Ex-vereador de Curitiba é visto em briga de torcedores em Joinville

Juliano Borghetti é superintendente da EcoParaná, do governo estadual.
‘Eu me arrependo e por isso venho a público pedir desculpas’, diz Borghetti.

Publicado no G1

O superintendente da Ecoparaná, empresa vinculada à Secretaria de Turismo do Paraná, e ex-vereador de Curitiba Juliano Borghetti foi flagrado entre os vândalos que se envolveram na briga entre torcedores do Atlético-PR e do Vasco da Gama, no domingo (8), na Arena Joinville, em Santa Catarina. Borghetti aparece no meio dos torcedores no momento da troca de agressões.

Em nota, Juliano Borghetti afirmou frequentar jogos do Atlético-PR nos estádios há 30 anos. “Já estive em diversas cidades no Brasil e fora do país e nunca estive envolvido em nenhum episódio de violência. Foi uma atitude da qual me arrependo e por isso venho a público pedir desculpas. Reforço, porém, que não agredi ninguém, nem tampouco sofri qualquer agressão física na situação”, diz o ex-vereador.

Borghetti foi vereador entre 2009 e 2012. Ele, juntamente com outros parlamentares, foi autor de um projeto de lei, aprovado pela Câmara, que dispõe sobre a identificação de torcedores nos estádios de futebol da capital paranaense. Pelo texto aprovado, os clubes de futebol são responsáveis pela identificação dos torcedores na compra dos ingressos. A proposta tramitou na Casa após a confusão envolvendo torcedores do Coritiba que depredaram o Estádio Couto Pereira, após o rebaixamento do clube para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro, em 2009.

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Juliano Borghetti aparece na confusão envolvendo torcedores do Atlético-PR e Vasco (Foto: Geraldo Bubniak/Agência Estado)

No dia 27 de novembro, Juliano Borghetti foi flagrado pela reportagem do RJTV urinando nas ruas do Rio de Janeiro quando o Atlético-PR disputou a final da Copa do Brasil, contra o Flamengo.

A confusão em Santa Catarina marcou a última rodada do Campeonato Brasileiro. Inclusive, a presidente Dilma Rousseff comentou o episódio. Ela condenou a violência e, por meio do microblog Twitter, afirmou que conversou com o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, para assegurar a presença da polícia dentro das arenas de futebol e propôs outras medidas para inibir ações violentas de torcidas organizadas.

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Ex-vereador também foi visto urinando nas ruas do Rio de
Janeiro quando o Atlético-PR disputou a final da Copa do
Brasil (Foto: Reprodução/RJTV)

De acordo com a polícia, três torcedores do Vasco da Gama foram presos e encaminhados para o Presídio Regional de Joinville. Eles foram indiciados por tentativa de homicídio, associação ao crime, danos ao patrimônio e por ferirem alguns artigos do Estatuto do Torcedor.

Quatro pessoas chegaram a ser encaminhadas para o hospital, sendo dois paranaenses. Estevão Viana, de 24 anos, recebeu alta por volta das 10h desta segunda. Já Willian Batista da Silva, de 19 anos, segue internado. De acordo com o boletim médico, o jovem está consciente e com os sinais vitais dentro da normalidade, e a tomografia de controle apontou fratura de crânio.

Segurança
O proprietário da empresa de segurança Mazari, contratada pelo Atlético-PR para a partida na Arena Joinville, Arilsson Alves, afirmou aoGloboEsporte.com ter recomendado para o Furacão que contratasse um número maior de seguranças. Segundo ele, o clube não aceitou a proposta e pediu 60 pessoas. Além do efetivo disponibilizado pela firma catarinense, outros 30 homens foram contratados pela empresa Cerberus, de Curitiba, totalizando 90 pessoas para cuidar da segurança na partida. Segundo o presidente da Fundação de Esportes de Joinville, Fernando Krelling, o Atlético-PR sabia que não haveria policiamento na partida.

Alves não estimou quantas pessoas seriam necessárias para fazer a segurança do jogo, mas disse que, em partidas menores, como as do Joinville, são usadas de 60 a 70. O público da partida entre Atlético-PR x Vasco foi de 8.978 pagantes. O jogo era considerado de alto risco, pois o rubro-negro ainda brigava por uma vaga na Libertadores, enquanto que o Vasco lutava contra o rebaixamento no Brasileiro.

A Mazari fez a segurança dos dois últimos jogos do Atlético-PR na Arena Joinville – Náutico e Vasco – por conta da perda de dois mandos de campo em virtude da punição sofrida após confusão no clássico contra o Coritiba, na Vila Capanema, em Curitiba. Ainda conforme o proprietário da empresa, na partida contra o Náutico, foram usados 30 seguranças.

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Em foto postada no Facebook, Juliano Borghetti acompanha o Atlético-PR em partida contra o Botafogo
(Foto: Reprodução/Facebook)

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