto musical do ouvinte.
    Há músicas seculares que são verdadeiros hinos sacros e há músicas evangélicas que o pecado habita entre
    seus acordes e letras. Sigamos o conselho do apóstolo Paulo, retendo sempre o que é bom.

    • irmão Otto Nelson, muitos daqueles de 80/90 que pensavam que podiam servir a 2 senhores, louvar com músicas profana quero dizer ‘secular’ (a palavra secular dói menos, é mais light), um pé na igreja e outro no mundo…hoje ou estão desviados, ou se tornaram apostatas…

  4. Fabrício Miller disse:

    Eu gosto do som do Catedral, curto desde os discos mais antigos e tal, mas me incomoda essa falta de identidade musical dos caras. Nem sou daqueles que jogam pedras neles, não acho que sejam hereges ou coisa do tipo e sei que são evangélicos membros da Igreja Presbiteriana de Mesquita, mas eu acho estranho demais no mesmo CD terem músicas de louvor a Deus e regravação de uma música da Laura Pausini, por exemplo (num CD solo do Kim). Ficou uma misturada musicalmente bizarra e eu chego a sentir vergonha de ver baladinhas românticas da banda (que eu até gosto) tocadas em eventos Gospel.

  5. Madson disse:

    Caro Ricardo Alexandre, sinceramente acredito que deveria retirar a primeira frase de seu texto. Não é um oxímoro, é um paradoxo de fato. Suas afirmações (ou praticamente confissões) não conduzem ao caminho comum esperado daquele que “conhece” o evangelho, o “convertido” ao cristianismo. Retirando a primeira parte você se torna o que é: um excelente blogueiro, escritor e crítico. Não assuma alguma condescendência como subterfúgio. Foi e pronto.

    Ouvi muito Catedral em minha adolescência. Tiveram seus comportamentos aceitáveis e outros não. Não precisamos lembrar de reportagem que fizeram sobre eles, basta lembrar a entrevista da banda concedida no programa do Jô. Ali eles revelaram sua “apostasia”, negaram publicamente que não eram banda gospel e que não possuiam vinculo com igreja. Não me venham com retórica falha ao afirmar que a banda seguiu uma linha “gospel” – que está mais para estilo musical do que para o sentido estrito da palavra – ela seguiu o que quis, deixou clara as intenções, arriscou, e deu no que deu.

    Agora nem me lembro o nome da colega que mencionou a substituição do Catedral pelo Oficina. Pelo amor de Deus, vai estudar musica e política e parar de falar besteira

    • João Marcos disse:

      “Não precisamos lembrar de reportagem que fizeram sobre eles, basta lembrar a entrevista da banda concedida no programa do Jô. Ali eles revelaram sua “apostasia”, negaram publicamente que não eram banda gospel e que não possuiam vinculo com igreja. ”

      você teria um link com a tal entrevista no Jô? é que há quase 10 anos eu vasculho a internet em busca dela e não encontro. como você falou com tanta propriedade, seria bom disponibilizar aqui nos comentários p/ todo mundo ver.

      • Muito boa lembrança João Marcos, sobre a ‘tristentRevista’ do CATEDRAL no Jô….

      • madson disse:

        Caro João Marcos, vou procurar também. Confesso que a tinha, em várias resoluções.
        Por ora, um pouco de história oral. Essa entrevista gerou traumas em mim. Confesso que possuia todos os albuns da banda. O que mais me recordo eram as esquivas até que o Jô, com aquele jeito peculiar e grosseiro por vezes cercou: “mas aqui, vocês são ou não são banda gospel”. A resposta era que apenas cantavam sobre amor, mas não eram banda gospel/ evangélica. Sem contar as entrelinhas absurdas do comportamento. Sinceramente eles pareceram desconfortáveis de serem chamados de cristãos, negaram isso o tempo inteiro.

        Mas vou fuçar o máximo. Devo conhecer alguém que tem… abraços

        • João Marcos disse:

          Poupe-se do trabalho, Madson.
          Essa entrevista nunca aconteceu e é a maior lenda urbana da história musical gospel desse país.
          Mas não se preocupe. Igual a você, há milhares que caíram direitinho no engodo.

          Abraço.

        • Viviane Reis disse:

          A banda Catedral e o juízo gospel (2) | Pavablog
          Como Kim diz nesse vídeo, você deve procurar um Psiquiatra,
          pois se você os viu no Jô, você precisa de um, já que eles NUNCA foram lá!
          Aceite que você foi enganado como muitos que acreditam nisso e fique em Paz!
          http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=uf-8E5F-698
          Kkkkkkk

          • madson disse:

            é, devo procurar mesmo… sumiu tudo (rsrsrs) mas não entendo o motivo da graça. Claro, ele foi mal interpretado e precisa de apologetas?

            Eu heim…

        • Zé Luís disse:

          Madson: O João Marcos tem razão. Também ouvi falar dessa entrevista que não existiu. Ela foi amplamente divulgada numa época onde a internet não era tão acessível como hoje.

          Certa vez, repassei o “hoax” repassado pela MK (isso sim uma vergonha) e me pediram para checar a fonte… que não existe.

          Estes boatos, mentiras, são vistas o tempo todo nas redes sociais. Só que o prejuízo causado (e confessado pelo cidadão acima) ultrapassou os limites financeiros no caso da banda. E não foi pouco… 12 anos para ser apurado agora… e com agravante: ainda vai ter gente jurando que viu o programa do Jô… né?

          • madson disse:

            então mano… doireira… olha que estudo o imaginário social… eu confesso. Eu tenho certeza que tinha essa entrevista e que a vi… kkkkkk…. Agora como eu tinha essa entrevista e a vi se ela não aconteceu??

            Rapaz… que perigo… Eu já parei de ver televisão. Acho que vou parar de acessar a internet também… Só Cristo

    • Vinicius disse:

      Acho que só você viu esse programa do Jô! Já sei alguem te falou e você acreditou ? como muitos julgam sem saber a verdade parece papagaio so repete o que os outros falam. ah me manda o video do Jô com o Catedral.

    • jomas disse:

      Brother a banda afirma nunca ter ido ao programa do Jô e vira e mexe alguém diz isso. Você assistiu ao programa ou ouviu falar? Acho não um ato de apostasia, mas uma constatação de gigantesca burrice se eles realmente fizeram isso, afinal se o interesse dos caras era (como alguns advogam veementemente) dinheiro, por que perdê-lo ofendendo seu público e, mais bizarro ainda, por que negar se eles nunca saíram da igreja. Mano tem chipanzé nesse curral, cê não acha?

  6. Eu não sabia (ou já tinha esquecido), mas o irmão do Kim/catedral, o Cesar MOtta guitarrista/Catedral faleceu por uma fatalidade Dia 22 de julho de 2003 em um acidente de carro na Linha Vermelha/RJ, quando o veículo em que estava foi atingido por pneu que se desprendeu de um Monza que vinha em sentido contrário….muito triste saber disso…
    .
    O triste é que ele estava com a família, e havia acabado de chegar de um show do catedral
    .
    Pior é que o motorista do Monza é fã do catedral
    .
    muita tristeza

  7. Eu não sabia (ou já tinha esquecido), mas o irmão do Kim/catedral, o Cesar MOtta guitarrista/Catedral faleceu por uma fatalidade Dia 22 de julho de 2003 em um acidente de carro na Linha Vermelha/RJ, quando o veículo em que estava foi atingido por pneu que se desprendeu de um Monza que vinha em sentido contrário….muito triste saber disso…
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    O triste é que ele estava com a família, e havia acabado de chegar de um show do catedral
    .
    Pior é que o motorista do Monza é fã do catedral
    .
    muita tristeza

  8. Emerson Bahia disse:

    Legal o vídeo/resposta que a banda fez, só acho que eles não deveriam exigir desculpas de ninguém.

    O lance é perdoar e pronto. Bola pra frente. Isso sim é atitude. Esqueçam essa gente. O que eles (MK) fizeram/fazem, um dia, com certeza será cobrado. Nada passará impune.

    Falo isso de cadeira, por tudo que TAMBÉM passei nesse meio musical gospel, que é PODRE E NOJENTO.

    E tudo começou quando ouvi Catedral e achei que, pela música, também poderia falar do amor de Deus através de minhas canções.

    O que deu?

    Isso>>> http://emerson.bahia.zip.net/arch2008-04-20_2008-04-26.html

    Abraço!

  9. Edson Jumper disse:

    De fato, a entrevista para o Jô nunca existiu. Mas houve uma certa entrevista para o João Gordo, na MTV, em que os caras puderam falar da carreira secular e da música que faziam no momento. Passou longe da bobagem que a Usina do Som publicou, passou mais longe ainda da entrevista do Jô que não rolou, mas confesso que a postura do grupo durante a entrevista me surpreendeu negativamente, inclusive quando o entrevistador questionou serem ou não evangélicos e qual a diferença entre isso e o que eles diziam ser (protestantes históricos). A impressão que tive (posso estar errado, é claro) que tudo o que queriam naquele momento era não serem vistos ou chamados de evangélicos. Seria bom ter esse vídeo disponível e vê-lo novamente, assim eu poderia tentar mudar minha opinião, mas enquanto só tenho minha memória (falha quase sempre), fico com essa sensação estranha.

    • Emerson disse:

      meu amigo, eu mesmo tenho vergonha de me dizer evangélico, crente, “Gospel” … tenho me referido como cristão, se me perguntam de qual “igreja”, respondo batista, e tendo reconstruir na cabeça das pessoas o que significa ser um crente, pq desde o pentecostalismo (que são mais moderados), e principalmente os carismáticos com teoria da prosperidade …

  10. Marcio disse:

    “Foi um título maldoso, não posso negar, minha máxima culpa”. Palavras tem poder meu amigo, na minha opnião o que vc fez nao se faz com ninguém. Até hoje aqui na minha cidade a banda catedral é descriminada e rejeitada,e digo mais, por conta disso muitos jovens começaram a ser perseguidos dentro das igrejas por ouvirem as musicas da banda, alguns chegaram até ser expulso do rol de membros. curto a banda desde 1993 e mesmo depois de toda essa turbulência com a banda, ainda hoje em pleno ano de 2013 é a melhor banda de todos os tempos, e diga-se de passagem gospel ou secular como queiram, alias foi justamente nesta época de turbulência que eu como fã da banda conseguir ter a minha coleção completa de todos os cds ate então. Na época por conta disso uns “loucos”, aqueles que se dizem espirituais, mais que na verdade sao um bando de fariseus dentro da igreja, que acreditaram nessa historia logo de 1ª começaram a quebrar ou ate mesmo vender os cds e eu? rsrsrs…. aproveitei e comprei todos. Valew catedral!! Como vcs mesmos dizem em uma de suas musicas, ” Com Deus no coração sonhar é mais que realidade”. BANDA CATEDRAL é sinônimo de quebrar barreiras e levar ao mundo uma musica de conteúdo e qualidade, sem rótulos, sem preconceitos, sem drogas.

  11. felipe disse:

    nunca houve a entrevista no jó soares, nunca negaram a jesus, a MK perdeu milhões porque a banda catedral era a que mais vendia na epoca, a MK tinha que ter dado apoio ao catedral na epoca não virar as costas para o grupo.

  12. mikeias disse:

    A BANDA CATEDRAL É A MELHOR DE TODOS OS TEMPOS NAO TEM COMO NEGA ISSO, MESMO SENDO APEDREJADOS ELES SEMPRE CONSEGUEM ESTAR NO TOPO POR QUE DEUS ESTA EM PRIMEIRO LUGAR. E PARA ESSE PESSOALZINHO QUE FICA FALANDO BESTEIRA E ACREDITA EM BOATOS MEU AMIGO PROCURE AS INFORMAÇOES DIREITO ANTES DE FICA FALANDO BESTEIRA AI SOBRE A BANDA! QUEM FALA MAL SE DA MAL É QUE NEM A LETRA DOS FILHOS DE CAIM… A INVEJA MATA INVEJA DESTRÓI CORROI MOI DOI…

  13. Emanuel de Oliveira Quintana disse:

    Ao longo de 15 anos ouvi catedral, e continuo a ouvir e as letras e melodias sempre falam comigo, me animam e me motivam e isso que importa. O que uma “pessoa” pensa, diz ou escreve nao pode mudar oque eh atemporal!

  14. henrryk disse:

    vc encontra videos do inicio do seculo xx na internet e num vai encontra 1 entrevista do inicio dos anos 2000?Sou evangélico curto catedral, procurei essa entrevista varias vezes pra ver sobre a índole da banda e saber se são legais ou ñ e nunca achei, pl contraria so achei informações confirmando a farsa. enquanto se preucupam cm o que aconteceram cm outras pessoas a 14 anos atrás, estão deixando de pensar no Autissimo!

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