Razões para os teólogos me abominarem

caio_fabioCaio Fábio

Eis aqui apenas algumas razões simples de minha fé, e pelas quais os teólogos me odeiam hoje em dia; embora tenha sido isto mesmo que eu sempre ensinei, inclusive no tempo em que me “adoravam”. rsrsrs. A única coisa que mudou é me divorciei faz quase 16 anos. Então, tudo virou heresia!… rsrsrs

Veja as razões do agravo e da minha apostasia, segundo “eles”…

1. Na Teologia Dogmática tem-se uma Filosofia do Absoluto Divino/Sagrado decido pelo consenso teológico dos Concílios. Ora, eu nunca dei a mínima para isto. Li tudo e todos. Mas sempre li como quem lia Platão, na melhor das hipóteses.

2. Na Teologia Sistemática tem-se o Dogma do Intérprete (s) selecionador(es) de textos conforme o dogma adotado e feito Teologia Sistemática pelo Concílio que define a crença de um dado “grupo de crentes” na religião cristã. Ora, para mim isso sempre foi escolha de time por afinidades e conveniências pressupostas. Sempre achei tolo […] e hermeneuticamente condicionador do olhar do intérprete. Tolo demais!…

3. Jesus, a Chave Hermenêutica. Sim, é assim que cri desde o início. Sim, pois quando Jesus é a Chave Hermenêutica da nossa interpretação bíblica [tanto do V.T. quanto do N.T.], então, não há um dogma anterior… Os Dogmas passam a ser Exclusivamente os Absolutos Explicitados e Encarnados por Jesus. Também não há uma “sistemática” como “consequência do dogma”. conforme faz a religião: define o dogma e então cria a sistemática.

O que há em Jesus para mim […] é que Ele é o único Definidor do Dogma [sendo que Ele é, de fato, o único dogma; e, Nele, o único dogma é amor]; é o único intérprete absoluto do Princípio-Dogma-Amor que Ele encarna.

Ora, é porque Ele encarna a Palavra que é Ele mesmo é que no ato de viver Ele a interpreta!

E mais: em Jesus tem-se também “a seleção das relevâncias” para a vida segundo Deus.

Sim, pois todos os temas do Velho Testamento estavam presentes nos dias de Jesus; e nas jornadas que fazia tais temas apareciam. Ora, os temas que foram “impostos a Jesus como problema”, Ele tratou; e os que não lhe foram impostos, mesmo estando presentes na existência à Sua volta, Ele decidiu quais eram e quais não eram relevantes como tópicos.

Portanto, mais do que “textos” em discussão o que Jesus apresenta é o “espírito do Evangelho”; não como uma seleção sistemática de textos, mas como uma definição de significados, princípios e importâncias.

Por exemplo: Ele mesmo escolheu coisas e histórias que deveriam ser parte do Evangelho; e, entre elas, Ele decidiu que a história de uma mulher apaixonada por Deus tinha que constar no Evangelho, e não um monte de maldades humanas praticadas pelos religiosos que abominavam aquele tipo de mulher.

E assim é tudo o mais…

Mas é preciso conhecer o Evangelho para entender o que digo!

Teólogos se asfixiam diante de tais realidades insofismáveis!

Claro! Tal percepção tira o eixo da discussão da interpretação filosófica ou filológica do texto e nos chama para a prática do amor como escrito da vida no chão do mundo; sim, tudo para o meu bem e do meu próximo; posto que este seja o verdadeiro benefício do Evangelho!

Nele, como amor por Ele em você, meu irmão,

fonte: site do Caio Fábio

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