Moradores promovem novo ato ‘antimendigo’ em praia de Florianópolis

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Cerca de 30 moradores do bairro de Canasvieiras, localizado na região norte de Florianópolis, realizaram mais um protesto anti-mendigos nesta quarta-feira Foto: Fabricio Escandiuzzi / Especial para Terra

Fabrício Escandiuzzi no Terra

Cerca de 30 moradores do bairro de Canasvieiras, localizado na região norte de Florianópolis, realizaram mais um protesto “antimendigos” nesta quarta-feira. O grupo se reuniu na principal avenida do bairro e, com faixas e cartazes, promoveu uma caminhada em alguns pontos com maior movimento.

Este foi o quarto ato contra a presença de moradores de rua no bairro. Canasvieiras é um dos balneários mais movimentados da alta temporada na capital catarinense e principal reduto de turistas de países como Argentina e Uruguai, além de outros Estados brasileiros, como o Rio Grande do Sul.

Com faixas, cartazes e carro de som, o grupo interrompeu o trânsito e pediu ações para melhorar a segurança. Alguns moradores carregaram faixas pedindo para que os “viciados” fossem se tratar. Em outras, os manifestantes pediam segurança.

A empresária Luciana Gertrudes da Silva, uma das líderes das manifestações, disse que os atos mostram o medo da população local. Ela exibiu um vídeo gravado pelo celular onde um morador de rua é flagrado transando com uma mulher em uma calçada, no final da tarde. Para Luciana, a população estaria com medo diante de ameaças feitas por “mendigos”.

“O sentimento é geral, mas as pessoas têm medo. Fiz quatro manifestações e vou fazer muito mais”, disse. “Eles pedem dinheiro e acuam quem não os atende. Sair à noite aqui no bairro é um risco. Isso os defensores dos Direitos Humanos não enxergam”.

Uma empresária de Canasvieiras, que participou da manifestação e pediu para não ser identificada, disse estar sofrendo ameaças por participar das caminhadas. “Eles vão ao meu estabelecimento durante a noite, dizem que me viram e que irão dar um jeito na minha família”, afirmou.

“A temporada está chegando e como vai ser?  Não temos segurança, o governo não nos dá segurança e a polícia aqui se limita a fazer blitz de trânsito. Não é isso que precisamos.”

As manifestações vêm gerando controvérsia. Muitos moradores consideram os atos como “xenofóbicos”. Para Lucinda Margot Pereira, moradora do bairro há 17 anos, os atos deveriam ser focados na questão da segurança. “Uma coisa é carregar cartaz pedindo segurança e presença de polícia. Outra é uma faixa chamar as pessoas de viciado e pedir para irem embora. Não concordo com isso”, completou.

Comentários

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3 Comentários

  1. Rafael disse:

    Cidadão de bem, honesto e trabalhador? Vocês não tem vez no Brasil, podem esperar sentados …

  2. Rev disse:

    O mais incrível de um país hipócrita como o Brasil, é que:

    – É muito fácil ser ativista de rede social. Se os mesmos que se dizem guardiões da caridade e da fraternidade e criticam os que estão fazendo as manifestações fossem pra lá e ajudassem os viciados, mendigos, moradores de rua e os excluídos da sociedade, tenho certeza que o quadro melhoraria para todos. Mas é muito fácil escrever um “post” detonando quem mora lá e quer segurança, limpeza e bom convívio social, a maioria dos que criticam não moram lá, não conhecem a realidade e em suas próprias cidades, passam de largo onde há bocas de fumo, cracolândia, favelas e mendigos. Se querem realmente mudar o Brasil, saiam de suas cadeiras e da frente do computador e vá abraçar e dar condições de um mendigo ou morador de rua voltar pra sociedade.

    • Maiara disse:

      O mais gozado é que quem critica os ‘ativistas de rede social’ não é capaz de fazer justamente o que sugere (ir lá e ajudar os que estariam precisando de ajuda, segundo quem critica). Sim, os moradores têm direito à segurança, isso é certo, mas poderiam tentar viabilizar algum pedido administrativo antes de irem às ruas em confronto com os citados mendigos-viciados – ou propor-lhes a tal ajuda. É muito fácil só dizer: somos bons – vocês tratem-se/mudem-se …

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