Twitter, Facebook e Google travam a #batalha das hashtags

Hashtag

Publicado na Veja on-line

Na semana passada, o Google comemorou 15 anos lançando uma série de atualizações do produto que o fez gigante: seu motor de buscas. Entre as novidades, uma foi revelada discretamente, por meio de seu engenheiro de software Zaheed Sabur na rede Google+: a possibilidade de realizar pesquisas usando hashtags, recurso símbolo do Twitter que permite acompanhar um assunto em tempo real na web, bastando para isso acrescentar o símbolo # ao termo que se quer buscar. O acréscimo da funcionalidade ao buscador mostra a força de um recurso que, há cinco anos, era mais conhecido como um símbolo usado em partituras musicais. Era a faísca que faltava para iniciar uma nova batalha digital.

Usada pela primeira vez na web em 2007 como opção para organizar assuntos no Twitter, a hashtag ganhou popularidade no microblog de até 140 caracteres. Resume ao site de VEJA o americano Adam Bain, presidente de receitas globais do Twitter: “A hashtag virou a fogueira da era digital. As pessoas se reúnem virtualmente à sua volta e, de uma maneira tão simples, conseguem se aproximar de pessoas que possuem o mesmo interesse.” Hoje, estima-se que entre 10% e 15% dos 400 milhões tuítes publicados diariamente tenham essa marcação.

Atentos a esse comportamento, Pinterest, Tumblr e Instagram aderiram rapidamente ao recurso. Neste ano – e de modo tardio –, foi a vez de Facebook e Google. Em junho, a rede de Mark Zuckerberg lançou a função para sua base de mais de 1 bilhão de usuários. A estratégia, no entanto, parece não dar certo. Segundo pesquisa divulgada em setembro pelo EdgeRank Checker, serviço especializado em métricas do Facebook, a chance de interação entre usuários durante um post é maior quando não há nenhuma marcação no texto. A explicação da companhia é plausível: “As pessoas não clicam em palavras que contenham o símbolo”, afirma. Há ainda outro agravante: muitos dos perfis na rede social são fechados, não permitindo assim a visualização e medição completa de um determinado tema.

Agora é a vez do Google. Depois de criar uma parceria mal-sucedida com o Twitter em 2010, na qual apresentava tuítes em seu serviço de pesquisa, a companhia americana integra a função a seu principal produto. É, sobretudo, mais uma tentativa para valorizar sua rede social, o Google+, produto ao qual a empresa tem dedicado mais atenção.

Por ora, o recurso está disponível apenas nas páginas americanas e canadense do site de buscas. O funcionamento é simples: o usuário faz a busca do termo desejado usando a hashtag (#) e o buscador procura respostas entre as postagens marcadas do Google+ (veja imagem abaixo). O resultado da busca é exibido na lateral direita da página de respostas. Outros links mostram ainda conteúdos encontrados nos rivais Facebook e Twitter – mas dispostos em segundo plano. O esforço pretende, é claro, manter os usuários mais tempo navegando nos serviços do Google, expostos portanto a mais anúncios — principal fonte de receita da empresa.

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